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quarta-feira, 3 de junho de 2015

IRAQUE DISPOSTO A RETOMAR A COMPRA DE ARMAS BRASILEIRAS

Tradicional parceiro comercial do setor pode retomar a compra de armas do Brasil. Real mais baixo que o Dólar e possível ajuda do país no combate ao Estado Islâmico podem ajudar nas negociações

O iraque, que foi um dos maiores clientes de armas brasileiras entre as décadas de 1960 e 1980, manifestou nesta terça-feira (2) seu interesse em reiniciar a compra de produtos de defesa do Brasil, informou o Ministério da Defesa.

Essa intenção foi comunicada pelo ministro das Relações Exteriores do Iraque, Ibrahim al Jaafari, na visita que fez hoje ao Brasil e durante a qual se reuniu com o chanceler Mauro Vieira e com o ministro da Defesa, Jaques Wagner.

O ministro iraquiano "demonstrou interesse em retomar as aquisições dos produtos de defesa brasileiros depois que, no anos 80, o país foi um dos grandes parceiros comerciais do Brasil".

O Brasil, que durante muitos abasteceu o Iraque de produtos como os mísseis Astros II, os tanques de guerra Osorio, os aviões de combate Tucano e diferentes armas convencionais, suspendeu as vendas em 1990 devido ao embargo internacional imposto a esse país pela invasão do Kuwait.

Segundo o comunicado do Ministério da Defesa, o aquecido mercado brasileiro da indústria de defesa movimenta cerca de US$ 6,5 bilhões ao ano, com US$ 3 bilhões em exportações, e gera 30.000 empregos diretos.

Os fabricantes brasileiros de foguetes, aviões e carros de combate tinham como principal mercado regional o Oriente Médio, para onde exportavam quase 50% de sua produção na década de 1970. O principal cliente era o Iraque, que concentrava 40% das compras, seguido pela Líbia (30%).

Em seu encontro com as autoridades brasileiras, Jaafari disse que o Iraque precisa equipar-se para combater a ameaça terrorista do grupo Estado Islâmico, que domina territórios tanto nesse país como na Síria. Ele acrescentou que o principal motivo de sua visita foi solicitar o apoio do Brasil nos esforços militares do governo iraquiano pela estabilização do país e o combate ao terrorismo.

"A guerra contra o terrorismo não é uma guerra convencional. Buscamos os países amigos e democráticos para defender aqueles que estão sofrendo com esse fenômeno", afirmou o chanceler iraquiano, citado no comunicado do Ministério da Defesa, ao defender acordos de cooperação com o Brasil.

Por sua parte, Jaques Wagner comentou que o Brasil tem uma longa tradição de paz e de solidariedade e que, por isso, "expressamos nossa total solidariedade ao Iraque perante as atrocidades que são perpetradas no país".

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Crise no Governo: Ministro da Defesa Nelson Jobim pede Demissão!


Em meio a Crise Interna, Dilma "demite" Nelson Jobim

O ministro da Defesa, Nelson Jobim (PMDB), entregou na noite desta quinta-feira sua carta de demissão à presidente Dilma Rousseff em um encontro que durou apenas cerca de cinco minutos. A situação de Jobim se tornou insustentável no governo após declarações dadas à revista Piauí em que teria considerado a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, "muito fraquinha" e dito que a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, "sequer conhece Brasília". Para seu lugar, Dilma convidou o ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim, que aceitou ocupar a pasta.

Jobim negou ter feito as críticas e disse que as informações seriam "parte de um jogo de intrigas". Mas, segundo fontes, Dilma já havia decidido demitir o ministro caso ele não abandonasse o cargo por conta própria. Diante da repercussão das declarações, Jobim antecipou sua volta de Tabatinga (AM), onde cumpria agenda oficial, para se reunir com a presidente.

Ao longo do dia, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), minimizou a declaração de Jobim, dizendo que a articuladora política do governo "é até bem gordinha, não é bem fraquinha". Depois de reunir-se com Ideli, o líder do PR na Câmara dos Deputados, Lincoln Portela (MG), afirmou que a ministra "brincou" com o tema dizendo que "estava 'fortinha', não gordinha". Mas, segundo o deputado, Ideli "não teceu nenhum comentário sobre o ministro Jobim" durante a reunião.

Na última semana, outra declaração de Jobim à imprensa gerou mal-estar no governo. Em entrevista, ele declarou seu voto no tucano José Serra nas eleições presidenciais do ano passado. A série de frases polêmicas, contudo, começou no início de julho, em uma cerimônia em homenagem ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso - de quem ele foi ministro da Justiça entre 1995 e 1997 - no Senado Federal. Ao discursar, ele citou o dramaturgo Nelson Rodrigues, dizendo que "os idiotas perderam a modéstia". A fala foi interpretada como uma insatisfação do ministro com sua situação no governo. Mais tarde, contudo, ele disse que se referia a jornalistas.

Trajetória
Jobim foi presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2004 a 2006. Em 2007, ele foi indicado para o ministério da Defesa pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aceitou o desafio de controlar a crise nos aeroportos. Durante seu período na Defesa, Jobim promoveu mudanças nas direções da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), então alvos de denúncias de eficiência e corrupção. No entanto, as propostas de construção de um novo aeroporto em São Paulo e o estímulo à maior concorrência na atividade não se concretizaram.

Na área militar, Jobim ganhou prestígio com os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Junto com o ex-ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos Roberto Mangabeira Unger, elaborou a Estratégia Nacional de Defesa. Aprovada em dezembro de 2008 na forma de decreto presidencial, o plano estabelece ações de médio e longo prazo com o objetivo de modernizar a estrutura nacional de defesa por meio da reorganização das Forças Armadas, da reestruturação da indústria nacional de material de defesa e de uma nova filosofia de emprego das Forças Armadas. A iniciativa sofreu forte impacto devido ao corte no orçamento de 2011. O contingenciamento de mais de R$ 4 bi (26,5% do orçamento do ministério) comprometeu o reaparelhamento das Forças Armadas.

