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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

COMO A GUERRA DO GOLFO MUDOU O ORIENTE MÉDIO

Há 25 anos, o Iraque invadia o Kuwait, e a comunidade internacional respondia com uma grande ofensiva militar. O conflito durou pouco, mas alterou a região drasticamente, abrindo caminho para a radicalização religiosa

Em agosto de 1990, a tensão em torno do petróleo chegava ao extremo no Oriente Médio. O então presidente do Iraque, Saddam Hussein, achava que a insistência do Kuwait em aumentar a produção de petróleo não era somente irritante, mas uma provocação.

O governo iraquiano acusava o vizinho de provocar baixas no preço do petróleo no mercado internacional ao vender mais que a cota estabelecida pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Na argumentação iraquiana, todo o barril adicional que o Kuwait lançava no mercado pressionava os preços.

O Iraque exigia que o Kuwait abandonasse a prática imediatamente. O pequeno emirado ignorou o apelo, e, então, no dia 2 de agosto de 1990, Saddam deu ordens para atacar o vizinho. Em pouco tempo, o emirado estava ocupado.

As Nações Unidas pediram reiteradamente para Saddam retirar suas tropas do Kuwait, mas não houve qualquer reação concreta do ditador iraquiano. Em poucos meses, o ex-presidente dos Estados Unidos, George H. W. Bush formou uma aliança militar internacional e instalou a chamada Operação Tempestade no Deserto.

Na noite do dia 17 de Janeiro de 1991, a coalizão internacional lançou os primeiros bombardeios sobre Bagdá. Em cinco semanas, as forças iraquianas foram alvo de mais de 100 mil ataques aéreos. No dia 24 de fevereiro, os aliados invadiram o território do Iraque e do Kuwait, sem encontrar resistência significativa.

As tropas de Saddam foram derrotadas em apenas quatro dias. A "mãe de todas as batalhas", como o ditador costumava chamá-la, marcou o início do fim de seu reinado, que somente se concretizaria 12 anos depois, em 2013, quando as tropas americanas invadiram o Iraque pela segunda vez.

"Bombardeios cirúrgicos"
A Guerra do Golfo é um divisor de águas na história do Oriente Médio. Ao mesmo tempo, abriu um novo capítulo no estilo de cobertura da mídia de confrontos armados. Pela primeira vez, uma guerra era transmitida em tempo real.

A decolagem de caças a partir porta-aviões a quilômetros de distância, as explosões iluminando a noite de Bagdá, os alvos visíveis no computador sendo atingidos por bombas segundos depois. Tudo isso indicava a superioridade militar absoluta dos Estados Unidos. Também fazia parecer plausível, pelo menos de início, a afirmação do general dos EUA Norman Schwarzkopf de que os americanos conduziam "ataques aéreos cirúrgicos", através dos quais dificilmente a população civil era afetada.

Mas as primeiras impressões foram rapidamente corrigidas. Ao mesmo tempo em que surgiam os tais "ataques cirúrgicos", apareceu outra expressão até então pouco conhecida – o "collateral damage" ou "dano colateral" –, que mostrava o lado sujo da guerra, supostamente mais "limpa" devido ao emprego de métodos e instrumentos de alta tecnologia.

Radicalização religiosa
O Oriente Médio da época em que o Kuwait foi invadido pelo Iraque era diferente do atual. A maioria dos árabes era imune à incitação religiosa. Saddam sentiu isso na pele ao tentar transformar o confronto contra a coalizão internacional numa guerra santa.

"Convocamos todos os árabes, todos os guerreiros crentes a se engajarem na jihad. Convocamos todos a atacarem as forças do mal, da traição e da corrupção. Esta é a obrigação de todos vocês", apelou o ditador em 1991. O chamado foi em vão. Os árabes não se impressionaram nem mesmo com a tentativa de impor um teor religioso ao conflito lançando mísseis contra Israel.

No entanto, a Guerra do Golfo e suas consequências transformaram-se em terreno fértil para o fanatismo religioso. O embargo internacional imposto ao Iraque atingiu sobretudo a população, levando-a à pobreza e aumentando sua disposição à radicalização religiosa. "Talvez se voltar a Deus tenha sido uma forma de os iraquianos lidarem com as catástrofes que os atingiram na Guerra do Golfo e depois dela", escreve o cientista político iraquiano Fanar Haddad.

