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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

VENEZUELA E COLÔMBIA CONVOCAM SEUS RESPECTIVOS EMBAIXADORES!

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, convocou para consultas o embaixador do seu país em Caracas, Ricardo Lozano, assim que seu homólogo venezuelano, Nicolás Maduro, impediu o acesso de um líder local em uma cidade fronteiriça. Em uma reunião na quarta-feira (26), as chanceleres dos dois países acordaram que seria permitido o acesso à cidade venezuelana de Táchira do defensor do povo colombiano, Jorge Armando Otálora. Ele iria verificar o número de casas destruídas por ordens de Maduro e as áreas de onde os colombianos foram expulsos.

Santos também ordenou que sua ministra de Relações Exteriores, María Angela Holguín, peça uma reunião entre os chanceleres que pertencem a União das Nações Sul-Americanas (Unasul) para debater "o que está acontecendo na fronteira porque isso é totalmente inaceitável".

"Eu sempre privilegiei o diálogo e a diplomacia e seguirei fazendo isso, mas não posso permitir que a Venezuela trate os colombianos e trate o governo dessa forma. Por isso, dei instruções a chanceler para que chame nosso embaixador na Venezuela e que convoque a reunião", disse o mandatário.

Segundo o presidente, seu país "sempre privilegiou o diálogo" e espera que o governo venezuelano "tenha a mesma atitude porque o que vimos até agora é nenhuma vontade de diálogo, nem de soluções diplomáticas, apenas soluções de força". Santos falou que os deportados "são seres humanos" e que seus comandados "sempre os defenderão e velarão por eles".

Por sua vez, assim que soube da convocação, o sucessor de Hugo Chávez tomou a mesma atitude e anunciou uma revisão integral das relações entre as duas nações.

"Seguindo instruções do presidente Nicolás Maduro nós convocamos para consultas o nosso embaixador na República da Colômbia, Iván Rincón", anunciou a ministra das Relações Exteriores, Delcy Rodríguez, através do Twitter. Ela acrescentou que "lamenta" que todos os "avanços" da reunião da quarta-feira "sejam frustrados pela soberba das autoridades".

"Ratificamos ao nosso povo irmão da Colômbia nossos laços de amizade e união baseados em uma história comum de liberdade e independência", afirmou.

A Venezuela está mantendo fechada "até segunda ordem" a fronteira entre as duas nações, especialmente na região de Táchira. Cinco cidades fronteiriças estão vivendo um "estado de exceção" e mais de mil colombianos já foram deportados por serem considerados "paramilitares". Por sua vez, a Colômbia diz que quem foi expulso não é de nenhum grupo paramilitar e que são apenas "famílias pobres que querem viver em paz". - Entenda o caso: A atual crise culminou com o fechamento da fronteira entre os dois países no dia 20 de agosto - que, inicialmente, deveria permanecer nessa situação por apenas 72 horas. Porém, o chefe de Estado venezuelano mudou de ideia no dia seguinte e determinou que o acesso terrestre ficasse fechado por tempo indeterminado.

A medida foi tomada porque três soldados da Venezuela ficaram gravemente feridos enquanto participavam de uma ação para combater o tráfico de drogas em San Antonio del Táchira. De acordo com o governo, eles foram vítimas de uma "emboscada" de venezuelanos e colombianos envolvidos com o narcotráfico.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

APÓS IRÃ E CUBA, OBAMA SE APROXIMA DA VENEZUELA!

A campanha de sedução do governo Obama em estados hostis passou por Myanmar, Irã e Cuba. Próxima parada: Venezuela. Poucos meses depois de declarar que a Venezuela é uma ameaça à segurança nacional dos EUA, o governo americano está trabalhando para melhorar as relações com o país, impulsionado pelo temor de que a convulsão local possa desestabilizar a região

Altos funcionários do Departamento de Estado vêm se reunindo discretamente com funcionários do governo de esquerda do presidente Nicolás Maduro desde abril para desenvolver o que o secretário de Estado americano, John Kerry, chamou de "um relacionamento normal".

O processo é um novo teste à promessa inaugural do presidente Barack Obama, de 2009, de "estender uma mão" a regimes repressivos e corruptos se eles estiverem "dispostos a abrir" seus punhos.

A queda dos preços do petróleo, as reservas estrangeiras cada vez menores, a taxa de inflação de 68,5% e as crescentes tensões políticas estão bombardeando a Venezuela. Há tanto em jogo que nem mesmo uma investigação do Departamento de Justiça sobre os supostos laços da liderança venezuelana com o tráfico de drogas foi capaz de descarrilhar a diplomacia das negociações.

"Os EUA têm um objetivo mais amplo no país, independentemente do que pensam sobre o governo venezuelano", disse Christopher Sabatini, professor de estudos latino-americanos da Universidade de Columbia, em Nova York. "O objetivo é evitar que um buraco negro sugue outras economias latino-americanas".

Um crítico frequente da política externa do governo americano fez um elogio cauteloso ao esforço. "Estou muito contente que o governo esteja tentando negociar com eles" temas como a repressão política e a realização de eleições justas em dezembro, disse o senador Bob Corker, o republicano do Tennessee que lidera a Comissão de Relações Exteriores do Senado americano.

Além da hiperinflação que sobrecarrega os cidadãos comuns e prejudica a capacidade de investimento do governo, as reservas internacionais do país atingiram em 27 de julho o menor patamar em 12 anos, US$ 15,37 bilhões, segundo dados compilados pela Bloomberg. A cesta de petróleo e derivados do país, uma grande fonte nacional de receitas, caiu 4,2% na semana passada, para US$ 45,87 por barril, segundo o site do Ministério do Petróleo. Há um ano, cada barril de petróleo rendia à Venezuela cerca de US$ 96.

'Medo de contágio'
A Venezuela e sua empresa petrolífera estatal têm cerca de US$ 5 bilhões em pagamentos de bonds que vencerão nos últimos três meses deste ano e cerca de US$ 10 bilhões em 2016, segundo estimativas do Bank of America Corp.

O professor de Harvard Ricardo Hausmann diz que a Venezuela não terá outra escolha a não ser dar o calote em sua dívida no ano que vem, em meio à escassez de produtos básicos, como medicamentos e leite.

"Um dos medos é o de contágio", disse Carl Meacham, diretor do programa para as Américas do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, em Washington. Com as maiores reservas de petróleo comprovadas do mundo, a Venezuela tem exercido influência regional, oferecendo energia barata e subsídios a seus vizinhos.

Parceiro comercial
Existem, também, considerações estratégicas. Os EUA são o maior parceiro comercial da Venezuela, o país sul-americano atualmente tem um voto no Conselho de Segurança das Nações Unidas como um dos 10 membros não-permanentes e se aliou a Cuba e a outros países hostis aos EUA, tendo enviado petróleo ao regime da Síria apesar das sanções, em 2012, e concordado, no ano passado, em permitir que a Rússia estabelecesse bases navais e militares em suas fronteiras.

Os EUA "querem que a Venezuela relaxe suas posições internacionais em relação a países como Irã, Rússia, Síria e Grécia", disse Carlos Romero, professor de Relações Internacionais da Universidade Central da Venezuela.

"Existe um senso real de que a relação EUA-América Latina vinha sendo um pouco distante e agora tem novas possibilidades", disse Harold Trinkunas, diretor da Iniciativa América Latina da Brookings Institution. "A única coisa que poderia arruinar isso é a situação da Venezuela, por isso o governo dos EUA está buscando formas de administrar isso".