Jobim é o 3º ministro a cair em 8 meses
Nelson Jobim é o terceiro ministro que cai em apenas oito meses de governo Dilma. O primeiro foi o ex-ministro-chefe da Casa Civil Antonio Palocci, que não resistiu a denúncias de tráfico de influência e enriquecimento ilícito e pediu demissão do cargo em 7 de junho deste ano. Menos de um mês depois, em 6 de julho, foi a vez do ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento, que também pediu demissão depois de denúncias de superfaturamento de obras e pagamento de propina no âmbito do órgão.

Fonte: Terra

Sempre Guerra: Há muita coisa por baixo dos tapetes de Brasília, será apenas o mal-estar criado no governo que fez cair um dos nossos melhores ministros da Defesa que já tivemos? Certamente não, queremos a verdade, a transparência dos fatos, um Brasil fortalecido por uma equipe do Executivo competente e honesta. 

Certamente, a demora do Governo para decidir o Projeto FX-2 e demais aquisições para os três poderes militares da nossa Defesa, contribuíram para os atritos entre Jobim e Governo. Como a corda sempre estoura  no ponto mais fraco, Jobim pediu demissão.

Qual será o posicionamento dos militares a partir de agora? Continuará com um apoio incondicional ao Governo Dilma? O tempo dirá...

domingo, 17 de julho de 2011

Era Brasil: Começa a construção dos Submarinos brasileiros

A presidente Dilma Roussef participou neste sábado, em Itaguaí, região metropolitana do Rio de Janeiro, da cerimônia que marca o início da construção de quatro submarinos convencionais brasileiros (S-BR), com tecnologia francesa. Os submarinos são da classe Scórpene, e são um dos itens do acordo que o Brasil assinou com a França há 2 anos e meio.

"A produção representa uma posição estratégica do Brasil diante do fortalecimento da sua indústria, da capacitação de nosso País, da nossa capacidade de construir alianças internacionais", disse a presidente.

A Marinha estima que 36 mil itens usados na construção desses submersos serão produzidos por 30 empresas brasileiras. Os equipamentos nacionais vão desde quadros elétricos, válvulas de casco e bombas hidráulicas até sistemas de combate e de controle, motores elétricos e a diesel e baterias de grande porte.

O documento bilateral deu origem ao Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) da Marinha brasileira, que tem como um dos principais objetivos a produção de outro tipo de submarino, movido à energia nuclear. Isso porque o mesmo método, técnicas e processos, e parte dos equipamentos desenvolvidos para a construção desses quatro submarinos convencionais, serão usados também na construção do submarino de propulsão nuclear brasileiro (SN-BR).

"O grande mérito e objetivo dessa parceria é a transferência de tecnologia e a aliança estratégica. Nesse projeto, temos um objetivo fundamental, que é fortalecer e capacitar a Marinha em dois aspectos: na sua modernização, ao se tornar capaz de dominar a tecnologia de produção de submarinos de propulsão nuclear no quadro de defesa nacional, e jamais de ataque. E tornar a Marinha capaz de proteger nosso povo e garantir ambiente pacífico e segurança de nossas riquezas naturais", disse Dilma.

O primeiro submarino deve ser concluído em 2016, mas só será entregue à Marinha no ano seguinte, depois dos testes de cais. Os outros três serão entregues no intervalo de um ano e meio. O SN-BR só fará parte da frota brasileira em 2023. Como o Brasil desenvolverá o reator nuclear, o País vai passar a integrar o grupo enxuto de nações que detêm esse tipo de tecnologia (China, Rússia, França, Estados Unidos e Reino Unido).

Mas, antes do início da produção dos submarinos, serão construídos um estaleiro e uma base naval para abrigar essas embarcações e a Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (Ufem). A previsão é de que essas unidades, que serão construídas na Ilha da Madeira, no município de Itaguaí, sejam entregues até o final de 2014.

E os Caças?
O governo brasileiro não revisará as ofertas para a compra bilionária de caças de combate antes do início do próximo ano, disse no sábado (09/07) o ministro da Defesa, Nelson Jobim. O ministro havia afirmado em fevereiro deste ano que o corte no Orçamento não teria impacto na decisão sobre o Projeto FX-2, que prevê a compra de um pacote tecnológico relativo a caças para Aeronáutica.

"Vamos examinar isso no início do próximo ano. Neste momento, estamos focados apenas na agenda doméstica", disse Jobim, durante um fórum empresarial no sul da França. O Brasil, que quer modernizar sua força aérea, está avaliando as ofertas da francesa Dassault Aviation, da americana Boeing e da sueca Saab.

Para executar uma transferência de tecnologia semelhante, a americana Boeing e a sueca Saab devem receber a autorização dos Congressos de seus países. A compra dos caças deve custar mais de R$ 10 bilhões e Dilma pretende ouvir setores de fora do governo, principalmente a Embraer, e criar um grupo interministerial que examine a compra dos caças, reanalisando os argumentos da Força Aérea Brasileira (favorável ao modelo sueco, Saab Gripen) e da Defesa (pró-Dassault Rafale, da França).

Fonte: Terra

Editorial Sempre Guerra: Olá a todos! Depois de um tempo parado, o Projeto Sempre Guerra vem retornando, pouco á pouco, vou colocando a casa em ordem! 

Sobre o post de hoje, antes de mais nada, gostaria de deixar bem claro que o Brasil nunca parou seu projeto de modernização militar como muitos falam. Realmente, são projetos que envolvem muito dinheiro e muitos interesses externos nos quais ninguém verá na mídia. 

