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domingo, 9 de janeiro de 2011

Editorial: Sudão se separará, Ocidente apóia região com petróleo...

Neste domingo, todos Atlas e Enciclopédias podem se tornar obsoletas. 
Entenda com o SEMPRE GUERRA, o motivo da separação do Sudão.

O Sudão do Sul quer se separar do resto do país. As diferenças religiosas e de costumes podem pesar no plebiscito programado para este domingo (09/01/11) no maior país do norte africano.

Como você, caro leitor do nosso Blog, pode ter reparado na mídia, há um grande "encanto" envolvendo este plebiscito. Imagens de pessoas felizes, cantando e vibrando na rua, enfim... a tão sonhada paz pode reinar na região, depois de sangrentos confrontos nos anos 90/2000, numa guerra civil entre o Norte e o Sul! Será mesmo?

Investigamos o verdadeiro motivo de tanta ajuda internacional para este plebiscito... Poderia ser mais um qualquer se não houvesse um produto cobiçado no meio: O PETRÓLEO.

Sim, sempre ele, o PETRÓLEO. O Sul, de maioria cristã e que é rica em PETRÓLEO, recebe ajuda internacional, principalmente dos EUA, como podemos verificar na reportagem do TERRA:

O sul, majoritariamente cristão, deseja separar-se do norte, dominado pelos muçulmanos. 
Observadores locais e internacionais, como o Centro Carter, a União Europeia e a Liga Árabe divulgarão avaliações preliminares alguns dias depois do referendo, mas a data dos primeiros resultados ainda não foi anunciada.
Os Estados Unidos, altamente envolvidos na preparação do referendo, enviaram ao Sudão o senador John Kerry e o enviado especial da Casa Branca Scott Gration. Durante o referendo, que começa no domingo e se extenderá até o dia 15, os sudaneses do sul deverão escolher entre manter a unidade do Sudão ou dividir o país.
A realização do referendo está prevista no acordo de paz assinado em 2005 entre norte e sul, que pôs fim a uma guerra civil de mais de 20 anos.

Pois é, o país gringo que invadiu Afeganistão e Iraque, também ricos em PETRÓLEO, ajuda o Plebiscito no lado Sul. Coincidência, não?

Agora, pensem que o Norte deixará tudo em Paz? O ESTADÃO publicou uma matéria a respeito, deixo um trecho dela e tirem suas conclusões...

Um relatório da organização Global Witness afirma que o Sudão precisa de mais transparência na divisão dos lucros da produção de petróleo para manter a paz na região.
O documento diz que as suspeitas sobre como esses lucros são divididos aumentaram muito a desconfiança entre as regiões norte e sul do país. A maioria do petróleo vem de poços no sul do Sudão, mas a infraestrutura está no norte.

Enfim, descobriram a África! Esperamos já com um sorriso desanimador no rosto que não haja maiores conflitos nesta região... Últimas palavras do Editorial com Capitão Nascimento:

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Tensão na África: Entenda todos os conflitos no continente

Neste momento, vários lugares do mundo apresentam tensões extremas que podem acarretar em conflito militar. Hoje falaremos do continente africano. Aprenda mais com o Sempre Guerra!

Entenda a situação:
Nesta última década, mais de 15 conflitos abalaram o continente africano. Entenda cada um deles:

SOMÁLIA:
A Somália é um dos casos mais preocupantes, depois de elevar os ataques dos islamitas do movimento A-Shabaab.

A Somália vive em conflito desde 1991, na sequência da queda do Governo de Siad Barre, que envolve milícias e várias fações militares, em disputa pelo poder. A presença de forças militares internacionais (União Africana) e o esforço de mediação da comunidade internacional não tiveram até agora resultados.



MADAGASCAR:
Madagáscar vive em tensão permanente, desde que em março do ano passado Andry Rajoelina tomou o poder pela força, derrubando o Presidente Marc Ravalomanana. Há algumas semanas registou-se uma tentativa de golpe de Estado e até agora falharam todas as tentativas diplomáticas para levar a normalidade institucional ao país.

SUDÃO X CHADE:
O Sudão está também envolvido numa crise que envolve o Governo e o Movimento Popular de Libertação do Sul, que quer a autonomia da região sul. Os olhos estão postos num referendo a ser realizado em 2011, mas entretanto milhares de pessoas já foram desalojadas da região de Abyei, rica em petróleo, desde o processo de paz de 2005.

Na mesma região, o Darfur é outra zona frágil. Milícias e o Governo central do Sudão e o Chade (acusado pelo Sudão de dar apoio às milícias) envolveram-se numa disputa de terra arável. Os acordos de cessar-fogo e de paz não foram eficazes.

Omar Al-Bashir, Presidente sudanês, é alvo de mandatos de detenção do Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra e genocídio no Darfur.

UGANDA X SUDÃO:
Do Uganda chegaram os confrontos entre o Governo e o Exército de Libertação do Senhor, apoiado pelo Sudão, numa espécie de vingança pelo apoio ugandês à libertação do sul do Sudão.

