Mostrando postagens com marcador Guerra do Irã. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Guerra do Irã. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

IRÃ ORDENA HEZBOLLAH A NÃO RETALIAR ISRAEL. OBAMA E NETANYAHU FALAM EM AMEAÇA DE GUERRA!

Relatório que circula nas mídias do oriente médio aponta que o Irã teria instruído Hezbollah a não retaliar o ataque da Força Aérea de Israel que ocorreu na semana passada, para não atrapalhar o acordo nuclear. Enquanto isso, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que "este acordo vai trazer a guerra". Já Barack Obama declarou que "se não houver acordo, dentro de pouco tempo haverá guerra entre os EUA e o Irã. Neste caso, quem pagará o preço será o Povo de Israel, pois seria impossível impedir os mísseis iranianos de atingirem Tel Aviv". Acompanhe os bastidores do Oriente Médio no blog Sempre Guerra!

Irã teria instruído Hezbollah a não responder ao ataque da Força Aérea de Israel na semana passada porque ele quer se concentrar em finalizar o acordo nuclear com potências mundiais, um jornal saudita informou na quarta-feira. 

O Teerã não quer uma escalada que poderia arriscar a liberação de recursos de bens congelados com o fim de sanções com acordo alcançado no mês passado que foi finalizado, fontes disseram ao jornal Al-Watan. 

O relatório não confirmado poderia muito bem ser falsa e parte da batalha de mídia em curso entre Estados sunitas como a Arábia Saudita e o eixo xiita iraniano. O Irã terá acesso a mais de US $ 100 bilhões de ativos congelados no exterior, dizem os oficiais dos EUA, o equivalente a um quarto da sua produção anual. O ingresso pode começar por volta do final deste ano, depois que Teerã for certificado em conformidade com o acordo. O alegado ataque com drone da Força Aérea de Israel na semana passada atingiu um veículo na periferia da aldeia drusa síria de Hader.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, com sede no Reino Unido, disse que cinco pessoas foram mortas no ataque - Dois membros do Hezbollah e três das Forças de Defesa Nacional da Síria, uma milícia pró-governamental. 

Um segundo ataque teve como alvo uma instalação militar libanês perto da fronteira com a Síria, ferindo seis, de acordo com relatos da mídia árabe. Outras fontes disseram ao jornal da Arábia que o grupo xiita tem o objetivo de encobrir a sua incapacidade de proteger seus combatentes na Síria, em particular de ataques israelenses. Em janeiro, Israel teria realizado um ataque de helicóptero na província de Quneitra, que matou um alto general da Guarda Revolucionária iraniana e vários membros do Hezbollah , incluindo Jihad Mughniyeh, filho do comandante militar do grupo. 

Enquanto isso, o Hezbollah prendeu recentemente um engenheiro libanês que ele afirma ser um espião israelense e o entregou às autoridades libanesas, uma fonte de segurança disse ao jornal libanês Daily Star nesta quarta-feira. Ele foi recrutado e treinado na Europa pelos israelenses, de acordo com a fonte.


- Netanyahu diz que o acordo nuclear com o Irã "levará a guerra"

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, intensificou sua campanha contra o acordo nuclear, marco alcançado entre o Irã e as potências ocidentais, dizendo que "este acordo vai trazer a guerra"

"Com o resultado deste acordo, haverá mais terrorismo, mais ataques, mais pessoas vão morrer", disse Netanyahu em uma transmissão ao vivo na Internet dirigida à comunidade judaica nos EUA, segundo o jornal The New York Times.

Netanyahu, um dos principais críticos do acordo histórico nuclear do Irã, também rejeitou as acusações do presidente dos EUA, Barack Obama , que os críticos do acordo diplomático não tem outra alternativa do que a guerra.

"Isso vai desencadear uma corrida armamentista nuclear na região. [...] Talvez o mais terrível de todas as guerras e mais provável que todo mundo pensa."

Em novembro passado, uma autoridade israelense que teve acesso a um documento secreto, revelou  que o acordo entre o Irã e o sexteto de mediadores internacionais sobre o programa nuclear do Irã pode "forçar Israel a uma ação militar".


- Obama diz que bombas choverão em Israel se EUA rejeitar acordo nuclear

O presidente americano Barack Obama sabe que pode ter problemas caso o Congresso norte-americano vete o acordo nuclear com o Irã.  Inimigo político do primeiro-ministro Benjamin Netayanu, o presidente americano fez uma ameaça velada ao Estado judeu em um discurso nesta semana.

Em um encontro com os 22 líderes judeus que ele convidou à Casa Branca, advertiu que caso o Congresso derrube o acordo nuclear iraniano, “foguetes do Hezbollah vão chover sobre Tel Aviv”.
Desde a guerra do Líbano de 2006, uma grande quantidade dos mísseis e foguetes lançados contra o território israelense foram fornecidos pelo Irã. O grupo terrorista Hezbollah é reconhecidamente ligado a Teerã.

Para Obama, o acordo nuclear irá manter a paz no Oriente Médio, pois os iranianos serão vigiados constantemente. Curiosamente, no mesmo dia, unidades do Hezbollah sob o comando de oficiais iranianos estavam disparando pesados mísseis Zelzal 3 contra os rebeldes sírios na cidade de Zabadani, que fica a apenas 200 km de Tel Aviv.

Em seu discurso no encontro que durou duas horas, Barack Obama declarou que se não houver acordo, dentro de pouco tempo haverá guerra entre os EUA e o Irã. Neste caso, quem pagará o preço será o Povo de Israel, pois seria impossível impedir os mísseis iranianos de atingirem Tel Aviv.

O presidente sabe que o lobby judeu é muito forte nos Estados Unidos e o fato dele não ter revelado todos os detalhes do acordo até agora, só aumentou as suspeitas.

O encontro do presidente ocorreu horas depois de o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ter participado de uma conferência on-line, onde dialogou com influentes judeus americanos, membros da Federação Judaica da América do Norte e os presidentes das principais organizações judaicas dos EUA.

“Eu não me oponho a este acordo porque quero guerra. Eu me oponho a este acordo porque quero evitar a guerra. Todo este acordo trará guerra”, enfatizou Neanyahu.  Segundo os organizadores, mais de 10 mil pessoas assistiram a conferência.