FONTES
http://www.infomoney.com.br/bloomberg/mercados/noticia/4196736/apos-iranianos-cubanos-obama-agora-joga-charme-para-venezuela
http://economia.uol.com.br/noticias/bloomberg/2015/08/03/apos-iranianos-e-cubanos-obama-agora-joga-charme-para-a-venezuela.htm

quarta-feira, 29 de julho de 2015

GUIANA LIMITA RIOS EM TERRITÓRIO DISPUTADO COM VENEZUELA

O Ministério das Relações Exteriores da Guiana estabeleceu os limites de três de seus rios no território de Essequibo, que conforma quase dois terços do país e cuja soberania é disputada há mais de um século com a Venezuela, confirmou nesta quarta-feira à Agência Efe uma funcionária da Chancelaria.

O documento estabelece os limites dos rios Essequibo, Demerara e Berbice da Guiana, para os quais cita os "poderes conferidos" pela Lei de Zonas Marítimas local e de acordo com o estatuto da ONU sobre a Convenção do Direito do Mar de 1982.

A responsável da unidade de Fronteiras do Ministério das Relações Exteriores, Donnette Streete, disse que esse documento "delimita as águas internas" da Guiana e "não guarda expressa relação com a zona exclusiva econômica."

Streete, que garantiu que o documento foi divulgado em 23 de julho, disse que desde essa data o Ministério das Relações Exteriores não emitiu um comunicado oficial algum sobre temas relacionados com seu território ou a disputa territorial com a Venezuela.

Nesta terça-feira, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, se reuniu com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para falar sobre o conflito pela zona do Essequibo e defendeu os direitos da Venezuela sobre esses territórios, que abrangem uma área de cerca de 160 mil quilômetros quadrados, o que representa dois terços do território da Guiana.

A área está sob mediação constante das Nações Unidas desde a assinatura do Acordo de Genebra em 1966, mas a disputa piorou depois que a companhia Exxon Mobil descobriu em maio jazidas de petróleo em águas que supostamente estão na zona do litígio.

Maduro respondeu ao anúncio da descoberta com um decreto que declara venezuelanas as águas diante do litoral do Essequibo, o que motivou uma dura resposta da Guiana e uma advertência da Comunidade do Caribe (Caricom).

Em 6 de julho, Maduro anunciou que para deter "a provocação" da Guiana com relação ao conflito territorial decidiu chamar para consultas sua embaixadora no vizinho país e ordenou uma "revisão integral" das relações bilaterais.

Após a reunião de terça-feira, Maduro e Ban se mostraram de acordo que uma comissão das Nações Unidas trate de mediar o embate entre Venezuela e Guiana pelo conflito do Essequibo.

Streete indicou à Agência Efe que o Ministério das Relações Exteriores da Guiana ainda não emitiu uma reação oficial a essa colocação.

FONTE
http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/guiana-limita-rios-em-territorio-disputado-com-a-venezuela

quinta-feira, 23 de julho de 2015

TENSÃO: PRESIDENTE DA GUIANA VISITA EUA PARA FALAR SOBRE VENEZUELA!

O presidente da Guiana, David Granger, viajou nesta quarta-feira para Washington para conversar sobre a disputa fronteiriça entre seu país e a Venezuela pela região de Essequibo, durante a Conferência dos Estados Unidos sobre Defesa e Segurança do Hemisfério.

O ministro de Estado, Joe Harmon, confirmou a viagem em entrevista coletiva e detalhou que Granger se reunirá com representantes do Departamento de Estado dos EUA.

Esta será a primeira visita oficial de Granger aos EUA desde que foi eleito, em maio. Ele está acompanhado do chefe das Forças de Defesa da Guiana, Mark Phillips.

A disputa fronteiriça entre Venezuela e Guiana pelas águas do rio Essequibo, onde em maio a Exxon Mobil descobriu uma jazida de petróleo, dura mais de um século, e inclui também a reivindicação da soberania sobre este território de 160 mil quilômetros quadrados, muito rico em recursos naturais.

O litígio remonta à época em que a Guiana era colônia britânica, e está sob a mediação constante das Nações Unidas desde a assinatura do Acordo de Genebra em 1966 pelos dois países. 

FONTE
http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/presidente-da-guiana-visita-eua-para-falar-sobre-venezuela




domingo, 19 de julho de 2015

TENSÃO ENTRE VENEZUELA E GUIANA EXPOSTA NO MERCOSUL!

Os presidentes da Guiana e Venezuela discordaram na última sexta-feira (17), durante sessão plenária dos chefes de Estado do Mercosul, sobre o entendimento de cada um em relação aos conflitos territoriais entre os dois países. O presidente da República Cooperativa da Guiana, David Granger, fez um apelo ao Mercado Comum do Sul para que se manifeste em apoio à integridade do território guianense. Para Nicolás Maduro, da Venezuela, Granger é um "grande provocador" e não reconhece a ajuda que vem recebendo nos últimos anos.

A disputa quanto à posse das fronteiras marítimas entre Guiana e Venezuela é antiga. Em 1899, um acordo decidiu que uma parte do território pertenceria à Grã-Bretanha, que antes controlava a então Guiana Inglesa. A Venezuela, no entanto, sempre considerou a região "em disputa". Durante sua declaração, o presidente da Guiana disse que em outubro de 2013 "nosso vizinho adentrou nossas fronteiras e expulsou" uma das embarcações do país.

Naquele período, uma companhia de petróleo dos Estados Unidos realizava estudos sísmicos, baseados em estimativas de que o local disponha de bilhões de barris de petróleo. A Venezuela se baseia no Acordo de Genebra, de 1966 – logo após após a independência da Guiana –, segundo o qual a região ainda está "por negociar".

"A Guiana aceita todas ideias de democracia e ordem social. Abraçamos o princípio de solidariedade regional. Portanto, no interesse de maior integração e no espirito de solidariedade, fazemos apelo para continuar vigiliantes e garantir soberania a pequenos países. As violações de fronteiras podem levar a conflitos. Quando são determinadas por acordos internacionais, outros estados podem se sentir compelidos a fazer isso", disse David Granger.

Segundo o presidente da Guiana, há mais de 100 anos as fronteiras foram marcadas e os mapas feitos com a demarcação que o "mundo inteiro reconhece". "Temos comprometimento e respeito mútuo entre territórios. Estamos comprometidos com as relações mútuas de paz, amizade e não interferência mútua", disse Granger. Na sua opinião, se essa vantagem estratégica for "obstruída", o país será "completamente" ignorado.

Ao falar antes de Granger, no encontro dos chefes de Estado do Mercosul, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro celebrou o fato de que as duas nações vão se encontrar no fim de agosto, em Assunção, no Paraguai, para discutir o assunto. Após a cúpula, no entanto, em entrevista aos jornalistas, Maduro aumentou o tom.

"Lamentavelmente, [o presidente Granger] é um grande provocador. Creio que sua única missão à frente da presidência da Guiana é provocar a Venezuela para um grande conflito. Não está governando a Guiana. Abandonou a Guiana. Por isso, a Guiana está com uma tremenda inundação e ele anda pelo mundo contra a Venezuela. Eu lamento pelo povo da Guiana, que é nosso irmão. Vai governar a Guiana, em vez de provocar, em vez de jogar pedra. Não critica o direito venezuelano, que é um país humanitário. Venezuela é o país que mais ajuda a Guiana em seu desenvolvimento nos últimos dez anos, em toda sua história", disse Maduro.