Também tem a questão de tempo, devido as reestruturações da economia e "planos de Austeridade" que passamos nos anos 80 e 90 (e que alguns países da Europa e futuramente os EUA passarão), o Brasil teve o sucateamento de suas Forças Armadas e hoje temos que "correr contra o tempo" para recuperar o tempo perdido e os 3 poderes militares pedem modernizações com urgência.

Sobre os caças, o Brasil deve aceitar o "pacotão do Obama" que deve vender seus caças, tanques, artilharias e alguns barcos de guerra a preços promocionais em troca de financiamentos e "facilidades" do governo brazuca e deve ser umas das cartas na mão de Obama para as próximas eleições em que ele concorrerá a reeleição... Isto se não derrubarem ele antes, o Default da Economia americana pode chegar dia 2 de agosto =)

domingo, 8 de maio de 2011

Brasil pode ter mais de 40 Estados

Se Todos os projetos forem aprovados, Brasil poderá ter mais de 40 Estados. Próximo passo é a Divisão do País?

Pará deve decidir primeiro:


A População do Pará vai decidir se aceita ou não que a unidade federativa vire dois novos estados. 

É que a Câmara aprovou dois projetos de decreto legislativo para a convocação de plebiscito que vai decidir sobre a criação dos Estados Carajás e Tapajós. 

A proposta aprovada sobre o Carajás será promulgada. Já a do Tapajós ainda terá de passar pela avaliação do Senado. 

Se Tapajós se tornar Estado, terá 29 municípios das regiões Baixo Amazonas e do Sudoeste Paraense. 

Será o quarto maior estado do país, superando Minas Gerais. Em seu território, morariam cerca de um milhão e 700 mil pessoas, algo em torno de 20% da atual população do Pará. A capital deve ser a cidade de Santarém. 

Já o estado do Carajás vai ter municípios localizados no Sul e no Sudeste do Pará, onde vivem quase um milhão e meio de pessoas. 

A maior cidade é Marabá. De acordo com o projeto, o plebiscito será realizado em novembro.


Brasil dividido em 40 Estados:

O Plenário aprovou, nesta quinta-feira, dois projetos de decreto legislativo que autorizam a convocação e a realização de plebiscitos sobre a divisão do Pará e a criação de dois novos estados: Tapajós e Carajás (veja ilustração ao lado). Os textos aprovados determinam que as consultas públicas sejam feitas no prazo de seis meses após a publicação dos decretos autorizativos.

O que poucos sabem é que esse não é o único projeto de separação e criação de novos estados proposto a Câmara.

Caso todas as propostas fossem aprovadas o Brasil poderia ser dividio em até 40 estados diferentes.


sexta-feira, 8 de abril de 2011

Novo conceito de intervenção da Otan no mundo preocupa o Brasil


“Isso é carta branca”, disse ontem (07/04) o ministro da Defesa, Nelson Jobim, na conferência internacional promovida pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais

O governo brasileiro está preocupado com o novo conceito estratégico da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que permite a intervenção em qualquer lugar do mundo onde os interesses dos países integrantes tenham sido lesados, com ou sem a autorização prévia da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Isso é carta branca”, disse hoje (7) o ministro da Defesa, Nelson Jobim, ao participar de conferência internacional promovida pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), no Rio de Janeiro. Ele não crê que isso possa afetar os interesses brasileiros, mas deu um recado: “O Brasil tem um compromisso muito sério na América do Sul com a preservação da soberania da Argentina sobre as [Ilhas] Malvinas”.

No contexto da segurança internacional, o ministro defendeu os objetivos do país de garantir a soberania nacional e a integridade do território; a construção de uma identidade sul- americana de segurança e defesa baseada na cooperação; e a ampliação da capacidade de respaldo da política externa por parte da estratégia de defesa. Para isso, terá grande importância, segundo ele, o aparelhamento das Forças Armadas. “A defesa é um projeto de desenvolvimento, porque fundamenta um bem público intangível, que é a segurança.”

O ministro afirmou que o Brasil vai continuar pleiteando um assento no Conselho de Segurança da ONU e insistindo na busca de “relacionamentos produtivos e não excludentes com todos os atores relevantes”. Por ser um país tolerante, que busca sempre o diálogo e a cooperação, o Brasil poderá contribuir muito no Conselho de Segurança da ONU, assinalou.

Jobim assegurou, contudo, que a posição brasileira é de distanciamento da questão da Líbia, apesar de a intervenção naquele país ter sido autorizada pela ONU. O Brasil não se intromete em conflitos externos que objetivem fazer a paz, mas em ações de manutenção da paz, esclareceu. “Não contem conosco”, afirmou. O governo brasileiro vê com cautela esse tipo de intervenção, porque, muitas vezes, pode esconder interesses de outras nações, acrescentou..

Ele disse que as experiências de soluções armadas no Oriente sempre acabaram em condições de agravamento da situação de instabilidade. “O que temos que buscar é uma situação de estabilidade na região que seja produzida interna e não imposta de fora”. Jobim lembrou que a questão das armas de destruição em massa no Iraque que foram a motivação para a invasão norte americana naquele país. E indagou: “Onde estavam [as armas]? Ninguém respondeu”.

O ministro reafirmou que a Constituição Federal não prevê o desenvolvimento de armas nucleares. A tecnologia é desenvolvida no país para atuação nas áreas de energia e saúde e, também, para impulsionar um submarino mais ágil e moderno para defender a costa nacional, onde se destaca a exploração do petróleo da camada pré-sal.

Fonte: Exame

SEMPRE GUERRA: Não é de hoje que o Ministro Jobim vem alertando sobre interesses estrangeiros em nosso continente, destacando a nossa Nação rica em recursos naturais. Certamente, o corte de Despesas promovido pelo Governo Dilma, inclusive sobre a Defesa, foi um balde de água fria para todos que estão cientes das ameaças que vem de fora.