A miséria, a corrupção política – iniciada já na guerra contra o Irã, de 1990 a 1988 – e os danos ambientais intensificados na investida contra o Kuwait, com poços de petróleo queimando durante meses, contribuíram para uma gradual radicalização do islã no Iraque. O extremismo religioso também ganhou força com a invasão do país pelos EUA em 2003, considerada politicamente injustificada e que mergulhou o Iraque definitivamente no caos.

Também a Arábia Saudita sofreu efeitos colaterais. Para que os EUA conduzissem ataques ao Iraque, o reino saudita colocou aeroportos à disposição dos americanos. Parte das unidades dos Estados Unidos se manteve no país após o fim da Operação Tempestade no Deserto. Isso enfureceu combatentes radicais ligados à Al Qaeda de tal maneira que eles declararam a família real saudita ilegítima. A resistência ganhou força rapidamente, se direcionando também ao Ocidente.

A comunidade internacional mal havia enfraquecido militarmente o ditador Saddam Hussein e já se via tendo que enfrentar jihadistas, que, em nome da religião, propagavam o medo e o terror.

FONTE
http://www.dw.com/pt/como-a-guerra-do-golfo-mudou-o-oriente-m%C3%A9dio/a-18625009

20 ANOS DA GUERRA DA INDEPENDÊNCIA: CROÁCIA CELEBRA VITÓRIA, SÉRVIA E BÓSNIA VIVE DIA DE LUTO!

A Croácia celebrou nesta quarta-feira, com diversos atos na cidade de Knin, o 20° aniversário de sua vitória na guerra de independência, enquanto na Sérvia e na Bósnia, ontem foi um dia de luto nacional

As celebrações começaram na manhã de ontem com a libertação de duas mil pombas de paz. Depois, foi inaugurada uma nova Igreja Católica, um museu dedicado à época de guerra e um monumento ao então presidente, Franjo Tudjman, e ainda houve atos culturais durante todo o dia.


Ao mesmo tempo, na Sérvia e na Bósnia ontem foi dia de luto nacional, em memória das vítimas sérvias mortas e das pessoas que se transformaram em refugiados pela ofensiva croata.

Transmitidos ao vivo pela televisão pública "HTV", os atos ocorreram a 80 quilômetros de Split, em Knin, que entre 1991 e 1995 foi a sede da rebelde "República Sérvia de Krajina", estabelecida sobre um terço do território croata.


O Exército croata entrou em 5 de agosto em Knin em uma operação relâmpago que em 84 horas estabeleceu o controle sobre o grosso de "Krajina" e obrigou aos enclaves sérvios restantes a aceitar uma reintegração pacífica na Croácia sob controle da ONU.

O primeiro-ministro, Zoran Milanovic, e a presidente, Kolinda Grabar-Kitarovic, lembraram ontem, após um desfile militar, que a ofensiva foi precedida por quatro anos de guerra e chamados massacres de "limpezas étnicas" em Krajina, e que os sérvios rebeldes rejeitaram as propostas de paz internacionais.


"A Croácia hoje não celebra a guerra, não festeja o sofrimento ou a perseguição de ninguém... A Croácia fez tudo para evitar a guerra, ofereceu soluções pacíficas. E foi rejeitada", destacou Milanovic.

O chefe de governo lamentou "toda vida perdida, toda vítima, toda tragédia humana e parente".

"Os refugiados retornam à Croácia...nossas portas foram abertas e seguirão sendo", acrescentou.


Segundo fontes do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), à Croácia retornaram mais de 130 mil refugiados sérvios, ou mais da metade dos que entre 1991 e 1995 abandonaram este país.

Considera-se que entre 150 mil e 200 mil sérvios, quase toda a população civil que ficava em "Krajina" em 1995, fugiram perante a ofensiva croata, e que durante e depois da operação cerca de 600 morreram, em muitos casos em ações de desquite croatas.

"Lamentamos toda vida perdida, tanto croata como a sérvia, compadecemos com as famílias das vítimas. Mas destacamos que se tratava de uma guerra que nos foi imposta por (o ex-presidente sérvio) Slobodan Milosevic e seu projeto pela Grande Sérvia", ressaltou a presidente da Croácia, Grabar-Kitarovic.