Durante a sessão plenária, a defesa da democracia foi tema recorrente nas falas dos mandatários dos países. Já o presidente da Bolívia, Evo Morales, solicitou celeridade no processo de incorporação do país como membro pleno do Mercosul. "Temos esperança e confiança no Mercosul para continuarmos desenvolvendo junto com vocês, e todo mundo sabe que em pouco tempo nossa querida Bolívia atingirá nova imagem [com a adesão ao bloco]", disse Morales.

Em sua fala, o vice-presidente do Equador, Jorge Glas, felicitou o Brasil por seu período na presidência pro tempore do Mercosul. Além disso, parabenizou a entrada da Bolívia como membro do bloco e a Guiana, como país associado. “Felicitamos a gestão do Brasil e desejamos êxito ao Paraguai, que assume agora a presidência do bloco, e felicito a busca de convergências regionais em ciência, tecnologia e inovação, que são a pedra angular do desenvolvimento da economia”, ressaltou.

Em fala breve, o ministro do interior do Chile, Jorge Burgos, outro país associado ao Mercosul, reforçou os discursos contra a ditadura de “uma época em que governos ditatoriais entendiam que a solução viria pela violência”. Além disso, reiterou o interesse em manter algum nível de relação com o bloco. “Queremos continuar vinculados a esse importante fórum, e desejamos ao Paraguai uma grande governança pro tempore”, disse o chileno.

FONTE
http://www.ebc.com.br/noticias/internacional/2015/07/venezuela-e-guiana-expoem-conflito-territorial-na-cupula-do-mercosul

sexta-feira, 3 de julho de 2015

TENSÃO NO EQUADOR: EM MEIO A PROTESTOS, PRESIDENTE ACUSA OPOSIÇÃO DE TENTAR TOMAR O PODER!

Pela quarta semana consecutiva, o Equador registra uma onda de protestos pró e contra o governo de Rafael Corrêa e o presidente acusa a oposição de tentar "tomar a Carondelet", a sede do governo. Fato ocorre a 48hrs antes da visita do Papa Francisco ao país.

As manifestações ocorrem a menos de três dias da visita do papa Francisco ao país e foram originadas por causa de um projeto de lei que previa uma taxação de 75% das grandes fortunas e heranças no país. Mesmo que o líder equatoriano tenha desistido da ideia, os protestos não cessaram.

"Lamentavelmente temos claros indícios de que os golpistas tentam tomar a Carondelet. Querem, com base na violência, derrubar um governo que tem um imenso apoio nacional e internacional", postou Correa em seu Twitter.

Citando nominalmente os opositores que "querem dar o golpe", o mandatário disse que o governo não será derrotado e que o "passado não voltará". Ele se referia aos oito presidentes que estiveram no poder nos últimos 13 anos e que foram derrubados por golpes ou por maciças manifestações populares.

O Ministério do Interior afirmou em nota que essas ações públicas têm como objetivo "fazer com que o papa Francisco cancele a viagem" ao Equador, a partir do dia 5 de julho.

Já uma das líderes da oposição, Lourdes Tibán, informou que os movimentos têm como objetivo ter um país repleto de "paz e liberdade" - não apenas durante a visita do Pontífice. Em alguns dos cartazes dos manifestantes, era possível ver pedidos de renúncia de Correa e a frase "desta vez, nem o Papa te salva".

FONTE:

quinta-feira, 2 de julho de 2015

EXPLOSÃO NO CENTRO FINANCEIRO DE BOGOTÁ DEIXAM 5 FERIDOS NA COLÔMBIA!

A mídia local não diz, mas atentados ocorridos em Bogotá tem o estilo de ataques da FARC

Na parte da tarde, ocorreu uma explosão no norte de Bogotá, Colômbia, setor financeiro e comercial da capital, em que cinco pessoas ficaram feridas, informou a imprensa local.

Revista Semana disse que o incidente foi registrado por um dispositivo de baixa intensidade.

Minutos depois, outra explosão ocorreu no setor Puente Aranda da cidade, área industrial, onde não são relatados feridos até agora.

FONTE


quarta-feira, 24 de junho de 2015

FARC COBRA O FIM DA GUERRA NA COLÔMBIA!

Em mensagem pública dirigida ao governo, a FARC pediu o fim da guerra na Colômbia que dura mais de 50 anos. Porém, o governo tem atacado posições do grupo, que por sua vez, vem sabotando sistemas energéticos pelo país

O recado também rechaça a ideia de trégua bilateral que possa favorecer o grupo guerrilheiro "política e militarmente" no país

Em uma mensagem pública dirigida ao presidente Juan Manuel Santos, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) propuseram nesta terça-feira (23) o fim da guerra que atinge o país há mais de 50 anos.

O recado, que também é voltado ao ministro da Defesa Luis Carlos Villegas, também rechaça a ideia de que uma trégua bilateral favoreça o grupo guerrilheiro "política e militarmente". "Não, ela só beneficiaria o anseio coletivo por reconciliação", diz o comunicado.

Além disso, as Farc alegam que um cessar-fogo entre os dois lados poderia ter evitado recentes mortes em combates. "Pedimos mais uma vez para o presidente Santos abrir a possibilidade de frear a guerra, de fazer uma trégua sem hostilidades", ressalta a mensagem.

Atualmente, o governo colombiano e a guerrilha realizam em Havana, Cuba, o ciclo de número 38 das negociações de paz iniciadas em novembro de 2012. No entanto, o conflito na Colômbia vem passando por uma escalada de violência nos últimos meses.

Recém-empossado, Villegas recebeu de Santos a missão de não interromper a ofensiva militar contra as Farc, que, por sua vez, aumentaram os ataques contra alvos energéticos no país.

FONTE:
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2015-06-23/farc-divulgam-mensagem-cobrando-o-fim-da-guerra-na-colombia.html

terça-feira, 24 de março de 2015

INGLATERRA PODE ENVIAR TROPAS A MALVINAS POR TEMER ARGENTINA!

De acordo com o jornal The Sun, é pelo avanço das relações da Argentina com a Rússia. Eles (os ingleses) iriam reforçar a segurança nas ilhas.
O Tabloide britânico "The Sun" coloca na primeira página que o governo britânico está pensando em enviar mais tropas para as Ilhas Falkland, por medo de uma possível invasão"Argentina". A publicação foi revelada nesta terça-feira, 24 de março em cobertura via Twitter.


Na mesma edição, The Sun informa que o governo argentino fez um acordo com o Presidente Vladmir Putin para recuperar as ilhas com a ajuda da Rússia.

Em sua denúncia controversa, a mídia britânica argumenta que "a Argentina está reconstruindo sua força aérea, com a ajuda do Kremlin". Além disso, há um "potencial desenvolvimento favorável de uma nova exploração de poços de petróleo nas águas das Ilhas Malvinas".

FONTE: http://noticias.terra.com.co/mundo/latinoamerica/inglaterra-enviaria-tropas-a-malvinas-por-miedo-a-argentina,90be1f1b9294c410VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html

domingo, 22 de março de 2015

FARC AMEAÇA ACABAR COM TRÉGUA NA COLÔMBIA!

Líderes Marxistas dos guerrilheiros das FARC da Colômbia ameaçaram na última quinta-feira acabar com uma trégua unilateral que está em vigor desde dezembro, a menos que o governo do presidente Juan Manuel Santos cancelem ataques militares contra posições rebeldes.

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia anunciaram sua trégua na época do Natal, e Santos respondeu em 10 de março, ao anunciar que as forças armadas da Colômbia iriam suspender os bombardeios aéreos durante um mês, dizendo que o adiamento pode ser prorrogado se as FARC continuarem seu cessar-fogo.