Também não é de hoje que venho alertando sobre mais investimentos em Defesa. Um país rico em recursos naturais não pode contar com a sorte de que nada vai acontecer. O Brasil vem crescendo a cada dia, o país não é mais promessa. Vamos esperar acontecer algo para reagir? Isto será tarde demais!

Somente os ingênuos não vêem ameaças! Vejam a situação na Líbia, onde o interesse é o Ouro Negro (petróleo) deles, mascarados por ajuda humanitária... quanta hipocrisia! Isto quase provoca (talvez provoque ainda) uma crise internacional entre países membros da OTAN com a Rússia e a China que tem bilhões de dólares em investimentos no país e demonstram públicamente que não estão satisfeitos com a situação.

A intervenção da OEA sobre o caso Belo Monte é mais uma evidência de interferência estrangeira por aqui e não será a única. Temos a questão nuclear onde o Ministro tem deixado claro em suas entrevistas que é para fins pacíficos e que vai dar muito o que falar nos próximos meses e agora temos a ameça terrorista da Al-Qaeda em nossas terras tupiniquins... Estes, serão temas dos meus próximos posts.

Está na hora de acordar, não é verdade?
Yusuke - Sempre Guerra

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Corte de R$ 4 bi no Ministério da Defesa agravará o sucateamento das Forças Armadas

A Insatisfação dos Militares fica explícito

Assinado com pompa pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, há pouco mais de dois anos, o Plano de Defesa Nacional que previa uma estratégia de modernização das Forças Armadas pelos próximos 50 anos teve o primeiro revés, muito antes do esperado. Pelo documento, o reaparelhamento militar brasileiro seria voltado para a compra de caças de combate com transferência de tecnologia e a construção do submarino de propulsão nuclear para patrulhar a costa brasileira. O corte de R$ 4 bilhões anunciado pelo governo para a área de Defesa colocou uma incógnita justamente sobre o cronograma previsto para esses planos e irritou profundamente os militares.

Para especialistas em segurança nacional, a tesoura anunciada pelo governo federal torna dramática a situação de sucateamento das Forças Armadas brasileiras. Atrasada desde a década de 1990, a aquisição dos caças responsáveis por substituir uma frota hoje composta por pelo menos três modelos de aviões corre sério risco de não sair do papel ainda em 2011. A situação mais urgente é a dos caças Mirage 2000, que serão aposentados até 2015. A atual frota de cinco submarinos, que deveria receber o reforço de mais quatro embarcações convencionais e uma nuclear até 2022 pelo Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), também seria insuficiente para as necessidades do país em um curto espaço de tempo, especialmente com o início da exploração do pré-sal.

Treinamento

Em um primeiro momento, além da construção dos submarinos e da compra de caças, também entrou em estado de espera a modernização das aeronaves AMX e o desenvolvimento dos aviões de carga KC-390 da Embraer. Como a tesoura atinge principalmente investimentos e custeio, a consequência imediata será a diminuição das horas de voo destinadas ao treinamento das tripulações, em especial as mais custosas, tal como as dos pilotos de caça. “A situação é delicada tanto no caso dos submarinos quanto na dos caças. Boa parte dos aviões atuais estará aposentada em, no máximo, quatro anos e um contrato para compra de novos costuma demorar pelo menos dois anos para o início das entregas”, aponta o professor de Relações Internacionais da FAAP-SP e especialista em Segurança Nacional pela Georgetown University, Gunther Rudzit.

Como a compra dos caças só entraria no orçamento do ano que vem, muitos militares creditam somente às pressões políticas o atraso na definição do modelo vencedor — embora não exista clima para aprovar compras desse tamanho, em meio a um corte de R$ 50 bilhões no orçamento. “O contingenciamento não afetará objetivamente o Programa FX 2, visto não serem previstos dispêndios no ano-base 2011. Os motivos do adiamento, na minha opinião, têm fundamento em motivações políticas. Não seria politicamente correto decidir um investimento da ordem de bilhões de dólares em época de aperto de cinto”, critica um oficial da reserva.

Fonte: Geopolítica Brasil citando Correio Braziliense via Notimp

SEMPRE GUERRA: Para aqueles que acompanham o blog desde o seu começo, lembram que eu apoiei a compra de caças e o investimento no Setor Militar, no governo Lula. Como vocês acompanharam neste post,  tudo aquilo pronunciado pelo então Presidente Lula, não é cumprido pela Presidente Dilma.

Vou repetir novamente o que eu havia citados em outros posts:
De Fato, temos muito a melhorar em diversos setores civís, se não dizer em todos, alguns setores como a nossa saúde é precária em várias regiões do nosso Brasil. Talvez, se não houvesse corrupção, poderíamos estar falando agora de um país de Primeiro Mundo, porquê não?
Concordo também que a verba destes armamentos deveriam ir para Setores Civís, mas temos um problema neste ponto: O ser-humano é o bixo mais tenebroso do universo! A ganância predomina e lhe pergunto: se o Brasil não investir na sua defesa, a paz sempre predominará?
Não dá para contar com a "sorte" de sermos um país pacífico, um país abençoado com muitos recursos naturais e reservas inexploráveis até então, sem nenhuma proteção contra forças inimigas.


segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Editorial: Brasil Militar? Que seja assim

 Olá caros leitores do Blog Sempre Guerra! Quero primeiramente, agradecer as visitas dos fiéis leitores ao "nosso" Blog! Sim, nosso Blog, pois o Sempre Guerra foi criado como principal objetivo de compartilhar informações muitas vezes "abafadas" ou "esquecidas" pela Mídia Convencional.

Muitos foram os pedidos para eu voltar a escrever, não que a nova sistemática do Blog, de trazer informações e citar fontes de uma forma imparcial, não seja a sistemática ideal. Mas sentiram a falta de uma opinião sobre os fatos ocorridos, o que de certa forma, complementa a informação.