Ao contrário do que afirma Netanyahu, Obama disse que chamou o primeiro-ministro para conversar. Também enfatizou que os EUA vão continuar a apoiar e ajudar a fortalecer a segurança de Israel.

A votação do congresso americano ocorrerá em setembro, e a imprensa americana tem divulgado que a Casa Branca poderá ter dificuldades em conseguir a maioria.

Hoje (5) pela manhã, Obama fez um discurso nos mesmos termos, exortando o Congresso a aprovar o acordo nuclear com o Irã. Afirmou ainda que Netanyahu é sincero, mas está “errado”. Deixou claro que Israel está sozinho em sua oposição ao acordo.

O presidente alertou que “Se matar este acordo, o Congresso não irá apenas pavimentar o caminho do Irã para a bomba nuclear, mas acelerá-lo”.

FONTE: http://noticias.gospelprime.com.br/obama-bombas-israel-acordo-nuclear/

quarta-feira, 1 de julho de 2015

ISRAEL COMPARA IRÃ AO ESTADO ISLÂMICO! VEJA O VÍDEO!

O governo de Israel, totalmente contrário a um acordo com o Irã sobre seu programa nuclear, divulgou um vídeo de animação no qual compara o Irã ao grupo jihadista Estado Islâmico (EI)

"O Estado Islâmico do Irã, assim como o Estado Islâmico, mas maior", afirma a frase final deste vídeo publicado através da conta no Twitter do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.

O curta-metragem de 27 segundos foi publicado na terça-feira, dia em que, a princípio, terminavam as negociações entre o Irã e os países do 5+1 (Estados Unidos, Grã-Bretanha, Rússia, China, França e Alemanha) sobre o programa nuclear iraniano. Finalmente, as discussões foram prorrogadas até 7 de julho.

"O Estado Islâmico se expande pelo Oriente Médio e mata tudo aquilo que não se parece com ele (...) Imaginem se o Estado Islâmico desenvolvesse bombas atômicas. Talvez não seja tão difícil de imaginar", explica uma voz em off enquanto vários jihadistas se transformam em mulás iranianos.

Netanyahu, que dirige um dos governos mais conservadores de Israel dos últimos anos, comparou em várias ocasiões o EI com o Irã e também com o movimento palestino Hamas.

"Por que querem dar ao Estado Islâmico do Irã, que tem muito mais capacidade de ataque que o Estado Islâmico, uma arma suplementar, a nuclear?", disse Netanyahu na terça-feira.

Israel, considerada a única potência nuclear do Oriente Médio, não assinou o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP).

terça-feira, 30 de junho de 2015

IRÃ E POTÊNCIAS MUNDIAIS DEVEM ULTRAPASSAR DATA LIMITE PARA ACORDO!

O Irã e seis potências mundiais aceleraram as negociações nesta terça-feira depois de admitirem que vão perder o prazo de 30 de junho para um acordo sobre o programa nuclear iraniano, com ambos os lados advertindo que os principais obstáculos ainda persistem

Diplomatas disseram que as conversações de Viena seriam realizadas pelo tempo necessário para se chegar a um acordo destinado a pôr fim às sanções em troca de, pelo menos, uma década de limite às atividades nucleares mais sensíveis do Irã.

Países ocidentais e seus aliados suspeitam que o Irã possa estar desenvolvendo tecnologia que lhe permitiria construir armas nucleares sob o disfarce de um programa civil de energia atômica, mas o governo iraniano diz que seus objetivos são estritamente pacíficos.

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, permaneceu em Viena para esperar o retorno do ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, que viajou para consultas com os dirigentes do país, em Teerã.

"Há questões reais e difíceis que persistem e que têm de ser resolvidas a fim de se obter um acordo abrangente, e nós ainda não sabemos se vamos ser capazes de chegar lá", disse um alto funcionário do governo norte-americano a repórteres.

Zarif voou na manhã de terça-feira com o chefe nuclear do Irã, Ali Akbar Salehi, e imediatamente entrou em quase duas horas de discussões particulares com Kerry. "Estou aqui para chegar a um acordo final, e eu acho que podemos", disse ele a repórteres. Zarif também deve se reunir com os seus homólogos alemães e russos mais tarde.

Há mais de uma semana, os Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Rússia e China vêm trabalhando continuamente com o Irã para tentar romper um impasse nas negociações sobre o acordo nuclear iraniano, e nunca estiveram tão perto de uma conclusão positiva. As principais diferenças são sobre o ritmo e o calendário da remoção das sanções impostas ao Irã e sobre a natureza dos mecanismos de monitoramento para garantir que o país esteja cumprindo o acordo.

FONTE:

quarta-feira, 25 de março de 2015

ARÁBIA SAUDITA MOVE MILITARES PARA A FRONTEIRA COM IÊMEN!

 Arábia Saudita está movendo equipamento militar pesado, incluindo artilharia, para áreas próximas a fronteira com o Iêmen , autoridades dos EUA disseram na terça-feira (24), elevando o risco de que o líder soberano de óleo do Oriente Médio será arrastado para o conflito iemenita.

O acúmulo ocorre após um avanço para o sul por militantes apoiados pelo Irã, Houths xiitas, que tomaram o controle da capital Sanaa em setembro e tomaram o centro da cidade de Taiz no fim de semana, eles se movem mais perto da nova base do Sul dos EUA, apoiando o Presidente Abd Rabbu Mansour Hadi.

A guerra no Iêmen tornou o país uma frente crucial na rivalidade de toda a região da Arábia Saudita com o Irã, que Riyadh acusa de semear a luta sectária através do seu apoio para os Houthis.

O conflito corre o risco de espiral em uma guerra por procuração com xiita Irã apoiando os Houthis, cujos líderes aderiram à seita Zaydi do Islã xiita, e Arábia Saudita e as demais monarquias sunitas regionais de apoio a Hadi.

Os blindados e artilharias que são movidos pela Arábia Saudita poderiam ser usados para fins ofensivos ou defensivos, disseram duas fontes do governo dos EUA. Dois outros funcionários dos EUA disseram que o aparato parecia ser defensivo.