Mas as FARC reclamaram que o exército colombiano estava realizando outras manobras ofensivas. Um dia antes de Santos anunciar a suspensão bombardeio aéreo, o exército colombiano disse que tinha matado o antigo comandante das Farc, Jose David Suarez, líder de uma frente rebelde perto da fronteira com o Panamá.

O governo Santos e as FARC se reuniram em Cuba por quase dois anos e buscaram meios para tentar acabar com a guerra mais longa da América Latina, que já matou cerca de 220.000 pessoas e deslocou milhões desde 1964.

Os combates continuaram durante as negociações, e bombardeios contra a selva e nas montanhas remotas, esconderijos das FARC, têm permitido ao governo matar vários altos dirigentes rebeldes nos últimos anos.

Os negociadores chegaram a ofertas parciais sobre a reforma agrária, fim do comércio ilegal de drogas e a participação de ex-rebeldes na política. Eles agora estão discutindo reparações às vítimas e desmobilização de rebeldes.

Em um acordo paralelo, os dois lados também anunciaram um esforço conjunto para iniciar a remoção de minas terrestres em todo o país.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Brasil e Equador preocupados com aproximação da Colômbia à Otan!

País se aproxima da OTAN e preocupa a região!

Os ministros da Defesa do Brasil, Celso Amorim, e do Equador, María Fernanda Espinosa, expressaram nesta quinta-feira "preocupação" pela aproximação da Colômbia à Otan e destacaram que é um tema que deve ser discutido "em nível regional". "Evidentemente é um tema que nos preocupa, é um passo que está afastando a Colômbia, há preocupação", disse Espinosa em entrevista coletiva conjunta com Amorim em Quito.

"Acho que vamos empreender um diálogo, uma reflexão sobre isto para que estejamos todos melhor informados. Somos um espaço de integração comum na América do Sul e é importante que estes temas sejam discutidos, conversados em nível regional", completou.

Celso Amorim comentou que deve ser respeitada a soberania dos países, mas apontou que vê "com preocupação uma aproximação, no nível que seja, se é parceiro, se é membro, que seria, de um país da Unasul, do Conselho de Defesa, com uma aliança defensiva militar extrarregional".

Na terça-feira passada o governo da Colômbia esclareceu que está interessado em ser "parceiro" e não membro da Otan e definiu como "uma tempestade em um copo de água" a reação de alguns países da região a um anúncio sobre o tema feito pelo presidente Juan Manuel Santos no último sábado.

O ministro colombiano de Defesa, Juan Carlos Pinzón, comentou sobre a polêmica, que, segundo reconheceu, se originou em um problema de falta de "precisão" por parte da Colômbia.

Os governos da Venezuela, Nicarágua e Bolívia se pronunciaram de maneira muito crítica nos últimos dias sobre o inesperado anúncio de que a Colômbia assinará este mês um acordo com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Santos disse que o acordo que será assinardo tem como objeto "iniciar todo um processo de aproximação, de cooperação, com planos de também entrar nessa organização".

"A Colômbia não pode e não quer fazer parte da Otan", ressaltou na terça-feira Pinzón, ao explicar que o propósito do governo "é ser um parceiro na cooperação, como são agora Austrália, Nova Zelândia, Japão, entre outros países".

No meio das críticas e acusações lançadas a Santos pelos governos da Bolívia, Venezuela e Nicarágua, Estados Unidos, cujo vice-presidente, Joe Biden, visitou Bogotá na semana passada, apoiou a Colômbia "como membro capaz e forte" em sua aproximação a "muitas organizações multilaterais", como, por exemplo, a Otan.

Por sua vez, fontes da Aliança Atlântica disseram na segunda-feira à Agência Efe em Bruxelas que a Colômbia "não preenche os critérios geográficos" para ser membro e que por enquanto está sendo preparado um acordo que "permitiria a troca de informação classificada entre a Aliança e Colômbia" em "atividades específicas conjuntas".

Fonte: Terra

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Paraguai ameaça cortar energia e Brasil coloca tropas na fronteira

Notícia do começo do mês e que acabou passando desapercebido por mim... Mais uma vez, peço desculpas pela minha falta de tempo =/ Segue a notícia, os vídeos e comentários sobre a Tensão Brasil e Paraguai.


Paraguai ameaça cortar energia e Brasil coloca tropas na fronteira

O Brasil concentrou 10 mil homens e armamento pesado na fronteira como Paraguai, Uruguai e Argentina, numa ação anunciada como de combate à criminalidade, mas que coincide com a posição do novo presidente paraguaio anunciando que vai deixar de ceder a energia gerada na usina bi-nacional de Itaipu, para o Brasil. A usina produz 19% de toda a energia consumida pelos brasileiros. 

As tropas deslocadas na segunda-feira (10) contam com helicópteros de combate, navios patrulha, aviões de caça e veiculos aéreos não tripulados, além de blindados. Para os rios da bacia do Prata foram enviadas 30 embarcações, inclusive três navios de guerra e um navio hospital.

Segundo o Ministro da Defesa, Celso Amorim, trata-se de “uma operação de fronteira que tem por objetivo, sobretudo, a repressão à criminalidade e o general Carlos Bolivar Goellner, comandante militar do sul, a área crítica de patrulhamento será entre as cidades de Foz do Iguaçu, no Paraná, e Corumbá, no Mato Grosso do Sul, “onde ocorre a maior incidência de tráfico de drogas e contrabando” 

Celso Amorim, após ressaltar ações de cooperação entre os países, disse que “a maior ameaça militar ao Brasil, em tese, é um cenário futuro no qual potencias internacionais em conflito venham a se interessar por recursos brasileiros como água, energia e capacidade de produção de alimentos”.

A ameaça paraguaia
Após o Brasil e seus vizinhos terem imposto sanções ao Paraguai pela derrubada do seu presidente constitucional, Fernando Lugo, o seu sucessor, Frederico Franco, anunciou a decisão de suspender a venda de energia ao Brasil e à Argentina e remeter mensagem ao Congresso Nacional, em dezembro, estabelecendo que a sua anunciada decisão não poderá ser revogada pelo presidente a ser eleito em abril de 2013.

O presidente disse que o Paraguai não vai mais ceder energia ao Brasil, numa referência ao excedente da produção da usina de Itaipu, geradora de 14 mil megawatts. Isto representa 19% do consumo brasileiro de energia e 91% do consumo paraguaio. O Paraguay consome apenas 5% da produção e o excedente é comprado pelo Brasil, mas Frederico Franco diz que “não estamos cedendo, mas dando energia ao Brasil”.


Brasil afirma que "paga" pela energia de Itaipu e que Paraguai não a "cede"

O embaixador Tovar Nunes, porta-voz da Chancelaria do Brasil, afirmou nesta quinta-feira que seu país "paga" pela energia da represa de Itaipu e que o Paraguai "não a cede", como disse ontem o presidente do país, Federico Franco.

"Não existe cessão de energia, ela é comprada. Essa energia, o Brasil não tem de graça", declarou o porta-voz, citado pela Agência Brasil (oficial), em alusão à eletricidade gerada pela represa binacional de Itaipu.

As declarações do presidente Franco tiveram uma grande repercussão no Brasil, sobretudo por sua afirmação de que o Paraguai decidiu de forma "clara" que seu país "não continuará cedendo" energia.


SEMPRE GUERRA: Caso chegue ao ponto extremo de se utilizar a opção militar, o Brasil já estaria preparado para este cenário, conforme treinamentos e cooperações com países amigos, vejam alguns treinamentos:

Operação Guarani -  Estreitar laços de amizade, confiança e cooperação entre os Exércitos do Brasil e da Argentina; esse é um dos objetivos da Operação Guarani 2012. A atividade é um exercício conjunto realizado entre os exércitos dos dois países, que aconteceu entre os dias 23 e 30 de junho, na região de Apóstoles, na Província de Missiones, na República Argentina.