Deixei sim, de fato e momentâneamente, de expressar a minha opinião devido a críticas de alguns, que não concordavam com aquilo que eu expressava. Achei melhor então mudar essa sistemática. Para a minha surpresa, muitos pediram para eu voltar a escrever e, atendendo a pedidos, volto a escrever mas somente nos posts denominados "Editoriais" e deixarei os posts de notícias ainda com um perfil de imparcialidade. Assim, creio que atenderei o pedido de todos, afinal, como eu já comentei, este Blog é nosso!

Volto a escrever agora, num momento tão importante para a nossa Democracia ainda jovem, ontem (31/10/10) elegemos a nossa primeira Presidente mulher: Dilma Rousseff, a maioria quis o continuismo do governo Lula, mas as metas e os desafios serão outros para a nossa Nação a partir de agora.

Esperei as eleições se passarem, pois não gostaria de ser um "criador de opiniões" e interferir diretamente no voto de cada um. Mas há tempos gostaria de comentar sobre um Brasil cada vez mais Militarizado.

No post  "Brasil deixa claro: Não queremos a OTAN no Atlântico Sul. A Era Brasil já começou..." onde eu citei alguns investimentos militares feitos pelo governo brasileiro e sua oposição sobre a interferência da OTAN aqui no hemisfério Sul, recebí um comentário muito inteligente do nosso amigo "Zero" que levantou uma questão sobre os nossos investimentos no setor civil.

A Amazônia ficou menos interessante, agora são os campos petrolíferos que estão visados.
Nosso país devido a sua riqueza e potencialdade está ganhando muita importância...
Me surpreende até com algumas dessas peculiaridades bélicas que ele tem potencialidade expostas no teu blog.
Realmente há um assédio ao Brasil com convites/propostas/intercâmbios de negócios militares.
O Brasil tem/teve "padrinho" que nunca propôs nada do que está sendo oportunizado agora.
O país precisa sim ter sua soberania plena, pelo menos por enquanto deve trilhar esse caminho.
Por outro lado complica porque nossa educação, saúde etc mantêm-se caóticos...
e agora com militarização, a tendência é menos sobrar para a população.

De Fato, temos muito a melhorar em diversos setores civís, se não dizer em todos, alguns setores como a nossa saúde é precária em várias regiões do nosso Brasil. Talvez, se não houvesse corrupção, poderíamos estar falando agora de um país de Primeiro Mundo, porquê não?

Concordo também que a verba destes armamentos deveriam ir para Setores Civís, mas temos um problema neste ponto: O ser-humano é o bixo mais tenebroso do universo! A ganância predomina e lhe pergunto: se o Brasil não investir na sua defesa, a paz sempre predominará?

Não podemos contar com a sorte, mas isto militarmente falando. Me lembro do Editorial do Coronel de Infantaria e Estado-Maior, o Sr. Paulo Ricardo da Rocha Paiva, que publiquei aqui no Sempre Guerra. O nosso sistema militar necessita de maiores investimentos e não podemos nos acomodar:


Isto, lamentavelmente, é o que estamos vivenciando hoje. Agora admitimos inibições de poder que não permitem, não garantem as condições para que na terra brasileira possa viver um povo altivo e orgulhoso. Estamos sendo desrespeitados mesmo quando procuramos viabilizar a paz. É de se imaginar, se não somos considerados, o que acontecerá conosco em caso de guerra.

O Brasil tem assinado acordos bilionários com a Inglaterra e outros países da Europa para aquisição de armamento e tecnologia e "proteção" também.

Tenho certeza que o Brasil foi forçado a isto, assim como a India e outros países que estão se destacando no cenário internacional. Em curtas palavras: "Ou nos dê dinheiro ou invadiremos e faremos dinheiro".

A China também foi assim, desde os anos 80 e só agora está saindo dessa. Produzindo suas próprias tecnologias de guerra.

O Brasil talvez queira fazer a mesma coisa que a China fez, com uma diferença: A China é acusada de Plágio por diversos países em diversos projetos, Civís e Militares. Algumas décadas passadas, a China adquiriu vários Equipamentos Militares para todos os seus Poderes - Marinha, Aeronáutica e Exército, assinando acordos Bilionários por anos em contratos. Assim que eles criavam um protótipo no mínimo parecido, eles simplesmente cancelavam o acordo por possuir a sua própria tecnologia, muitas vezes plagiada de fato.

Já o Brasil, faz tudo dentro das Leis e Convenções Internacionais. Gastará Bilhões em projetos, o mais conhecido é o da Aeronáutica: O FX2. Porém, temos uma diferença da China, o projeto vai além de uma simples compra de caças modernos, queremos também a transferência de Tecnologia! Ou seja, não vamos plagiar e sim comprar aquela tecnologia e estudarmos para fazer protótipos iguais ou melhores com os nossos Engenheiros que são uns dos melhores do mundo.

Realmente somos reféns e demorará muito para sairmos disto. Parabéns aos chineses que conseguiram e tenho certeza que a nova "URSS" será a China. Vemos isto todos os dias nas notícias, o confronto de palavras entre a China e os EUA. As novas Guerras, Cibernética e Monetária  tem os dois poderosos como protagonistas.  As Tensões na Asia tem como objetivo desestabilizar a nação comunista. Esperamos que não vire um Conflito Militar que poderia ser sem precendentes.

O Ministério da Defesa do governo Lula agiu bem em começar a investir em Defesa. Estamos apenas engatinhando, demorará anos e anos, o continuísmo é fundamental para este projeto do Ministério da Defesa. O ministro Nélson Jobim é corajoso em "peitar" contra a influência da OTAN no Hemisfério Sul e deve se manter Ministro na administração da Dilma.