Uma fonte do governo norte-americano descreveu o tamanho do acúmulo da Arábia na fronteira do Iêmen como "significativa" e disse que os sauditas poderiam estar preparando ataques aéreos para defender Hadi se os Houthis atacarem seu refúgio no porto do sul de Aden.

Outra autoridade dos EUA, falando sob condição de anonimato, disse que Washington havia adquirido inteligência sobre o acúmulo da Arábia. Mas não havia nenhuma palavra imediata sobre a localização precisa, perto da fronteira ou o tamanho exato da força implantada.

Hadi, que apoiaram a campanha de Washington de ataques de drone mortal em um poderoso ramo da al Qaeda baseado no Iêmen, tem sido escondido em Aden com suas forças lealistas desde que ele fugiu de Sanaa em fevereiro. Na terça-feira, as forças leais ao Hadi levaram soldados Houthi de dois municípios que tinham apreendido horas antes, moradores disseram que aparentemente, verificando um avanço pelos combatentes xiitas em direção a Aden.

Sauditas "profundamente preocupados"

Arábia Saudita enfrenta o risco da turbulência derramar em toda a sua porosa 1,800 km (1,100 milhas) de Longa fronteira com o Iêmen e em sua xiita Província Oriental, onde os mais ricos depósitos de petróleo do reino ficam.

"Os sauditas estão realmente profundamente preocupados com o que vêem como uma fortaleza iraniana em um estado de falha ao longo da fronteira", o embaixador americano no Iêmen, Matthew Tueller disse à Reuters na segunda-feira em uma conferência organizada pela Câmara Nacional EUA-Árabe de Comércio em Washington .

Mas um ex-oficial sênior dos EUA, falando à Reuters sob condição de anonimato, disse que as perspectivas para a intervenção externa no Iêmen parece ser fraco. Ele disse que as perspectivas de Hadi parecia estar piorando e que por enquanto ele estava "muito bem fixado para baixo".

Riyadh hospedou conversações de alto nível com os vizinhos árabes do Golfo no sábado que apoiaram Hadi como presidente legítimo do Iêmen e ofereceu "todos os esforços" para preservar a estabilidade do país.

Ministro das Relações Exteriores saudita, Saud al-Faisal, disse nesta segunda-feira que os países árabes tomariam as medidas necessárias para proteger a região contra a "agressão" pelo movimento Houthi, se não for encontrada uma solução pacífica.

Em março de 2011, tropas da Arábia Saudita, juntamente com os dos Emirados Árabes Unidos, entrou no vizinho Bahrain depois de semanas de protestos da maioria xiita no país que Riyadh temia poderia levar a uma expansão da influência do Irã.

Um porta-voz da embaixada saudita em Washington não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre os movimentos militares.

Iêmen pediu ao Conselho de Segurança das Nações Unidas na terça-feira para fazer uma ação militar por "países dispostos" para combater milícias Houthi, de acordo com uma carta de Hadi visto pela Reuters.

Hadi quer que o corpo de 15 membros a adotar uma resolução que autorizaria "países dispostos que desejam ajudar o Iêmen a prestar apoio imediato para a autoridade legítima por todos os meios e medidas para proteger o Iêmen e deter a agressão Houthi".

Conflitos se espalharam por todo o país da península Arábica desde setembro do ano passado, quando os Houthis capturaram Sanaa e avançou em áreas muçulmanas sunitas.

Autoridades norte-americanas disseram no sábado que os Estados Unidos tinham evacuado todo o seu pessoal restante no Iêmen , incluindo cerca de 100 forças de operações especiais, por causa da situação de segurança. O fim de uma presença de segurança dos Estados Unidos dentro do país deu um golpe para a capacidade de Washington para monitorar e combater a Al Qaeda do Iêmen.

Os Houthis negaram que tenham apoio material e financeiro de Teerã. Mas no ano passado fontes iemenitas, ocidentais e iranianas deu detalhes para a Reuters sobre o apoio militar e financeiro para os Houthis antes e após sua aquisição de Sanaa no ano passado.

No entanto, autoridades dos EUA afirmaram que apoio iraniano para os rebeldes Houthis tem sido em grande parte limitado a financiamento. Dizem que o Irã tem suas mãos voltadas a completa assistência armada para seus aliados na Síria e no Iraque.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

EUA LIMITAM INFORMAÇÕES SOBRE IRÃ PARA ISRAEL!

Impasse sobre o programa nuclear iraniano continua sendo um ponto de divergência entre Israel e EUA. Os americanos querem diálogos e os israelenses querem a suspensão imediata do programa. 

Os Estados Unidos começaram a limitar a quantidade e a qualidade da informação compartilhada com Israel sobre as atuais conversas que as potências mantêm com o Irã sobre seu programa nuclear, publicou nesta segunda-feira o diário "Ha'aretz". 

Citando destacadas fontes oficiais envolvidas na questão, assinalou que os EUA consideram, aparentemente, que os dois países têm um conflito de interesses em relação à questão iraniana. Enquanto o presidente americano, Barack Obama, é partidário da continuidade da negociação para chegar a um acordo com o Irã, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, defende impedir um pacto que considera "ruim" enquanto não o programa nuclear iraniano não for totalmente suspenso. 

De acordo com "Ha'aretz", uma das principais razões para limitar a informação é o temor de vazamentos e que Netanyahu as utilize para fins políticos e tente sabotar as conversas entre o Irã e o Grupo 51. 

Os EUA têm a impressão que, nas últimas semanas, a informação dada a Israel sobre o diálogo, como uma nova proposta do Irã sobre o número de centrífugas que pretende manter, terminou na imprensa israelense, no que parece uma tentativa de Netanyahu de desestabilizar as negociações, segundo o jornal. 

Destacas fontes oficiais israelenses garantiram que os americanos continuam a deixar os israelenses cientes sobre a discussão, mas que a informação que passam é de "menor resolução". 

O Canal 2 da televisão israelense também mencionou que tanto a Casa Branca como o Departamento de Estado rebaixaram de maneira considerável a comunicação com Israel sobre a questão. Ambas as instituições americanas se apressaram a negar qualquer decisão nesse sentido e assinalaram que mantêm contatos regulares com os israelenses, embora não tenham detalhado sobre quais assuntos ou o grau de conteúdo da informação facilitada. 