Além de aproximar os dois Exércitos, a Operação Guarani também visa a adestrar o trabalho de Estado-Maior Combinado, proporcionar o intercâmbio de experiências na confecção de planos e ordens, desenvolver a interoperabilidade entre elementos dos Exércitos dos dois países na execução de operações combinadas e desenvolver a doutrina de operações combinadas.

Da parte do Exército Argentino, participarão o 30º Batalhão de Infantaria de Monte e três Companhias de Caçadores da Brigada de Infantaria de Monte nº XII, e por parte do Exército Brasileiro será empregado um Esquadrão de Cavalaria Mecanizado da 1ª Brigada de Cavalaria Mecanizada.





Operação Ágata 5 - A Ágata 5 foi desencadeada pelas Forças Armadas, com, apoio da Polícia Federal, em uma área de 3,9 mil quilômetros de extensão nas imediações de fronteiras no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Paraná e no Mato Grosso do Sul.

O objetivo é combater crimes na fronteira, como contrabando, descaminho e tráfico de drogas. Também são fiscalizados os estoques de dinamites nas minas onde são extraídas as pedras ametistas. No território gaúcho, há tropas posicionadas na Fronteira Oeste e na Região Sul. 










sábado, 28 de julho de 2012

Tensão na Guiana: Governo ordena uso da força para reabrir acesso ao Brasil

Manifestações chegam na Guiana, Brasil deve ficar em alerta?

Guiana ordena uso da força para reabrir acesso ao Brasil


O governo da Guiana deu ordem para que a polícia e o exército nacional usem força para reabrir a única ponte que liga a cidade mineradora de Linden ao Brasil. A via está bloqueada há duas semanas por manifestantes. As informações são da Associated Press.

O presidente da Guiana, Donald Ramotar, deu ordem para abrir caminho pouco antes de visitar Linden, onde a polícia matou a tiros três protestantes e feriu outros 20 em 18 de julho.

Os moradores da área protestam contra as mortes e um aumento na taxa mensal cobrada por eletricidade, que passou de de US$ 25 (R$ 50) para cerca de US$ 100 (R$ 200).

Os manifestntes disseram que não removerão os obstáculos, incluindo enormes troncos e caminhões, até que o ministro de Segurança Nacional, Clemnt Rohee, renuncie e as autoridades policiais respondam pelos assassinatos. A ponte no rio Demerara River é o principal acesso às minas de ouro e diamante do País vizinho.

Fonte: Terra / Grande ABC

Vale lembrar que a região tem o conflito diplomático entre Guiana e Venezuela, exposto no ano passado, por regiões marítimas ricas em petróleo e a OTAN estaria de olho nesta região...

A OTAN na “Ilha da Guiana”?

O embaixador da Venezuela na Organização dos Estados Americanos (OEA), Roy Chaderton, surpreendeu ao afirmar que os opositores do presidente Hugo Chávez gostariam de ver a disputa territorial do país com a Guiana escalar para um confronto militar, para provocar uma intervenção externa dos EUA e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

O diplomata afirmou que Chávez deve tomar cuidado para não se deixar envolver por «provocações imperialistas», pois seus opositores sonham com uma guerra e, em tal ambiente, a Guiana poderia ser levada a pedir uma intervenção da OTAN ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.


Alerta, Brasil!
Embora seja improvável que Hugo Chávez ou algum sucessor se decida por solucionar o contencioso com a Guiana com o uso da força, a sua simples existência deve ser motivo de atenção, especialmente, do Brasil. Em um quadro global marcado pelo empenho das potências hegemônicas do Hemisfério Norte em dominar regiões ricas em recursos naturais, se preciso, manu militari, como se viu na Líbia, o cenário de uma eventual intervenção da OTAN no Caribe ou na “Ilha da Guiana” não pode ser tomado propriamente como delirante, mas algo a ser considerado em planos de contingência.

Interesse oligárquico antigo

A denominação “Ilha da Guiana” foi dada por estrategistas coloniais britânicos e holandeses à região delimitada pelos rios Orenoco, Cassiquiare, Negro e Amazonas, e até hoje a região é alvo de um elevado interesse pelo movimento ambientalista-indigenista internacional, que atua como instrumento neocolonial a serviço daquelas potências. O estado de Roraima se situa no centro da “ilha”, pelo que a reserva indígena Raposa Serra do Sol, localizada na tríplice fronteira Brasil-Guiana-Venezuela, adquire uma importância estratégica singular.

Certamente, não foi coincidência o fato de que a região tenha sido citada pelo general (R1) Luiz Eduardo Rocha Paiva, ex-diretor da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME) e ex-secretário-geral do Exército, em uma audiência promovida pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, em Brasília, em 3 de outubro. A mensagem geral transmitida no evento foi a de que, embora não se identifique nenhuma ameaça concreta de curto prazo à integridade nacional, o Brasil precisa levar em conta as ameaças potenciais para traçar a sua estratégia de segurança nacional.

Em seu depoimento, Rocha Paiva alertou para o fato de que «as áreas de fricção» internacionais começam a se aproximar da costa ocidental da África e do Atlântico Sul. Segundo ele, é necessária uma estratégia para proteger os recursos naturais brasileiros e Roraima já pode ser considerado um alvo de ameaça, assim como a região da foz do Amazonas. Ele lembrou ainda a fronteira do Brasil com a Guiana Francesa e com o Suriname e a Guiana, ambos muito ligados a potências europeias que integram a OTAN.



quinta-feira, 21 de junho de 2012

Tensão no Paraguai: Paraguai vive um golpe de Estado


Paraguai vive um golpe de Estado com coreografia legal, diz líder camponês

O Paraguai vive um golpe de Estado com coreografia legal, de acordo com o líder camponês Ramón Molina. A Câmara dos Deputados aprovou a abertura do processo de impedimento do presidente da República, Fernando Lugo, em rito sumário no final da manhã desta quinta-feira (21). No início da tarde o roteiro adentrava o Senado. Os prazos são curtíssimos. A acusação está sendo feita nesta noite e a defesa deve acontecer na sexta (22). A decisão final – se nenhum fato novo ocorrer – pode ser aprovada no sábado (23).

A depender dos votos parlamentares, Lugo é carta fora do baralho. A votação na Câmara foi de 73 votos contra o governo e um a favor. A maioria dos 45 senadores – mesmo os do Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), da coligação governista – quer abreviar o mandato do chefe do Executivo.

O conflito entre os representantes parlamentares da elite local e o mandatário arrasta-se há pelo menos três anos. Na raiz de tudo está a resistência de Lugo em reprimir abertamente movimentos de camponeses sem terra que se enfrentam com grandes proprietários, entre eles vários brasileiros.

Até o início da noite de quinta não havia tanques nas ruas ou violência aberta. Há – segundo ativistas locais que conversaram com Carta Maior – uma crescente resistência popular. É a grande esperança dos partidários de Lugo para manter a normalidade democrática.

Fonte: OperaMundi

Unasul vê 'ameaça de ruptura democrática' no Paraguai

A Unasul (União de Nações Sul-Americanas) enviará ainda nesta quinta-feira uma comissão de chanceleres ao Paraguai com o objetivo de ajudar a preservar a ordem democrática no país após a abertura de um processo de impeachment contra o presidente Fernando Lugo.

A missão se baseia em um protocolo da Unasul que dá aos seus membros a possibilidade de impor sanções a um país em caso "de ruptura ou ameaça de ruptura da ordem democrática", de acordo com o documento.