Para terminar este post, gostaria de deixar claro que não sou PTista, mas temos que tirar o chapéu para um governo que protegeu o nosso Sistema Econômico na última crise da bolha imobiliária de 2008 nos EUA que abalou o mundo e o seu comportamento na "Guerra Monetária" atual no mundo. O projeto militar, no governo Lula, que não víamos desde a época da Ditadura já veio tarde. Necessitamos de muito mais, não é tirar dinheiro de Setores Civís, mas também não podemos dar dinheiro "de graça" para os países militarmente desenvolvidos... Talvez futuramente usaremos este dinheiro para a nossa Saúde, Educação, Segurança Civil... Quem sabe falaremos de um Brasil, país de primeiro mundo?

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

SAUDADES DE UM EXÉRCITO SEM LIMITAÇÕES DE SOBERANIA


Autor: Paulo Ricardo da Rocha Paiva
Coronel de Infantaria e Estado-Maior.
Para o Plano Brasil
Publicado no “O SUL DE PORTO ALEGRE”em 15 de outubro de 2010

SAUDADES DE UM EXÉRCITO SEM LIMITAÇÕES DE SOBERANIA

A primeira imagem que fiz do exército da Pátria me foi estampada pelo meu pai, ex-combatente da FEB. O homem espargia, como a esmagadora maioria dos brasileiros que atravessaram o Atlântico para lutar na Europa, o sentimento de fé quanto ao destino de grandeza do País. A oficialidade crendo, acreditando mesmo que, na segunda metade do século, o Brasil evoluiria de uma potência continental para outra do porte de uma França ou de uma Inglaterra, com poder militar compatível para manter sua soberania plena e seus recursos naturais, sem temer ameaças de quem quer que fosse.

Ainda me lembro, parece que estou vendo, o comandante da AMAN, o subcomandante da Academia e o comandante do Corpo de Cadetes, todos veteranos da campanha da Itália: jamais passou pela cabeça desses chefes que os profissionais formados na atualidade estariam tão fragilizados ante o grau das ameaças que se delineiam de forma solerte e rasteira nos horizontes de nossa região norte. Lembro-me do semblante iluminado, cadetes e oficiais naquela época tinham fé na vontade política que dominava os chefes da nação de cortar as amarras que viesse a inviabilizar nosso porvir altivo, sem limitações de soberania.

Muito mais para trás ficou ainda um tempo, como o vivido pelo Marechal Floriano Peixoto que, ao ser indagado pelos cônsules sobre como seriam recebidas forças de seus países para proteção de compatriotas durante a revolta da armada, pode responder “à bala”! A partir de 1998, quando da adesão ao TNP, uma indagação neste teor, por certo, não terá resposta tão contundente. Quando muito se poderá dizer “com arco e flechas”, se comparados nossos trabucos com o armamento convencional de última geração de oponentes já confessos.

Isto, lamentavelmente, é o que estamos vivenciando hoje. Agora admitimos inibições de poder que não permitem, não garantem as condições para que na terra brasileira possa viver um povo altivo e orgulhoso. Estamos sendo desrespeitados mesmo quando procuramos viabilizar a paz. É de se imaginar, se não somos considerados, o que acontecerá conosco em caso de guerra. E pensar que no governo do General Ernesto Geizel se denunciou o acordo militar de armamentos com o EUA, confiantes que estávamos em uma novel indústria de material bélico, embalados pela aspiração de, mais dia menos dia, não dependermos da sua compra nos mercados das potencias nucleares lotadas no Conselho de Segurança da ONU.

A motivação profissional do militar, não há como fugir a este desiderato, está intrinsecamente vinculada ao imaginário de uma soberania plena. A prova disto está na realidade vivida no âmbito dos exércitos das nações que compunham a antiga cortina de ferro. Suas indústrias, seus projetos com fins militares só teriam lugar se permitidos pela Rússia, sem que esta abrisse mão do monitoramento detalhado de suas fases e da posterior experimentação.  Hoje, sem estas mordaças, é incomparável o “espírito de corpo” presente que os impulsiona. Superada está a “apatia letárgica” que os inibia até pouco tempo atrás.

O estado brasileiro tem o dever de fazer resgatar a expectativa de grandeza, de altivez, o porvir de soberania plena que já existiu para seus filhos. Para aqueles que usam farda, então, é vital que o estado não admita concessões estratégicas, sendo deste a obrigação de proporcionar meios de combate compatíveis, não para que seus soldados lutem, mas, tão somente, para que o inimigo desista de lutar.

Paulo Ricardo da Rocha Paiva
Coronel de Infantaria e Estado-Maior.

Fonte: Plano Brasil

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Brasil Rejeita ação da OTAN no Atlântico Sul. Mercosul repudia ação da Inglaterra nas Malvinas

 

Denise Chrispim Marin CORRESPONDENTE / WASHINGTON – O Estado de S.Paulo

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, apresentou formalmente aos Estados Unidos a rejeição do Brasil a qualquer interferência da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Atlântico Sul. Em conversas com autoridades americanas nos últimos dias, Jobim afirmou que o governo brasileiro vê com reservas as iniciativas de Washington de associação das duas áreas geoestratégicas do oceano.

A tese da “atlantização” da Otan tem sido reforçada especialmente pelos EUA, que conseguiram estender a ação dessa organização a regiões distantes do Atlântico Norte, como o Afeganistão.

“O Atlântico Sul responde a questões de segurança muito diferentes das do Atlântico Norte”, afirmou Jobim ao Estado. “A Otan não pode substituir a ONU”, acrescentou ele, referindo-se ao temor de os EUA se valerem dessa organização para promover ações multilaterais sem o respaldo do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Jobim já havia anunciado a preocupação brasileira em uma conferência no Instituto de Defesa Nacional, em Lisboa, em setembro. Na ocasião, argumentou que uma interpretação literal do conceito de “atlantização” da Otan permitia a intervenção dessa entidade em qualquer parte do mundo e sob vários pretextos, especialmente o risco energético. Diplomatas brasileiros informaram que o governo tenta convencer sócios da Otan também parceiros comerciais do Brasil na área militar, como a França e a Itália, a desaprovar esse conceito.