O Escritório do primeiro-ministro israelense afirmou que "a relação estratégica entre Israel e EUA continua sendo profunda, e como parte dos estreitos laços, esta semana o assessor de Segurança Nacional, Yossi Cohen, se reunirá com sua colega na Casa Branca, Susan Rice, e a vice-secretária de Estado, Wendy Sherman". A suposta limitação na informação recebida por Israel é mais um ponto da tensão originada pelo discurso que Netanyahu deve pronunciar no Congresso americano em março, a convite dos republicanos, sobre a questão iraniana.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

TENSÃO NO ORIENTE: ISRAEL ATACA SÍRIA, HEZBOLLAH REVIDA, IRÃ AMEAÇA ISRAELENSES!

Tensão cresceu nos últimos dias e a paz é colocada a prova no Oriente Médio!

A Força Aérea israelense atacou alvos no território sírio na madrugada desta quarta-feira (28), após um dia de muita tensão nas colinas de Golã.

Pelo menos dois foguetes lançados do Golã sírio caíram na área da colina ocupada por Israel, que imediatamente respondeu com fogo de artilharia, o que provocou tensão ao redor da linha de demarcação.

O ataque não provocou vítimas do lado israelense e não foi possível determinar quem lançou os foguetes a partir da Síria.

Uma coluna de veículos militares israelitas foi atingida esta quarta-feira junto à fronteira com o Líbano e Síria. A guerrilha libanesa do Hezbollah reivindicou o ataque, em comunicado emitido pouco antes das 11h00. Israel diz-se "pronto a agir com força em todas as frentes".

O Hezbollah diz que se tratou de uma "grande operação", em resposta a um ataque israelita na Síria, a semana passada.

O ataque de hoje foi duplo. Os primeiros mísseis danificaram nove veículos na zona das quintas de Shebaa e feriram pelo menos quatro soldados. Pouco depois granadas de morteiro foram disparadas nos Montes Golã contra posições israelitas, sem fazer vítimas.
Israel retalhou ao ataque contra os seus veículos com uma salva de 35 tiros de artilharia contra três localidades do lado libanês da fronteira.

O primeiro-ministro de Israel já disse que "o exército está pronto a agir com força em todas as frentes". É o que se pode ler num comunicado do gabinete de Benjamin Netanyahu.

Os residentes da área deverão permanecer nas suas casas, avisou o exército israelita. A maioria dos habitantes da zona fugiu para o interior do Líbano, com receio de mais ataques.

Veículos pegando fogo são vistos perto da aldeia de Ghajar, na fronteira de Israel com o Líbano. Um ataque com mísseis do Hezbollah feriu 4 soldados israelenses, o maior ataque a forças israelenses pelo grupo libanês desde a guerra de 34 dias em 2006.

Dois soldados israelenses foram mortos nesta quarta-feira (28) no ataque do grupo libanês Hezbollah contra o exército israelense em uma área ocupada na fronteira do Líbano, informaram as forças armadas locais. A informação demorou para ser confirmada pois as famílias dos soldados foram notificadas antes.

Um soldado espanhol ao serviço da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) morreu ao ser atingido por disparos do Exército israelita. Israel retaliava a um ataque, reivindicado pelo movimento xiita Hezbollah, que matou dois dos seus militares e feriu outros sete na região dos montes Golã.

A morte do capacete azul foi anunciada pela própria missão da ONU e, pouco depois, o Ministério da Defesa espanhol confirmou que a vítima pertencia às suas forças destacadas no Líbano e atribuiu os disparos ao Exército israelita.

A situação no sector das quintas de Shebaa – território nos montes Golã ocupados por Israel e que fica na confluência dos territórios da Síria e do Líbano – é confusa, com notícias de morteiros a serem disparados de um e do outro lado da fronteira.

O Irã afirmou aos Estados Unidos que o ataque aéreo no qual um general iraniano morreu na Síria na semana passada cruzou a "linhas vermelhas" e que a República Islâmica vai retaliar, disse um representante de alto escalão do governo iraniano nesta terça-feira (27), segundo a agência de notícias Irna.

O general da Guarda Revolucionária Iraniana, Mohammed Allahdadi, foi morto junto a um comandante do Hezbollah e o filho de um ex-líder militar do grupo, Imad Moughniyeh, em 18 de janeiro, quando um comboio do Hezbollah foi atacado perto das Colinas de Golã, região ocupada por Israel.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

RÚSSIA DIZ QUE CONSTRUIRÁ OITO CENTRAIS NUCLEARES NO IRÃ!

Acordo vem em meio às tensões com a própria Rússia e também com as questões nucleares do Irã, onde Israel e parte do Ocidente declaram que tem fins militares

A Rússia anunciou nesta terça (11) planos para construir novos reatores nucleares no Irã.

Segundo informou a agência de notícias russa Ria-Novosti, o país poderá construir até oito novos reatores para o "uso pacífico da energia atômica" no Irã.

Em reunião em Moscou na terça-feira, autoridades iranianas e russas disseram que negociaram os termos para a construção de quatro novos reatores na instalação de Bushehr e de quatro outros em diferentes locais.

Os reatores serão construídos pela empresa estatal de energia nuclear russa, Rosatom. 

O anúncio foi feito menos de duas semanas antes do fim do prazo para as negociações do Irã com as potências ocidentais sobre suas atividades nucleares.

Negociadores iranianos e homólogos do grupo P5 + 1 (os os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e a Alemanha) devem se reunir na próxima semana, em Viena (Áustria), para iniciar a fase final das negociações que visam acabar com as sanções internacionais contra o Irã em troca de limites permanentes para suas atividades de enriquecimento de urânio. 

E o anúncio veio também um dia após um novo aviso de Israel de que o regime iraniano não é confiável e de uma promessa de Washington de que o Irã não irá se tornar um Estado com armas nucleares. 

A Rússia informou que o acordo com o Irã inclui um plano para que o combustível nuclear usado seja devolvido à Rússia para reprocessamento e armazenamento. 

Tanto o Irã como a Rússia estão sob sanções por parte do Ocidente. 