Um dos artigos prevê até mesmo o fechamento das fronteiras do Paraguai.

Fonte: BBC Brasil

APAGÃO? Usina de Itaipu está imune à crise paraguaia, garante diretor brasileiro

O diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek, afirmou no fim da tarde desta quinta-feira (21) à Agência Brasil que o cenário político no Paraguai é “complexo demais”, mas que a usina permanecerá imune à instabilidade no país vizinho.

Fonte: DCI

Polícia paraguaia coloca franco-atiradores em edifícios no centro de Assunção

Um grupo de franco-atiradores das Forças de Operações de Polícias Especiais se encontra no topo de edifícios na região central da capital do Paraguai. A informação foi dada pelo comissário Reinaldo Ojeda, chefe da área metropolitana de Assunção.

Fonte: Opera Mundi

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Chile ameaça resposta militar contra Bolívia


O Chile advertiu à Bolívia na segunda-feira que suas Forças Armadas estão preparadas para defender a soberania do país, depois que o governo boliviano manifestou sua intenção de buscar uma entidade internacional para iniciar uma negociação para conseguir uma saída para o mar.

O ministro da Defesa chileno, Andrés Allamand, disse que seu país está de olho nas pretensões do presidente boliviano, Evo Morales, que citou recentemente diversas resoluções da Organização dos Estados Americanos (OEA) que afirmam, desde 1979, que a exigência marítima da Bolívia é de interesse continental.

"Quero mostrar que os cidadãos e os chilenos, em particular, devem encarar estas iniciativas bolivianas com total tranquilidade", assegurou o ministro de Defesa chileno.

Falando na capital chilena, Santiago, o ministro afirmou que essa discussão já foi resolvida por um tratado em 1904, que delimitou as fronteiras atuais entre os dois países, após uma guerra em 1879, na qual a Bolívia perdeu parte de seu território, incluindo seu acesso soberano ao mar.

"(O Chile) é um país que tem do seu lado todo o amparo do direito internacional e, por último, tem Forças Armadas prestigiadas, profissionais e preparadas, que estão em condições de defender os tratados internacionais e proteger adequadamente a soberania e a integridade territorial", afirmou Allamand.

Alguns dias atrás, Morales pediu para que o Chile apresente uma proposta concreta baseada nas resoluções da OEA para iniciar formalmente um processo de negociação, já que, pelo contrário, advertiu, apresentará "oportunamente" uma demanda no Tribunal de Haia.

Os dois países não têm relações diplomáticas desde 1978, quando uma negociação sobre a reivindicação boliviana pelo acesso marítimo fracassou.

Fonte: Reuters Brasil

PERU AVANÇOU 80% EM CONFLITO MARÍTIMO DURANTE GESTÃO DE GARCÍA, DIZ CHANCELER


O chanceler do Peru, José Antonio García Belaunde, disse hoje (31/05) que o governo de Alan García avançou em 80% na questão do conflito marítimo que seu país mantém com o Chile e que foi levado à Corte de Justiça Internacional, em Haia. 
   
"Estou muito convencido de que o trabalho foi de primeira, mas não foi só de primeira, acredito que tenha sido feito 80% do trabalho ou mais, o que cabe agora é a fase oral", observou o ministro ao canal televisivo Willax. 
   
O chanceler afirmou que qualquer um dos dois candidatos que poderá suceder García -- a conservadora Keiko Fujimori e o nacionalista Ollanta Humala -- vão respeitar o trabalho realizado, reforçando que as bancadas parlamentares acompanharam e estão informadas do processo. 
   
Ele avaliou que não haverá alterações na equipe que trabalha no processo levado à corte holandesa argumentando que não se pode desfazer o que já foi feito, uma vez que os documentos já foram apresentados, e opinou que seria um erro "gravíssimo" trocar os atuais advogados. 
   
O Peru apresentou a Haia em janeiro de 2008 uma demanda para a fixação dos limites marítimos que o país considera que não estão delineados por não considerar os tratados de 1952 e 1954 como acordos fronteiriços, mas de exploração pesqueira. 
   
Em meio à campanha eleitoral, Humala chegou a declarar que o Chile deve desculpas ao Peru pela Guerra do Pacífico, ocorrida em 1879, pela venda de armas ao Equador nos anos 1990 e por espionagem. Uma semana depois, ele ratificou que reconhecerá a sentença da Corte Internacional independente de qual seja.

Fonte: ANSA


Peru propõe menos militares na fronteira com Equador

O presidente do Peru, Alan García, em visita oficial ao Equador, propôs hoje "reduzir progressivamente a militarização" da fronteira como demonstração da confiança alcançada entre os dois países, que no século passado se enfrentaram em três conflitos por disputas territoriais.

García fez a proposta em um discurso após ser condecorado pelo presidente da Câmara, Fernando Cordero, que afirmou que o reconhecimento dos limites marítimos entre Equador e Peru "torna desnecessária" a presença equatoriana no Tribunal de Haia, onde há uma disputa marítima entre Peru e Chile. O presidente peruano recebeu a condecoração Eloy Alfaro, a mais alta outorgada pela legislatura equatoriana. As informações são da Associated Press. 

Fonte: Estadão


sexta-feira, 8 de abril de 2011

Novo conceito de intervenção da Otan no mundo preocupa o Brasil


“Isso é carta branca”, disse ontem (07/04) o ministro da Defesa, Nelson Jobim, na conferência internacional promovida pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais

O governo brasileiro está preocupado com o novo conceito estratégico da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que permite a intervenção em qualquer lugar do mundo onde os interesses dos países integrantes tenham sido lesados, com ou sem a autorização prévia da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Isso é carta branca”, disse hoje (7) o ministro da Defesa, Nelson Jobim, ao participar de conferência internacional promovida pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), no Rio de Janeiro. Ele não crê que isso possa afetar os interesses brasileiros, mas deu um recado: “O Brasil tem um compromisso muito sério na América do Sul com a preservação da soberania da Argentina sobre as [Ilhas] Malvinas”.

No contexto da segurança internacional, o ministro defendeu os objetivos do país de garantir a soberania nacional e a integridade do território; a construção de uma identidade sul- americana de segurança e defesa baseada na cooperação; e a ampliação da capacidade de respaldo da política externa por parte da estratégia de defesa. Para isso, terá grande importância, segundo ele, o aparelhamento das Forças Armadas. “A defesa é um projeto de desenvolvimento, porque fundamenta um bem público intangível, que é a segurança.”

O ministro afirmou que o Brasil vai continuar pleiteando um assento no Conselho de Segurança da ONU e insistindo na busca de “relacionamentos produtivos e não excludentes com todos os atores relevantes”. Por ser um país tolerante, que busca sempre o diálogo e a cooperação, o Brasil poderá contribuir muito no Conselho de Segurança da ONU, assinalou.

Jobim assegurou, contudo, que a posição brasileira é de distanciamento da questão da Líbia, apesar de a intervenção naquele país ter sido autorizada pela ONU. O Brasil não se intromete em conflitos externos que objetivem fazer a paz, mas em ações de manutenção da paz, esclareceu. “Não contem conosco”, afirmou. O governo brasileiro vê com cautela esse tipo de intervenção, porque, muitas vezes, pode esconder interesses de outras nações, acrescentou..

Ele disse que as experiências de soluções armadas no Oriente sempre acabaram em condições de agravamento da situação de instabilidade. “O que temos que buscar é uma situação de estabilidade na região que seja produzida interna e não imposta de fora”. Jobim lembrou que a questão das armas de destruição em massa no Iraque que foram a motivação para a invasão norte americana naquele país. E indagou: “Onde estavam [as armas]? Ninguém respondeu”.