FONTE:
http://noticias.terra.com.br/mundo/europa/croatas-celebram-vitoria-na-guerra-servia-e-bosnia-vivem-dia-de-luto,45312b0c12c557429f106ef91a54faacheweRCRD.html

domingo, 2 de agosto de 2015

2 DE AGOSTO DE 1990: IRAQUE INVADE O KUWAIT

Em 2 de agosto de 1990, tropas do Iraque invadiram o Kuwait. A invasão seguida da anexação do país vizinho desencadeou a primeira guerra contra o Iraque, liderada pelos EUA.

As primeiras unidades das Forças Armadas do Iraque atravessaram a fronteira do Kuwait à 1 hora da manhã. Ao longo de vários dias, mais de 10 mil soldados iraquianos haviam se concentrado na fronteira, mas até então tinha-se esperança de que tudo não passasse de uma ameaça do presidente Saddam Hussein.

O Iraque acusava o país vizinho de provocar baixas no preço do petróleo no mercado internacional, ao vender mais que a cota estabelecida pela Organização dos Países Produtores e Exportadores de Petróleo (OPEP).

O ditador iraquiano exigia que o Kuwait perdoasse a dívida que seu país contraíra durante a guerra com o Irã (1980-1988), e cobrava uma indenização de 2,4 bilhões de dólares, alegando que os kuwaitianos estavam explorando ilegalmente os campos de petróleo do Iraque. Saddam Hussein reivindicava ainda o controle de portos do Golfo Pérsico. No mais, ele advertia que, historicamente, o Kuwait fazia parte do Iraque.

Equívoco árabe

A Liga Árabe tinha esperança de que o conflito pudesse ser solucionado por meio de negociações, pois estava convencida de que Saddam Hussein não tinha interesse no Kuwait ou no petróleo, e o que queria era mesmo dinheiro. O Estado iraquiano estava altamente necessitado de recursos depois da longa guerra com o Irã.

Ainda no dia 1º de agosto houve uma tentativa, na Arábia Saudita, de solucionar o conflito por vias diplomáticas. Os iraquianos abandonaram as negociações e, no dia seguinte, os jornais kuwaitianos noticiaram que ainda seriam necessárias mais mediações e negociações.

Invasão sem resistência

No dia 2 de agosto de 1990, enquanto os jornais estavam sendo distribuídos na Cidade do Kuwait, as tropas de elite das Forças Armadas iraquianas já estavam na periferia da capital. Elas haviam percorrido a rodovia de Abdaly, na fronteira ao sul do país, sem enfrentar maior resistência das tropas kuwaitianas.

Na época não havia tropas estrangeiras estacionadas no Kuwait, nem acordos de cooperação militar com outros Estados, além dos vizinhos do Golfo Árabe.

Embora a invasão tenha sido uma surpresa, havia muitos indícios e advertências urgentes nos últimos dias: os bancos suspenderam as transferências de dinheiro para o exterior e os voos para fora do país estavam superlotados.

As informações oficiais sobre a situação eram divulgadas com cautela demasiada, embora a família do monarca Kaber al-Ahmad al-Sabah já se encontrasse há tempos em segurança, na Arábia Saudita. Em virtude da censura, muitos se sentiam seguros, achando que as tropas ao longo da rodovia eram kuwaitianas. Mas isso durou pouco.

Desorientação e censura

As tropas iraquianas de elite que invadiram o Kuwait permaneceram durante horas na Cidade do Kuwait, por se perderem repetidas vezes, por mais absurdo que pareça. Em seguida, prosseguiram a marcha para o sul e conquistaram o resto do país detentor de um décimo das reservas de petróleo do mundo.

As tropas de ocupação precisaram de vários dias para ter o Kuwait sob controle. Enquanto isso, em Bagdá, ninguém acreditava na notícia oficial sobre a ocupação e dominação do Kuwait pelo Iraque.

No dia 8 de agosto, a situação ficou clara: Bagdá declarou o Kuwait sua 19ª província. No mínimo 200 mil soldados iraquianos encontravam-se naquele momento no Kuwait. As embaixadas que tinham dado refúgio a uma parte dos estrangeiros residentes no país foram obrigadas a fechar suas portas até 24 de agosto e evacuar seus funcionários via Bagdá.