O anúncio desta terça sugere que Moscou queira demonstrar que não tem planos para abrandar a sua cooperação nuclear com o Irã.

Na segunda-feira, o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, manifestou-se contra as novas declarações do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, que disse que Israel deveria ser "aniquilado." 

"Não há moderação no Irã. Ele não se arrepende, não muda, convoca a destruição de Israel, promove o terrorismo internacional", disse Netanyahu em um comunicado. 

"Este regime terrorista do Irã não deve ser autorizado a se tornar uma potência no limiar do poder nuclear", disse o primeiro-ministro. "E eu peço ao grupo P5 + 1 para não apressar um acordo que permitiria que o Irã corresse para a bomba."

quarta-feira, 18 de junho de 2014

TENSÃO NO IRAQUE: EUA mobilizam poder de fogo; Milícia sunita invadem maior refinaria do Iraque!

EUA enviam porta-avião, navios de guerra e marines à região para se preparar para decisão de presidente Obama sobre crise.

O porta-aviões George H.W. Bush e cinco outros navios de guerra estão agora no Golfo Pérsico
CNN: Irã enviou cerca de 500 membros da Guarda Revolucionária ao Iraque!
Militantes islâmicos invadiram a maior refinaria de petróleo do Iraque
- Forças de segurança curdas também estão em choque com militantes do EIIL (ISIS) nos arredores de Saadiya, a cerca de 89 km ao norte de Bagdá
Baquba, que fica a apenas 45 minutos de carro de Bagdá, é palco de confrontos entre militantes e forças do governo.


Enquanto militantes islâmicos avançam no Iraque em direção à capital Bagdá, o Pentágono envia poder de fogo e oficiais para a região para se preparar para quaisquer que sejam as ordens do presidente americano, Barack Obama, em relação à crise.

Já na Embaixada dos EUA em Bagdá há dezenas de marines e de soldados do Exército como reforço de segurança. Outros 100 oficiais estão na região para oferecer apoio, se necessário, disse o Pentágono.

O porta-aviões George H.W. Bush e cinco outros navios de guerra estão agora no Golfo Pérsico. Mais de 500 marines e dezenas de helicópteros estão a postos. Uma das principais prioridades: retirar todos os americanos da embaixada se for preciso.

Na segunda-feira, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, reconheceu em uma entrevista ao Yahoo! News que estão sendo considerados ataques aéreos contra alvos iraquianos. "Eles não são a única resposta, mas podem ser uma das opções importantes para conter a maré e parar a movimentação de pessoas em comboios e caminhões abertos aterrorizando a população", disse.

O governo Obama, que descartou o uso de tropas terrestres, enfrenta escolhas difíceis se optar em responder. Os EUA aumentaram a vigilância com drones (aviões não tripulados) sobre o oeste e o norte do Iraque em um esforço para compilar mais informações de inteligência. Mas usar caças contra alvos militantes poderia ser difícil pela sua proximidade com áreas civis.

Entre as opções sob consideração pelos EUA está a politicamente intragável de cooperar com o Irã para barrar os ganhos dos militantes. Apesar de Kerry não ter afirmado que a cooperação com o Irã está sob uma discussão ativa, ele não "rejeita nada que seria construtivo para fornecer real estabilidade".

"Acho que estamos abertos a qualquer processo construtivo que minimizaria a violência, manteria a integridade territorial do Iraque e eliminaria a presença de forças terroristas externas que estão desintegrando o país", afirmou Kerry.

O Irã desempenha um papel-chave já que é aliado do governo de liderança xiita do Iraque. Na semana passado, um funcionário de segurança em Bagdá afirmou à rede de TV CNN que o país persa enviou cerca de 500 membros da Guarda Revolucionária para ajudar a combater os militantes sunitas. O presidente iraniano, Hassan Rouhani, negou essa informação durante o fim de semana, mas disse que estaria pronto para ajudar se for requisitado.

Desde a noite de segunda-feira, a cidade de Baquba, que fica a apenas 45 minutos de carro de Bagdá, é palco de confrontos entre militantes e forças do governo. De acordo com um policial em Baquba e outro no gabinete do governador, integrantes do Exército Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) "obtiveram um grande avanço" na cidade e impõem forte pressão para capturar seu controle, mas ainda não o conseguiram.

Há informações de que forças de segurança curdas também estão em choque com militantes do EIIL nos arredores de Saadiya, a cerca de 89 km ao norte de Bagdá, enquanto tentam retormar o controle da cidade. Eles também disputam a vila de Bashir, a sudoeste de Kirkuk.

Os militantes, que já controlam um pedaço da Síria, começaram na semana passada uma ofensiva que permitiu que várias partes do norte do Iraque saíssem do controle do governo e muitos temem que cheguem a Bagdá. O grupo extremista já dominava partes da ocidental Província de Anbar há meses em meio à piora da divisão sectária.

Militantes islâmicos sunitas invadem maior refinaria do Iraque
Militantes islâmicos invadiram a maior refinaria de petróleo do Iraque após atacá-la com morteiros e metralhadoras. Uma autoridade citada pela agência de notícias Reuters disse que os militantes controlam agora 75% da refinaria Baiji, a 210 km ao norte de Bagdá.

Forças do governo realizaram novos ataques aéreos contra os combatentes que avançam rumo à capital. Confrontos também foram registrados na cidade de Ramadi, no oeste do país.

O governo luta para conter os militantes do grupo Estado Islâmico no Iraque e no Levante (EIIL) e seus aliados sunitas e tenta fazê-los recuar nas províncias de Diyala e Salahuddin, após combatentes terem tomado a segunda maior cidade do país, Mosul, na semana passada.

Baiji é responsável por um quarto de toda a capacidade de refino do país, destinada ao consumo doméstico de gasolina e combustível para geradores de energia, disse uma autoridade à agência de notícias Associated Press.

Militantes na Província de Anbar, cuja capital é Ramadi, disseram ter feito avanços, com diversas delegacias perto da cidade de Hit sendo administradas agora por tribos dissidentes. No norte do país, o governo iraquiano disse ter recapturado a citadela da cidade estratégica de Tal Afar, tomada por militantes na segunda-feira.