O ministro reafirmou que a Constituição Federal não prevê o desenvolvimento de armas nucleares. A tecnologia é desenvolvida no país para atuação nas áreas de energia e saúde e, também, para impulsionar um submarino mais ágil e moderno para defender a costa nacional, onde se destaca a exploração do petróleo da camada pré-sal.

Fonte: Exame

SEMPRE GUERRA: Não é de hoje que o Ministro Jobim vem alertando sobre interesses estrangeiros em nosso continente, destacando a nossa Nação rica em recursos naturais. Certamente, o corte de Despesas promovido pelo Governo Dilma, inclusive sobre a Defesa, foi um balde de água fria para todos que estão cientes das ameaças que vem de fora.

Também não é de hoje que venho alertando sobre mais investimentos em Defesa. Um país rico em recursos naturais não pode contar com a sorte de que nada vai acontecer. O Brasil vem crescendo a cada dia, o país não é mais promessa. Vamos esperar acontecer algo para reagir? Isto será tarde demais!

Somente os ingênuos não vêem ameaças! Vejam a situação na Líbia, onde o interesse é o Ouro Negro (petróleo) deles, mascarados por ajuda humanitária... quanta hipocrisia! Isto quase provoca (talvez provoque ainda) uma crise internacional entre países membros da OTAN com a Rússia e a China que tem bilhões de dólares em investimentos no país e demonstram públicamente que não estão satisfeitos com a situação.

A intervenção da OEA sobre o caso Belo Monte é mais uma evidência de interferência estrangeira por aqui e não será a única. Temos a questão nuclear onde o Ministro tem deixado claro em suas entrevistas que é para fins pacíficos e que vai dar muito o que falar nos próximos meses e agora temos a ameça terrorista da Al-Qaeda em nossas terras tupiniquins... Estes, serão temas dos meus próximos posts.

Está na hora de acordar, não é verdade?
Yusuke - Sempre Guerra

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

China pode atacar a Índia em breve e outras notícias


Conforme o Sempre Guerra tem alertado, as tensões aumentam na ásia e fatos estranhos acontecem no mundo.

China Pode Atacar a Índia em breve!

O chefe do Partido Samajwadi, Mulayam Singh Yadav (foto) advertiu terça-feira (9) que o governo tinha provas "específicas" que a China se prepara para atacar a Índia "em breve".

Ele instou o governo a tomar a sério a ameaça da China, porque "todo mundo sabe o que aconteceu em 1962". "A China está colocando a reivindicação de vários de nossos Estados, incluindo Arunachal Pradesh, Uttarakhand e Himachal Pradesh e Ladakh também", disse o antigo ministro da Defesa disse na Lok Sabha.

"Nós temos informações específicas, e eu estou compartilhando isso com a casa que a China tem tudo, mas preparado para atacar a Índia. Eles podem nos atacar a qualquer momento em breve ", Mulayam Singh disse.

"A China não é confiável, o mais enganoso (vizinhos da Índia). Eles têm ocupado lakhs de quilômetros quadrados de nosso território. China está ocupando um centímetro de nossa terra por dia durante os últimos anos, tantos e colocou estradas de asfalto até a fronteira com a Índia, em preparação para nos invadir ", disse ele.

A declaração de Mulayam Singh vem dias após o chefe militar General VK Singh ressaltar "não ter certeza" sobre as intenções da China atrás de desenvolver uma infra-estrutura ao longo de suas fronteiras com a Índia.


Suposto ataque de míssil na Polônia?


O acidente envolvendo dois trens de carga, que transportavam combustível explodiram na segunda passada (8) na Polônia. As imagens da explosão são impressionantes.

A Polônia que perdeu seu Presidente e seus líderes em um acidente aéreo recentemente, teme que o acidente possa ter sido alvo de míssil ou sabotagem.

As fontes oficiais dizem que um trem bateu na traseira do outro, que estava parado, causando o incêndio.

Cooperação Militar China x Rússia:

Ministro da Defesa russo Anatoly Serdyukov e o chefe da Comissão Militar Central da China, Guo Boxiong, assinaram na terça-feira ( 9 ) um acordo sobre o desenvolvimento da cooperação militar entre os dois estados.

"Primeiro de tudo, trata-se de contratos de fornecimento de peças sobressalentes para os sistemas de defesa aérea, aviação e equipamentos da Marinha," disse o porta-voz do ministro.

O documento foi assinado durante uma reunião da comissão intergovernamental russo-chinesa sobre a cooperação militar em Pequim (Pacto Anti-OTAN).

Os lados registraram "boas perspectivas para a cooperação bilateral nos âmbitos relacionados com a aviação de combate e de transporte militar, equipamento naval, sistemas de defesa aérea e pós-venda, manutenção de equipamentos de fabricação russa, em serviço para o exército chinês", acrescentou o porta-voz.

Fonte: Ria Novosti

Tensão no Cáucaso: Tiroteio matam 11 em Daguestão.

Pelo menos 11 pessoas, incluindo sete policiais oficiais foram mortos na região do Cáucaso do Norte do Daguestão.

Os quatro rebeldes responsáveis pelos ataques também foram mortos durante tiroteios de quinta-feira, segundo fontes da polícia local.

Os agressores usaram um carro roubado na capital do Daguestão, Makhachkala. Durante a perseguição que se seguiu de carro, o veículo os assaltantes explodiu, matando quatro homens armados, informou a AFP.

Seis dos policiais foram mortos no local e outra morreu mais tarde. Um número de civis também ficaram feridos nos ataques, informaram fontes policiais locais.

Daguestão foi recentemente palco de uma série de ataques a bomba e tiroteios.

Os rebeldes da região - que inclui o Daguestão, Inguchétia e Chechênia - se envolveram em confrontos com as forças russas durante anos, em uma campanha armada para a criação de estados independentes.

Fonte: Press TV

Tensão na América do Sul: Bolívia não vai intervir nas tensões de Perú e Chile.

A Bolívia não vai interferir na polêmica marítima entre Chile e Peru, que deverá ser resolvida na Corte Internacional de Justiça (CIJ) em Haia, disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros nesta quarta-feira ( 10 ).

Em um comunicado, o ministério disse que a Bolívia não vai interferir nos assuntos relativos a outros países, e diria algo apenas quando a sentença afetar a Bolívia.

"Não é que não estamos preocupados ou que não estamos interessados, mas não temos de interferir porque é uma questão entre os dois países, que merece respeito por suas decisões e soberania", o chanceler David Choquehuanca, disse.

Ele acrescentou que a Bolívia iria acompanhar o caso para ver se esta situação afeta a Bolívia.

Chile e Peru estão reivindicando as zonas em torno de Concórdia, uma área próxima ao litoral de suas fronteiras. As águas disputadas são importantes áreas de pesca.

Em 2008, o Peru pediu à CIJ para decidir qual país tem os direitos sobre o território que considera que dentro de 200 milhas da sua costa, depois de várias tentativas de negociação com o Chile tenha falhado.

A polêmica também é relevante para a Bolívia, já que desde 1979, o país vem buscando uma saída de mar que perdeu durante a guerra entre 1879 e 1883.