ETIÓPIA X ERITRÉIA:
Da Etiópia e Eritreia chegou mais um conflito de fronteiras, mil quilômetros disputados e uma guerra sangrenta desde 1998, terminada dois anos depois (acordos de Argel), mas desde então zona de tensão.

ZIMBÁBUE:
Tensão também no Zimbabue, entre os partidos ZANU-PF, de Robert Mugabe, e o MDC, na República Centro Africana (após golpe de Estado de 2003), ou até no Lesotho, com eleições em 2012 e onde os golpes de Estado ou tentativas são frequentes desde a independência, em 1966.

OUTRAS REGIÕES:
Nesta década, instabilidade também em S. Tomé e Príncipe, na Guiné-Bissau, em Angola (Cabinda), na Mauritânia (entre militares e partidos políticos), e na Guiné Conacri, depois da morte de Lansana Conte em 2008.
E não muito distantes no tempo, ainda casos como o da RDCongo, envolvendo o Presidente Laurent Kabila, os movimentos MLC e grupos de guerrilha. O acordo de paz foi alcançado em 2002, mas persistem ações de guerrilha no leste do país.

Na Costa do Marfim, o Governo e três movimentos rebeldes envolveram-se em guerra em 2002, na sequência da morte do Presidente Félix Boigny, e no Burundi rivalidades étnico-religiosas (entre hutus e tutsis) envolveram o Governo e uma fação do Partido de Libertação do Povo Hutu. A paz teve vários impasses nesta década, apesar do acordo de Dar-Es-Salaam, de 7 de setembro de 2006.

No deserto, conflito renova disputa entre Marrocos e Argélia:

Dezenas de edifícios ainda estão enegrecidos por causa do incêndio que atingiu a principal avenida da remota cidade de Laayoune, no deserto. Suas janelas ainda estão quebradas e suas portas, fechadas com tábuas. Um silêncio hostil tem reinado desde a rebelião que ocorreu no mês passado, deixando 11 policiais marroquinos mortos e centenas de feridos.

A violência – a pior vista aqui em décadas – renovou um antigo conflito entre Marrocos, que rege o Saara Ocidental, e os separatistas da Frente Polisário, baseada e apoiada pela vizinha Argélia.

Muitos temem que o episódio vá semear mais caos no território do tamanho do Estado americano do Colorado, ou até mesmo criar uma abertura para a Al-Qaeda, que ganhou espaço em países vizinhos no noroeste da África nos últimos anos.

"Há tensões sociais reais em Laayoune e elas estão sendo alimentadas pela Guerra Fria entre Marrocos e Argélia", disse Tlaty Tarik, um analista político. "Essa situação está se tornando mais perigosa por causa da violência e porque a Al-Qaeda está presente na região".

Fonte: Último Segundo

TENSÃO NA COSTA DO MARFIM - PAÍS Á BEIRA DE UMA GUERRA
A França recomendou que seus cidadãos deixem a Costa do Marfim, enquanto se aprofunda a violenta luta pelo poder entre o presidente em exercício, Laurent Gbagbo, e seu rival Alassane Ouattara.

Gbagbo se nega a deixar a Presidência após a eleição presidencial de 28 de novembro, que países africanos e potências ocidentais dizem que ele perdeu para Ouattara, em uma disputa que já deixou 50 mortos e ameaça reiniciar uma guerra civil.

Hoje há cerca de 13 mil cidadãos franceses na Costa do Marfim, ex-colônia francesa.

A União Europeia e os Estados Unidos impuseram sanções sobre Gbagbo e membros de seu círculo interno, numa tentativa de pressioná-lo a sair, e países africanos lhe ofereceram refúgio em boas condições.

Mas Gbagbo não dá sinais de estar cedendo às pressões, e na noite de terça-feira convidou um comitê internacional para reexaminar os resultados da votação. Um porta-voz de Ouattara, na quarta-feira, qualificou de tática de adiamento.

A Nigéria, um dos países que ofereceu refúgio a Gbagbo, disse na terça-feira que já retirou todos seus diplomatas da Costa do Marfim depois de um ataque contra sua embaixada em Abidjan e que vai retirar seus outros cidadãos do país.

A turbulência na Costa do Marfim, maior produtor mundial de cacau, elevou os preços do cacau à máxima dos últimos quatro meses e suscitou o receio de que possíveis combates possam bloquear as exportações do produto.

Esta semana, o Conselho de Segurança da ONU desafiou Gbagbo, estendendo o mandato de sua força de paz de 10 mil homens, que Gbagbo havia pedido que deixasse o país.

Fonte: Estadão


França: Tropas responderão se forem atacadas
As tropas francesas na Costa do Marfim tem o direito de se defender, se elas forem atacadas, disse no domingo, a Ministra dos Negócios Estrangeiros, Michele Alliot-Marie.

"Se eles forem atacados diretamente ...  há o direito de legítima defesa", disse ela em entrevista ao canal de televisão TV5, rádio RFI e o jornal Le Monde. O presidente da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, disse a ONU e as tropas francesas para abandonar o país, mas o líder da ONU, Ban Ki-moon, rejeitou o apelo.



Fonte: Reuters
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