Fontes: http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2014-06-17/eua-mobilizam-poder-de-fogo-enquanto-milicia-sunita-avanca-no-iraque.html

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/bbc/2014-06-18/militantes-islamicos-sunitas-invadem-maior-refinaria-do-iraque.html

terça-feira, 17 de junho de 2014

Como uma inesperada aliança Irã-EUA pode ajudar o Iraque

Eles foram inimigos desde a Revolução Islâmica, em 1979. Foram inimigos durante os oito anos da guerra entre o Irã e Iraque (1980 – 1980). Foram adversários após a invasão do Iraque liderada pelos Estados Unidos em 2003 e também se enfrentaram por conta do programa nuclear do Irã.

Mas, agora, Washington e Teerã têm um inimigo em comum – e isso vem levando os dois países a conversarem.

Um integrante do governo americano disse à BBC que a equipe de Barack Obama vem considerando negociações diretas com seus colegas iranianos devido à instabilidade no Iraque, especialmente após uma ofensiva militar sunita liderada pelo grupo extremista do ISIS (sigla em inglês do grupo islâmico Estado Islâmico no Iraque e no Levante).

O correspondente da BBC em Washington, Rajini Vaidyanathan, informou que os antigos adversários compartilham os mesmos interesses por enfrentarem a crescente ameaça do ISIS, que capturou cidades iraquianas importantes como Mossul e Tikrit. Por isso, ambos estariam analisando um possível apoio militar ao governo o premiê iraquiano, Nouri Maliki.

Equilíbrio
Negociações diplomáticas ligadas à segurança regional entre Estados Unidos e Irã são raras, mas, segundo o analista diplomático da BBC, Jonathan Marcus, não são totalmente inéditas.

“Já houve contatos importantes entre eles logo após os ataques de 11 de setembro. O Irã era fortemente contra o Talibã e seus aliados jihadistas na Al-Qaeda”, diz Marcus.

“Maliki é um aliado próximo do Irã, mas Teerã está frustrada com o sectarismo xiita do líder iraquiano. Washington o vê como a melhor entre várias opções ruins e tem a esperança de que os iranianos o encorajem Maliki a ser mais inclusivo em sua política.”

Para Marcus, no momento, o equilíbrio entre Washington e Teerã tem mudado dramaticamente desde a queda de Saddam Hussein, quando os EUA estavam numa posição dominante: “Agora provavelmente é Teerã quem vai estar no domínio das cartas.”

Negativa
O presidente iraniano, Hassan Rouhani, não descartou uma possível cooperação com a Casa Branca. No entanto, a agência de notícias IRN publicou uma entrevista com o vice-ministro iraniano para assuntos árabes e africanos, Amir-Abdollaian, na qual ele negou conversações com os Estados Unidos.

“Não tivemos nenhuma discussão com funcionários do governo americano sobre uma cooperação nesse assunto, porque acreditamos que a população, os militares e as forças armadas iraquianas são mais que capazes de lidar com a crise em seu país”, disse.

Nesta segunda-feira, diplomatas americanos e iranianos devem se reunir em Viena, em uma nova rodada de negociações com a comunidade internacional (EUA, Reino Unido, França, Alemanha, China e Rússia) sobre o programa nuclear iraniano.

Abdollaian insistiu, no entanto, que a reunião se concentrará apenas em temas nucleares.

No entanto, as imagens do que seria a execução massiva de soldados iraquianos por militantes do ISIS e uma possível ampliação das tensões por conta da crueza das fotos, podia obrigar os antigos inimigos a discutir outros assuntos que não os nucleares.

Encontro em Viena
Segundo o site da revista americana The New Yorker, o presidente Barack Obama expressou preocupação com os extremistas sunitas atacando locais sagrados dos xiitas, o ramo do Islã ao qual pertence o governo iraquiano e a grande maioria da população do Irã.

Até o momento, o presidente americano tem rechaçado a possibilidade de voltar a enviar tropas ao país e tem se limitado a enviar um porta-aviões ao Golfo.

A New Yorker também lembra como o Irã se opôs a Washington durante a a guerra com o Iraque, mas lembra também das declarações de funcionários civis e militares do governo americano.

Em 2007, o general David Petraeus, por exemplo, acusava os iranianos de fornecerem armas, treinamento e dinheiro a operações que teriam custado a vida de soldados americanos.

Três anos depois, o então embaixador americano em Bagdá, James Jeffrey, estimava que o Irã tinha sido o responsável pela morte de mil militares dos EUA e por “alguns dos acidente mais horrorosos nos quais americanos foram sequestrados”.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

GUERRA DO ORIENTE: Rússia evacua Tartus, os militares e pessoal diplomático da Síria. Alerta máximo de guerra em Israel!

Moscou anunciou, quarta-feira 26 de junho, que a evacuação que tinha começado sexta-feira, de todos os militares e diplomáticos da Síria, estava agora completo, incluindo a base naval russa em Tartus.

"A Rússia decidiu retirar o seu pessoal, devido aos riscos do conflito na Síria, assim como o medo de um incidente envolvendo os militares russos, que poderia ter consequências maiores", disse um funcionário do Ministério da Defesa, em Moscou. Ele ressaltou que uma força-tarefa naval de 16 navios no Mediterrâneo oriental permanece no cargo e carregamentos de armas, incluindo armas anti-aéreas, iria continuar com o governo sírio de acordo com contratos anteriores.

Em outro sinal de uma escalada iminente na Síria, a brigada israelense encenou nesta quarta-feira uma manobra de guerra anunciada no Golan, com a presença do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu e dos principais chefes do exército. Em Londres, o primeiro-ministro David Cameron chamou o Conselho de Segurança Nacional do governo na sessão em Downing Street sobre a Síria. O líder da oposição Ed Milliband foi convidado para participar da reunião, um costume observado somente quando as questões de maiores importância da segurança são discutidas.

O confronto sombrio entre os presidentes Vladimir Putin e Barack Obama na Cúpula do G8 na Irlanda do Norte na semana passada, condenou a Síria a mais cinco meses de escalada, guerra viciosa e sem solução - ou seja, até que os dois líderes se encontrem novamente em setembro.