Ontem, Jobim expôs a posição brasileira ao conselheiro de Defesa Nacional da Casa Branca, general James Jones. Na noite anterior, havia explicado a questão ao subsecretário de Estado para o Hemisférico Ocidental, Arturo Valenzuela. O tema foi explorado ainda pelo ministro em uma mesa-redonda na Universidade Johns Hopkins, ontem, da qual parlamentares americanos participaram.

Jobim explicou ao Estado que o Brasil não entrará em entendimento com os EUA sobre essa questão porque o país não ratificou a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, de 1982. A rigor, isso significa que a Casa Branca não é obrigada, por lei, a respeitar a plataforma continental de 350 milhas náuticas de distância e os 4.000 quilômetros quadrados de fundos marinhos do Brasil, que estão definidos pela convenção.

Essa situação traz preocupações especiais ao governo brasileiro em relação à exploração de petróleo na camada do pré-sal.

Fonte: Plano Brasil / Estado de SP

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Chanceleres do Mercosul rejeitam manobras militares nas Malvinas 
Os chanceleres do Mercosul, bloco formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, expressaram nesta segunda-feira em comunicado conjunto seu “mais direto protesto” pela decisão do governo britânico de realizar manobras militares nas ilhas Malvinas.

Os ministros, que se encontram em Montevidéu para participar das reuniões do parlamento do Mercosul (Parlasul), ratificaram a “preocupação” do bloco por essa decisão do Reino Unido e apoiaram as recentes declarações da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e do Grupo do Rio neste sentido.

Também expressaram rejeição às declarações formuladas por fontes britânicas à imprensa nas quais indicavam que as manobras seriam “exercícios rotineiros” realizados há 20 anos nas ilhas.

Segundo os chanceleres do Mercosul, a conduta britânica gera “preocupação” e constituiria uma violação das normas de segurança da navegação da Organização Marítima Internacional (OMI).

Argentina apresentou, na última semana, um protesto formal perante a OMI e remeteu à ONU uma cópia do protesto que fez chegar ao Reino Unido por estas manobras nas ilhas, que os britânicos invadiram em 1833 e ocupam desde então.

Argentina e Reino Unido protagonizaram, em 1982, um enfrentamento bélico pelas Malvinas que deixou cerca de mil mortos e, desde então, o país sul-americano não deixou de reivindicar perante a ONU e outros organismos internacionais a soberania das ilhas, situadas a 400 milhas marítimas de seu litoral.

Fonte: Plano Brasil

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Brasil deixa claro: Não queremos a OTAN no Atlântico Sul. A Era Brasil já começou...


Já estão de olho no Brasil...

O ministro da Defesa, Nelson jobim, disse ontem, em Lisboa, em palestra no Instituto Nacional de Defesa, que vê “com reservas, quaisquer iniciativas que procurem, de alguma forma, associar o Norte do Atlântico ao Atlântico Sul – sendo o sul, área geoestratégica de interesse vital para o Brasil”.

Segundo ele, “as questões de segurança das duas metades desse oceano são distintas”. Para jobim, depois da Guerra Fria, a Otan “passou a servir de instrumento de seu membro exponencial, os EUA, e dos aliados europeus”.

Por meio do novo conceito da aliança, divulgado em 1999, a força pode intervir em qualquer parte do mundo a pretexto de ações antiterror ou humanitárias, e de contenção às ameaças à democracia ou nas agressões ambientais.


Brasil terá 11 Navios e 6 Fragratas e 1 Submarino Nuclear para o Pré-Sal:

A Marinha do Brasil planeja a construção de 11 grandes navios para patrulhar de forma “constante” as jazidas petrolíferas no oceano Atlântico, disse hoje o almirante Júlio Soares de Moura Neto, comandante do corpo.

Os planos da Marinha contemplam a construção em estaleiros brasileiros de cinco fragatas de 6 mil toneladas, cinco navios de patrulha oceânica e um navio de apoio logístico, de 20 mil toneladas, detalhou Moura Neto em entrevista coletiva realizada por ocasião da 24ª Conferência Naval Interamericana.

“Queremos patrulhar permanentemente nas proximidades dos campos petrolíferos (…) Isso se chama fator de dissuasão”, manifestou o comandante da Marinha.

Os militares apresentarão até o fim deste ano seus planos ao Governo e no próximo ano pretendem “ajustar os detalhes” com o Executivo que vencer as eleições de outubro, que tomará posse em janeiro.

Pelos planos da Marinha, a construção dos navios patrulha começará em 2012 e, sucessivamente, serão fabricados navios de apoio logístico e fragatas, as últimas a serem fabricadas, devido ao fato de serem extremamente sofisticadas.

Os 11 navios se somarão ao pacote de seis fragatas pequenas, de 500 toneladas, uma das quais já foi entregue e o restante está em construção, que fazem parte do plano de renovação das Forças Armadas.

No marco desta estratégia, já começou a construção de quatro submarinos convencionais e se está preparando um estaleiro para a fabricação de um submarino de propulsão nuclear, que será desenvolvido em associação com a França e que previsivelmente estará operacional em 2022, segundo Moura Neto.

O comandante da Marinha explicou que além da defesa da riqueza petrolífera do país, o aumento da frota vai servir para patrulhar o restante das águas de jurisdição brasileira, cuja ampliação está sendo discutida com as Nações Unidas.

Atualmente, Brasil conta com uma área exclusiva marítima de 3,6 milhões de quilômetros quadrados, que o Governo quer ampliar para 4,5 milhões de quilômetros quadrados.

“A ONU aceitou já 750 mil quilômetros quadrados e discorda dos critérios técnicos que usamos nos 200 mil restantes. Estamos revisando os cálculos e realizando novas medições para reforçar a proposta”, detalhou o militar.