Kuwait apela à ONU

"Meu país foi invadido, meu povo está sofrendo. Volto a pedir aos senhores ajuda e assistência", apelou o então embaixador kuwaitiano na Organização das Nações Unidas, em Nova York.

O então presidente dos Estados Unidos, George Bush (pai), prometeu reagir com determinação para revidar a agressão ao Kuwait e anunciou medidas de represália contra o invasor. O Conselho de Segurança da ONU não reconheceu a anexação do Kuwait pelo Iraque. Mas a discussão política durou meses. Saddam Hussein foi instado a retirar suas tropas, mas estava longe de ceder.

Guerra do Golfo

Os Estados Unidos e um grupo de 32 aliados prepararam um contra-ataque e enviaram tropas para a Arábia Saudita. Em janeiro de 1991, meio milhão de soldados estavam estacionados no país.

Em 16 de janeiro começaram os ataques aéreos contra o Iraque e tropas iraquianas no Kuwait. Bagdá reagiu com o lançamento de mísseis contra Israel, na esperança de que uma represália desse país fizesse os aliados árabes romperem a aliança com os EUA. Mas Israel se conteve e não contra-atacou.

O ataque dos norte-americanos e aliados com tropas terrestres começou em 23 de fevereiro. Três dias depois, os aliados ocidentais controlavam o Kuwait e, no dia 27, declararam um cessar-fogo, que Bagdá aprovou em 3 de março, seis semanas depois dos primeiros ataques aéreos. Chegava ao fim a "Operação Tempestade do Deserto" (Operation Desert Storm).

A família real retornou ao Kuwait e a vida se normalizou no país, depois de a monarquia conceder algumas liberdades democráticas.

FONTE

sábado, 1 de agosto de 2015

NAZISTAS ESTAVAM DESENVOLVENDO BOMBA ATÔMICA!

Um documentário exibido na germânica ZDF esta semana sugere que os nazis estavam já perto de conseguir a bomba atômica quando a Alemanha foi obrigada a se render, em 1945

Os nazistas estiveram muito perto de criar uma bomba atômica e uma espécie de 'disco voador' para lançá-la nos dias finais da guerra. O dispositivo teria até mesmo sido testado em prisioneiros de guerra russos, segundo informações de um novo documentário alemão feito para a TV.

"The Search for Hitler's Atom Bomb", "A Busca pela Bomba Atômica de Hitler", em tradução livre, foi ao ar nesta semana, citando registros da Rússia e dos Estados Unidos que provariam que o Terceiro Reich fomulava uma arma de destruição em massa. O documentário cita ainda relatórios de interrogatórios feitos com cientistas nazistas, testemunhas oculares, além de registros deixados pelos pesquisadores, muitos dos quais partiram para os Estados Unidos depois da guerra.

O historiador Matthia Uhl explicou que a corrida para desenvolver uma bomba atômica ganhou fôlego no último ano da guerra. O documentário é focado em Hans Kammler, um general da SS, responsável por 175 mil prisioneiros de campos de concentração que trabalhavam na indústria de armas, nas linhas de produção de tanques e na contrução de bunkers secretos para a elite nazista. Kammler era um dos poucos que respondia apenas a Hitler e foi posto no comando da corrida para a fissão nuclear.

Um dos projetos em que ele trabalhou foi realizado em Jonas Valley, no estado da Turíngia, Alemanha Oriental, local supostamente dedicado ao desenvolvimento dos programas nucleares e espaciais dos nazistas. Enquanto teóricos da conspiração acreditam que os Estados Unidos encontraram a bomba nuclear e o suposto disco voador dentro de um túnel em Turíngia, relatórios oficiais preparados por agentes militares da Rússia garantem que foram realizados dois testes nucleares na região.

Um deles diz: "Os alemães estão em vias de fazer e testar uma nova arma secreta, que tem uma grande força destrutiva. A bomba disponível tem um diâmetro de 1,5 metros".

É possível ler em outro relatório russo: "Foi comunicado pela nossa fonte confiável da Alemanha: os alemães realizaram duas grandes explosões na Turíngia".

Relatórios da inteligência americana mostraram que o comandante supremo dos Estados Unidos na Europa, Dwight Eisenhower, ordenou voos de reconhecimento sobre o Vale. Entretanto, eles não foram conclusivos.

FONTE
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