Por enquanto, os ânimos estão esquentando entre Washington e Moscou sobre a Síria e outras coisas também, nomeadamente, o indescritível americano fugitivo Edward Snowden.

Os EUA e observadores de inteligência israelenses veem a crise síria entrar em sete fases sinistras: 
1. Um banho de sangue de cinco meses centrando-se na batalha por Aleppo, uma cidade de 2,2 milhões de habitantes.

O exército sírio, além de aliados e da oposição totalmente mobilizada, vai lançar toda a sua força de trabalho e armas para ganhar a cidade.

Especialistas militares não esperam que os rebeldes resistam contra as forças de Assad além do final de agosto.

2. Nenhum dos lados tem pessoal suficiente ou jogo de mudança de armas para vencer a guerra total.

Isto é, a menos que presidentes Obama e Putin deem passos para buscar o equilíbrio.

3. Os EUA e a Rússia estão prontas para mais intervenções militares no conflito até um ponto pouco menos de um confronto militar em solo sírio - ou em outras partes do Oriente Médio. Os analistas de inteligência dos EUA julgaram Putin pronto para percorrer todo o caminho sobre a Síria contra os EUA .

O presidente russo está, entretanto, deliberadamente incitando Washington e elevando as temperaturas por estar brincando de esconde-esconde sobre o ex-NSA Edward Snowden, acusado de espionagem para roubar e vazar informações sigilosas. Em casa, ele é considerado várias vezes como um traidor e um denunciante corajoso.

Durante várias horas, Snowden desapareceu entre Hong Kong e Moscou - até o presidente russo admitiu que ele estava escondido na zona de trânsito do aeroporto de Moscou e não seria extraditado pela Rússia para os Estados Unidos.

4. Irã, Hezbollah e do Iraque também vai engrenar sua presença campo de batalha.

5. Um encontro violento está sendo construindo entre os xiitas do Oriente Médio que chegam à Síria para salvar o regime Assad ao lado de Rússia, e as forças rebeldes sunitas dominadas apoiados pelos EUA. 

Poderia afundar o segredo americano-iraniano pista de negociação sobre seu programa nuclear, que foi impulsionado pela eleição do pragmático Hassan Rouhani como Presidente do Irã.

6. A Conferência de Genebra-2 para uma solução política para a crise síria é morto na água. Moscou e os EUA são divididas por questões intransponíveis de princípio, tais se Bashar Assad deveria ficar ou ir e a representação iraniana.

7. Enquanto os restos diplomáticos estão presos na lama, as perspectivas de uma guerra regional está se espalhando e conflito sírio está aumentando. Irã, Israel, Jordânia e Líbano podem ser arrastados em qualquer momento - se é que já não o fez, como por exemplo o Líbano.

Um pequeno erro de uma das partes em conflito sírio na Síria poderia, por exemplo, provocar a retaliação israelense e um transbordamento da violência.

Fonte: Debka File

domingo, 16 de junho de 2013

Irã enviará 4.000 soldados para ajudar as forças de Assad na Síria!

A decisão de Washington de armar rebeldes sunitas muçulmanos da Síria, empurrou a América no grande conflito entre sunitas e xiitas do Oriente Médio islâmico, entrando em uma luta que agora supera as revoluções árabes que derrubaram ditaduras na região.

Pela primeira vez, todos os amigos da América na região são muçulmanos sunitas e todos os seus inimigos são xiitas. Quebrando regras de retirada do presidente Barack Obama, os EUA estão agora totalmente engajados no lado de grupos armados, que incluem os movimentos islâmicos sunitas mais radicais no Oriente Médio.

The Independent on Sunday tem conhecimento de que uma decisão militar foi tomada no Irã - mesmo antes da eleição presidencial da semana passada - para enviar um primeiro contingente de 4.000 Guardas Revolucionários Iranianos para a Síria para apoiar as forças do presidente Bashar al-Assad contra a grande parte da rebelião sunita que custaram quase 100 mil vidas em pouco mais de dois anos. Irã está agora totalmente empenhado em preservar o regime de Assad, de acordo com fontes pró-iranianos que estiveram profundamente envolvidos na segurança da República Islâmica, mesmo ao ponto de propor a abertura de uma nova frente da Síria em Golan contra Israel.

A aliança da América agora inclui os mais ricos estados do Golfo Árabe, os vastos territórios sunitas entre o Egito e Marrocos, bem como a Turquia e da monarquia britânica criado na Jordânia. Rei Abdullah da Jordânia - inundado, como tantas nações vizinhas, por centenas de milhares de refugiados sírios - também podem agora encontrar-se no fulcro da batalha sírio. Até 3.000 'conselheiros' norte-americanos estão agora na Jordânia, e a criação de "zona de exclusão aérea" ao sul da Síria - vai se transformar uma crise em uma guerra' quente.

Seus inimigos incluem o Hezbollah libanês, o regime xiita alauíta em Damasco e, é claro, o Irã. E no Iraque, uma nação predominantemente xiita que a América "libertou" de uma minoria sunita de Saddam Hussein na esperança de equilibrar o poder xiita. O Irã, tem - contra todas as previsões dos EUA - agora em si grande parte sob a influência e o poder de Teerã. Xiitas iraquianos, bem como membros do Hezbollah, que lutaram ao lado das forças de Assad.

Para os russos, é claro, o 'Oriente Médio' não é no 'leste' em tudo, mas, ao sul de Moscou, e as estatísticas são de suma importância. A capital chechena Grozny é quase 500 milhas da fronteira sírio. Quinze por cento dos russos são muçulmanos. Seis repúblicas comunistas da União Soviética tinha uma maioria muçulmana, 90 por cento dos quais eram sunitas. E sunitas em todo o mundo compõem talvez 85 por cento de todos os muçulmanos. Para a intenção da Rússia de reposicionar-se através de uma massa de terra que inclui a maior parte da antiga União Soviética, os islamitas do tipo sunitas agora lutando contra o regime de Assad, são seus antagonistas principais.