Fonte: People's Daily

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

SAUDADES DE UM EXÉRCITO SEM LIMITAÇÕES DE SOBERANIA


Autor: Paulo Ricardo da Rocha Paiva
Coronel de Infantaria e Estado-Maior.
Para o Plano Brasil
Publicado no “O SUL DE PORTO ALEGRE”em 15 de outubro de 2010

SAUDADES DE UM EXÉRCITO SEM LIMITAÇÕES DE SOBERANIA

A primeira imagem que fiz do exército da Pátria me foi estampada pelo meu pai, ex-combatente da FEB. O homem espargia, como a esmagadora maioria dos brasileiros que atravessaram o Atlântico para lutar na Europa, o sentimento de fé quanto ao destino de grandeza do País. A oficialidade crendo, acreditando mesmo que, na segunda metade do século, o Brasil evoluiria de uma potência continental para outra do porte de uma França ou de uma Inglaterra, com poder militar compatível para manter sua soberania plena e seus recursos naturais, sem temer ameaças de quem quer que fosse.

Ainda me lembro, parece que estou vendo, o comandante da AMAN, o subcomandante da Academia e o comandante do Corpo de Cadetes, todos veteranos da campanha da Itália: jamais passou pela cabeça desses chefes que os profissionais formados na atualidade estariam tão fragilizados ante o grau das ameaças que se delineiam de forma solerte e rasteira nos horizontes de nossa região norte. Lembro-me do semblante iluminado, cadetes e oficiais naquela época tinham fé na vontade política que dominava os chefes da nação de cortar as amarras que viesse a inviabilizar nosso porvir altivo, sem limitações de soberania.

Muito mais para trás ficou ainda um tempo, como o vivido pelo Marechal Floriano Peixoto que, ao ser indagado pelos cônsules sobre como seriam recebidas forças de seus países para proteção de compatriotas durante a revolta da armada, pode responder “à bala”! A partir de 1998, quando da adesão ao TNP, uma indagação neste teor, por certo, não terá resposta tão contundente. Quando muito se poderá dizer “com arco e flechas”, se comparados nossos trabucos com o armamento convencional de última geração de oponentes já confessos.

Isto, lamentavelmente, é o que estamos vivenciando hoje. Agora admitimos inibições de poder que não permitem, não garantem as condições para que na terra brasileira possa viver um povo altivo e orgulhoso. Estamos sendo desrespeitados mesmo quando procuramos viabilizar a paz. É de se imaginar, se não somos considerados, o que acontecerá conosco em caso de guerra. E pensar que no governo do General Ernesto Geizel se denunciou o acordo militar de armamentos com o EUA, confiantes que estávamos em uma novel indústria de material bélico, embalados pela aspiração de, mais dia menos dia, não dependermos da sua compra nos mercados das potencias nucleares lotadas no Conselho de Segurança da ONU.

A motivação profissional do militar, não há como fugir a este desiderato, está intrinsecamente vinculada ao imaginário de uma soberania plena. A prova disto está na realidade vivida no âmbito dos exércitos das nações que compunham a antiga cortina de ferro. Suas indústrias, seus projetos com fins militares só teriam lugar se permitidos pela Rússia, sem que esta abrisse mão do monitoramento detalhado de suas fases e da posterior experimentação.  Hoje, sem estas mordaças, é incomparável o “espírito de corpo” presente que os impulsiona. Superada está a “apatia letárgica” que os inibia até pouco tempo atrás.

O estado brasileiro tem o dever de fazer resgatar a expectativa de grandeza, de altivez, o porvir de soberania plena que já existiu para seus filhos. Para aqueles que usam farda, então, é vital que o estado não admita concessões estratégicas, sendo deste a obrigação de proporcionar meios de combate compatíveis, não para que seus soldados lutem, mas, tão somente, para que o inimigo desista de lutar.

Paulo Ricardo da Rocha Paiva
Coronel de Infantaria e Estado-Maior.

Fonte: Plano Brasil

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Brasil Rejeita ação da OTAN no Atlântico Sul. Mercosul repudia ação da Inglaterra nas Malvinas

 

Denise Chrispim Marin CORRESPONDENTE / WASHINGTON – O Estado de S.Paulo

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, apresentou formalmente aos Estados Unidos a rejeição do Brasil a qualquer interferência da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Atlântico Sul. Em conversas com autoridades americanas nos últimos dias, Jobim afirmou que o governo brasileiro vê com reservas as iniciativas de Washington de associação das duas áreas geoestratégicas do oceano.

A tese da “atlantização” da Otan tem sido reforçada especialmente pelos EUA, que conseguiram estender a ação dessa organização a regiões distantes do Atlântico Norte, como o Afeganistão.

“O Atlântico Sul responde a questões de segurança muito diferentes das do Atlântico Norte”, afirmou Jobim ao Estado. “A Otan não pode substituir a ONU”, acrescentou ele, referindo-se ao temor de os EUA se valerem dessa organização para promover ações multilaterais sem o respaldo do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Jobim já havia anunciado a preocupação brasileira em uma conferência no Instituto de Defesa Nacional, em Lisboa, em setembro. Na ocasião, argumentou que uma interpretação literal do conceito de “atlantização” da Otan permitia a intervenção dessa entidade em qualquer parte do mundo e sob vários pretextos, especialmente o risco energético. Diplomatas brasileiros informaram que o governo tenta convencer sócios da Otan também parceiros comerciais do Brasil na área militar, como a França e a Itália, a desaprovar esse conceito.

Ontem, Jobim expôs a posição brasileira ao conselheiro de Defesa Nacional da Casa Branca, general James Jones. Na noite anterior, havia explicado a questão ao subsecretário de Estado para o Hemisférico Ocidental, Arturo Valenzuela. O tema foi explorado ainda pelo ministro em uma mesa-redonda na Universidade Johns Hopkins, ontem, da qual parlamentares americanos participaram.

Jobim explicou ao Estado que o Brasil não entrará em entendimento com os EUA sobre essa questão porque o país não ratificou a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, de 1982. A rigor, isso significa que a Casa Branca não é obrigada, por lei, a respeitar a plataforma continental de 350 milhas náuticas de distância e os 4.000 quilômetros quadrados de fundos marinhos do Brasil, que estão definidos pela convenção.

Essa situação traz preocupações especiais ao governo brasileiro em relação à exploração de petróleo na camada do pré-sal.

Fonte: Plano Brasil / Estado de SP

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Chanceleres do Mercosul rejeitam manobras militares nas Malvinas 
Os chanceleres do Mercosul, bloco formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, expressaram nesta segunda-feira em comunicado conjunto seu “mais direto protesto” pela decisão do governo britânico de realizar manobras militares nas ilhas Malvinas.

Os ministros, que se encontram em Montevidéu para participar das reuniões do parlamento do Mercosul (Parlasul), ratificaram a “preocupação” do bloco por essa decisão do Reino Unido e apoiaram as recentes declarações da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e do Grupo do Rio neste sentido.

Também expressaram rejeição às declarações formuladas por fontes britânicas à imprensa nas quais indicavam que as manobras seriam “exercícios rotineiros” realizados há 20 anos nas ilhas.

Segundo os chanceleres do Mercosul, a conduta britânica gera “preocupação” e constituiria uma violação das normas de segurança da navegação da Organização Marítima Internacional (OMI).

Argentina apresentou, na última semana, um protesto formal perante a OMI e remeteu à ONU uma cópia do protesto que fez chegar ao Reino Unido por estas manobras nas ilhas, que os britânicos invadiram em 1833 e ocupam desde então.

Argentina e Reino Unido protagonizaram, em 1982, um enfrentamento bélico pelas Malvinas que deixou cerca de mil mortos e, desde então, o país sul-americano não deixou de reivindicar perante a ONU e outros organismos internacionais a soberania das ilhas, situadas a 400 milhas marítimas de seu litoral.

Fonte: Plano Brasil
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