Moura disse que na América Latina existe um “clima de paz relativa”, mas considerou que isto não se contrapõe a que o Brasil “se prepare para ter capacidade de dissuasão”.


Novo Jato Militar da Embraer: Brasil, Chile, Colômbia, Portugal e Argentina participam do projeto!

Depois de Chile e Colômbia e, mais recentemente, Portugal oficializarem a intenção dos seus governos de participar do desenvolvimento do jato de transporte militar KC-390, projeto encomendado à brasileira Embraer pela Força Aérea Brasileira (FAB), a Argentina deve ser o próximo parceiro do programa. Segundo fonte do setor de defesa do governo, os dois países já estão negociando os termos da carta de intenção para assiná-la em breve.

Na sexta-feira, os Ministérios da Defesa do Brasil e de Portugal assinaram uma Declaração de Intenções de parceria no programa do cargueiro brasileiro. O acordo, informou a Embraer, também marca o início das negociações para entrada de empresas portuguesas no projeto e na fabricação do novo avião. O governo português também revelou a intenção de adquirir seis aeronaves para equipar a Força Aérea de seu país.

Com os novos parceiros, o número de intenções de compra do KC-390 sobe para 52. Desse total, 28 são da FAB, seis do Chile, seis de Portugal e 12 da Colômbia. A África do Sul, de acordo com a fonte, ainda não definiu participação no projeto, mas segue na lista dos parceiros mais próximos do KC-390.


Brasil Possui Armas Nucleares?

Sabe-se que o Brasil tem capacidade de construir artefato nuclear a qualquer instante, devido aos estudos e pesquisas dos cientistas que monitoram a Usina de Angra dos Reis.

A Marinha detém, igualmente, conhecimento para tanto. E a Aeronáutica tem condições de fabricar mísseis geoestacionários, que ficam a 36 mil quilômetros do nível do mar.

Tudo isto é possível, mas não foi feito. Agora, com a vinda dos aviões de caça, última geração, tudo indica que vamos passar por um período armamentista.

Está previsto para após as eleições, chegarem os caças, 36 no início, podendo chegar a 100; nota-se que quem tem dinheiro necessita de armas, para defender sua riqueza.

Fontes de informação sabem que existe no centro do país um poço muito resistente, profundo e com defesas contra radiação atômica. Foi construído para ser campo de teste de explosão de artefato nuclear pequeno, do tipo que os sismógrafos locais indicam alteração mínima. Ou seja, bomba de muito pequena potência, a menor possível já feita. Típica operação experimental.
Ao que tudo indica, vai ser usado, sem o menor perigo, pois como já se disse, é “bombinha de São João”, usada nas festas juninas, e não uma “cabeça de negro” que assusta um quarteirão.

Mísseis, caças e bomba. O Brasil é o terceiro país do mundo na captação de investimentos estrangeiros, perdendo apenas para a China e Índia, com os Estados Unidos em quarto e a Rússia em quinto lugar.

Além da prosperidade, temos uma jazida de petróleo incalculável, no pré-sal.

Nossa vontade é que nunca sejam usados, mas que são necessários, são.


Relação Brasil x China: Convite para o Grupo Anti-OTAN?

Rio de Janeiro, 8 set (EFE).- O ministro da Defesa da China, general Liang Guanglie (foto), que hoje iniciou uma visita oficial de três dias ao Brasil, convidou o Exército brasileiro a realizar exercícios militares conjuntos com o de seu país a partir de 2011, e manifestou o desejo chinês de aumentar a cooperação bilateral na área militar.

A proposta do ministro chinês, que inclui também exercícios conjuntos para as forças aéreas dos dois países, foi divulgada em comunicado conjunto após a reunião que ele teve hoje em Brasília com o ministro da Defesa brasileiro, Nelson Jobim.

Os dois ministros manifestaram o desejo de reforçar a cooperação bilateral na formação e treinamento de militares, que até agora se limitou à troca de delegações de oficiais para alguns cursos.

Os dois países também se comprometeram a intensificar a troca e a cooperação nas áreas de tecnologias de Defesa, assim como “na observação da paz internacional, controle aeronáutico e segurança da aviação”.

Brasil e China também se propuseram a intensificar a troca de visitas de delegações militares de alto nível para aumentar “o conhecimento e a confiança mútua” e aprofundar as ações do Comitê Conjunto China-Brasil de Intercâmbio e Cooperação entre os Ministérios de Defesa, cuja segunda reunião está prevista para o ano que vem no Brasil.

Jobim e Liang Guanglie consideram a cooperação militar entre os dois países como essencial para enfrentar “novos desafios globais que se delineiam no horizonte”.

Para ambos, a aproximação militar entre Brasil e China é especialmente importante para “salvaguardar os interesses comuns de países em desenvolvimento, e a paz e a estabilidade regional e global”.

Brasil Amplia sua fronteira marítima!

Medida, que não conta com aval da ONU, amplia direitos do Brasil para exploração de petróleo e gás.

O Brasil decidiu não esperar o aval da ONU (Organização das Nações Unidas) para expandir, além das 200 milhas náuticas, as fronteiras de sua soberania sobre recursos minerais como petróleo e gás no fundo do mar.

A partir de uma resolução interministerial publicada na última sexta-feira, qualquer nação ou empresa que queira prospectar recursos minerais na Plataforma Continental Brasileira terá de pedir autorização ao governo.

Segundo a Folha apurou, a decisão foi tomada após consulta da Petrobras, que poderá ter até 50% do capital nas mãos da União assim que for concluído o processo de capitalização em curso.

A mudança incorpora 960 mil km2, quase quatro vezes o Estado de São Paulo, à zona de soberania nacional, hoje de cerca de 3,5 milhões de km2.
 
É uma área cobiçada em razão da possível existência de novas reservas de petróleo na área do pré-sal.

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