Fontes iranianas dizem que colabora, constantemente com Moscou, e que, apesar de retirada total do Hezbollah da Síria, é susceptível de ser concluído em breve - com a manutenção de equipes de "inteligência" da milícia dentro da Síria - apoio do Irã para Damasco vai crescer ao invés de murchar. Eles apontam que o Taleban enviou recentemente uma delegação formal para conversas em Teerã e que a América vai precisar de ajuda do Irã na retirada do Afeganistão. Os EUA, os iranianos dizem, não será capaz de tirar sua armadura e equipamentos para fora do país durante a guerra contínua contra o Taliban, sem assistência ativa de Irã. Uma das fontes afirmou - não sem alguma alegria - que os franceses foram obrigados a deixar 50 tanques para trás quando eles saíram, porque eles não tiveram a ajuda de Teerã.

Leia na íntegra no The Independent

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Diário Sempre Guerra 30/05/2012

Atualizações Diárias no Sempre Guerra

Diário da Rússia: Vírus descoberto pelo Kaspersky Lab é usado na guerra virtual
As especulações de que Estados Unidos e Israel poderiam estar por trás do poderosíssimo vírus de computador Flame, descoberto pela empresa russa Kaspersky Lab, levaram o governo israelense a reagir. Em entrevista concedida à Rádio do Exército de Israel, o ministro israelense de Assuntos Estratégicos, Moshe Ya'alon, justificou o uso de poderosos vírus de computador como o Flame para conter a ameaça nuclear iraniana. O Ministro Ya'alon afirmou que “a utilização desse vírus é justificável para quem acredita que o Irã representa uma ameaça significativa”.
Especialistas em computação, ouvidos em diversos países, afirmam que esses fatos demonstram claramente uma nova realidade: o mundo está ameaçado pela ciberguerra, ou seja, a guerra virtual que paralisa computadores de uso estratégico.

O ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, afirmou nesta quarta-feira que é preciso deter o polêmico programa nuclear iraniano antes que seja tarde demais.
"Não é possível dormir tranquilo quando os iranianos continuam avançando em seu programa. É preciso encontrar o momento propício antes que já não seja mais possível agir", declarou Barak em um discurso na Universidade de Tel Aviv.


Diário Sempre Guerra Síria:
O rebelde Exército Livre Sírio (ELS) deu nesta quarta-feira um ultimato de 48 horas ao regime de Damasco para realizar o cessar-fogo e ameaçaram que se não for cumprido, deixarão de respeitar os pontos estipulados no plano de paz do mediador internacional, Kofi Annan.
A Casa Branca afirmou nesta quarta-feira que os países que apoiam o regime do presidente sírio, Bashar al Assad, estão "do lado ruim da História" e lembrou sua "decepção" pela atitude de Moscou e de Pequim diante da situação na Síria.




Diário Sempre Guerra: Síria 29/05/2012

Sempre Guerra retorna a atividade com a cobertura referente a Síria.

Resistir.info: "A opção salvadorenha para a Síria"
"A opção salvadorenha" é um "modelo terrorista" de assassinatos em massa por esquadrões da morte patrocinados pelos EUA. Ela foi aplicada primeiramente em El Salvador, no auge da resistência contra a ditadura militar, resultando em cerca de 75 mil mortes. 
Em relação a acontecimentos recentes, as matanças e atrocidades cometidas que resultaram em mais de 100 mortes incluindo 35 crianças na cidade fronteiriça de Houla, em 27 de Maio, eles foram, com toda a probabilidade, executados sob o que pode ser descrito como uma "Opção salvadorenha para a Síria". 
"À medida que a informação goteja de Houla, Síria, próxima à cidade de Homs e da fronteira sírio-libanesa, torna-se claro que o governo sírio não foi responsável por bombardear até à morte cerca de 32 crianças e seus pais, como é periodicamente afirmado e negado pelos media ocidentais e mesmo a própria ONU. Parece, ao invés, que havia esquadrões da morte em quarteirões próximos – acusados por "activistas" anti-governo como sendo "bandidos pro regime" ou "milícias" e pelo governo sírio como trabalho de terroristas Al Qaeda ligados a intrusos estrangeiros".


Terra: França não descarta intervenção militar na Síria
- O presidente da França, François Hollande, mencionou nesta terça-feira a possibilidade de realizar uma intervenção armada na Síria para pôr fim à repressão do regime de Bashar al-Assad, desde que seja uma ação coordenada pelo Conselho de Segurança da ONU.


Terra: Annan pede a Assad medidas 'enérgicas' contra violência na Síria
- O emissário da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan, pediu nesta terça-feira em Damasco que o presidente sírio, Bashar al-Assad, tome medidas enérgicas para por fim aos atos de violência, após o massacre de 108 pessoas na sexta-feira e no sábado em Houla (centro da Síria).
EUA esperam que massacre na Síria mude postura da Rússia
Rússia pede investigação imparcial sobre massacre na Síria


Terra: Rússia acusa potências e oposição síria de obstruir plano de paz.
- O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, acusou as potências estrangeiras e a oposição da Síria de obstruir o cumprimento do plano de paz do enviado da ONU, Kofi Annan. "Nos preocupa que alguns países comecem a utilizar estes fatos (atentados terroristas na Síria) como desculpa para apresentar exigências sobre a necessidade de medidas militares", disse Lavrov nesta terça-feira, citado por agências de notícias russas.

Terra: EUA, Canadá, Itália, Espanha, Reino Unido, França, Austrália e entre outros, expulsam embaixadores e representantes da Síria.
- Itália expulsa embaixador da Síria após massacre em Hula.
Canadá expulsa diplomatas sírios em protesto por massacre
Reino Unido expulsa representante diplomático da Síria
- Espanha expulsa embaixador da Síria após massacre em Hula
Alemanha expulsa embaixador sírio em protesto contra massacre
Em resposta a massacre, França expulsa embaixadora síria

Blog será atualizado a qualquer momento, fique ligado!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Tensão no Oriente: Turquia manda ultimato a Síria e Irã ameaça Ocidente


Turquia dá ultimato em nome da OTAN, Irã ameaça retaliar quaisquer ato de guerra.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Ahmet Davutoglu, disse na segunda-feira que Bashar Assad deve terminar imediatamente e incondicionalmente as operações militares contra civis, alerta ao presidente sírio que estes eram as "últimas palavras" de Ancara.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...