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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

TENSÃO NA TURQUIA! EXTREMA-ESQUERDA ATACA CONSULADO DOS EUA! OUTROS ATENTADOS OCORREM NO PAÍS! GUERRA CONTRA O PKK CONTINUA!

Cresce a tensão e os riscos de uma guerra civil dentro da Truquia! Um grupo de extrema-esquerda reivindicou um atentado nesta segunda-feira (10) contra o consulado dos Estados Unidos em Istambul, enquanto dois outros ataques na capital econômica da Turquia, que deixaram seis mortos entre as forças de segurança, foram atribuídos aos separatistas curdos. De acordo com a agência estatal de notícias Anatolia, 390 combatentes do PKK morreram e 400 outros foram feridos na campanha de ataques aéreos realizada pela Turquia contra bases rebeldes no norte do Iraque. Por sua vez, o PKK reivindicou a morte de mais de 20 policiais na Turquia nas últimas duas semanas, como represália aos ataques aéreos.

Essa onda de ataques ocorre num contexto de tensão crescente na Turquia, com a intensificação dos ataques do governo contra o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), e num momento em que os Estados Unidos mobilizaram caças F-16 em território turco para lutar contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI).

Em Istambul, pouco após a meia-noite, um homem avançou com um carro-bomba contra uma delegacia no distrito de Sultanbeyli, na margem oriental da cidade. Dez pessoas ficaram feridas, incluindo três agentes, segundo a agência oficial de notícias Anatolia.

Além do suicida, dois militantes morreram nos confrontos, segundo o gabinete do governador.
Beyazit Ceken, chefe do departamento de explosivos da polícia, foi ferido e acabou morrendo no hospital, segundo a mesma fonte.

Ao mesmo tempo, duas mulheres abriram fogo nas primeiras horas do dia contra o consulado dos Estados Unidos, localizado no bairro de Istinye, na margem ocidental do Bósforo, relataram os canais CNN-Turk e NTV.

Uma das militantes, ferida, foi detida pela polícia, segundo o gabinete do governador. A outra, Hatice Asik, de 42 anos, conseguiu fugir. As duas pertencem ao DHKP-C (Partido/Fronte Revolucionária de Libertação do Povo), de acordo com a agência Anatolie.

Grupo radical
O DHKP-C confirmou sua identidade em seu site e prometeu "que a luta continuará até que o imperialismo e seus colaboradores deixem nosso país e que cada pedacinho de nosso território seja libertado das bases americanas", afirmou.

Este grupo radical havia reivindicado em 2013 um atentado suicida contra a embaixada americana em Ancara que fez um morto.

O consulado confirmou um "incidente de segurança" e anunciou que permanecerá fechado ao público até nova ordem.

O governo turco apontou um grupo radical marxista como responsável pelo ataque contra o consulado americano e o PKK de estar por trás do atentado contra a delegacia.

Quase 400 rebeldes curdos mortos pela Turquia
Neste contexto de extrema tensão, na região sudeste do país, quatro policiais morreram na explosão de uma bomba em uma estrada, um ataque igualmente atribuído aos separatistas curdos.

O atentado ocorreu no distrito de Silopi, na província de Sirnak, na fronteira com o Iraque e a Síria, segundo a agência de notícias Dogan.

Em outro incidente, um soldado turco morreu quando milicianos curdos atacaram com lança-foguetes um helicóptero militar no distrito de Beytussebap, segundo Dogan.

A Turquia está sob tensão desde 24 de julho, quando o governo declarou uma "guerra contra o terrorismo", que tem como alvos tanto os rebeldes curdos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) como os jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI) na Síria.

Mas os vários ataques aéreos posteriores ao anúncio se concentraram na guerrilha curda. Oficialmente aconteceram apenas três bombardeios contra o EI.

De acordo com a agência estatal de notícias Anatolia, 390 combatentes do PKK morreram e 400 outros foram feridos na campanha de ataques aéreos realizada pela Turquia contra bases rebeldes no norte do Iraque.

Por sua vez, o PKK reivindicou a morte de mais de 20 policiais na Turquia nas últimas duas semanas, como represália aos ataques aéreos.

Um líder do PKK, Cemil Bayik, afirmou nesta segunda-feira à BBC que a Turquia estava tentando proteger o Estado Islâmico ao combater seu inimigo jurado, o PKK.

"Eles fazem isso para enfraquecer a luta do PKK contra o EI. A Turquia protege o grupo EI", declarou.

A violência ocorre depois de os Estados Unidos mobilizarem pela primeira vez no domingo caças F-16 e um contingente de 300 militares na base de Incirlik, no sul da Turquia, para lutar contra o EI.

Membro da Otan, a Turquia se recusava a participar nas operações da coalizão contra o EI, por medo de incentivar a ação de curdos sírios que combatem os jihadistas perto de sua fronteira.


domingo, 2 de agosto de 2015

TURQUIA: ATAQUE DO PKK AUMENTA TEMOR DO RETORNO DA GUERRA CIVIL!

Há cada vez mais sinais do regresso à violência cotidiana no conflito entre o Governo turco e os rebeldes curdos. Iraquianos acusam Ancara de matar civis nos bombardeios do seu lado da fronteira

Um atentado suicida atribuído ao PKK matou dois soldados turcos e feriu 31, no último sinal de escalada de um conflito que parece definitivamente ter sido reacendido entre o Governo da Turquia e os rebeldes curdos. A confirmar-se a autoria, este é o primeiro ataque suicida do Partido dos Trabalhadores do Curdistão desde a trégua de 2013, quebrada quando Ancara declarou, há quase duas semanas, uma ofensiva “contra o terrorismo”, avisando que não distinguiria entre os curdos armados e os jihadistas do Estado Islâmico.

De acordo com a agência de notícias governamental Anatolia, um trator bomba lançou-se ao início da manhã de domingo contra um quartel militar nos arredores da cidade de Dogubayazit, no Leste da Turquia. As mídias turcas asseguram ainda que logo depois da explosão, os soldados foram visados por disparos e que os rebeldes tentaram emboscar as equipes de socorro que atendiam ao local. Entre os feridos, “quatro encontram-se em estado grave”.

O PKK, que em 1984 iniciou uma rebelião armada contra o Estado turco, desencadeando uma guerra civil que matou mais de 40 mil pessoas, é ainda acusado de um outro ataque que matou um soldado turco e feriu quatro quando uma mina explodiu à passagem de uma coluna militar numa estrada da província de Mardin (Sudeste).

Sábado tinha sido Ancara que bombardeou uma série de posições alegadamente usadas pelo PKK no Curdistão iraquiano. Num comunicado, o presidente desta região autônoma do Norte do Iraque, Massoud Barzani, acusou os turcos de terem matado pelo menos dez civis e feridos 15 nos seus ataques aéreos e exigiu à Turquia que pare com os bombardeios do lado iraquiano da fronteira. Barzani também pediu ao PKK para abandonar a zona: “O PKK deve afastar do campo de batalha para evitar que os civis sejam vítimas desta guerra. Se o PKK não tivesse bases nesta região, a Turquia não estaria a bombardeando civis”, afirmou Barzani.

Na última semana, os caças da Força Aérea turca têm atacado as bases do PKK dos dois lados da fronteira e largado bombas na montanha de Kandil (na fronteira entre o Iraque e o Irã, uma das bases mais importantes da guerrilha curda). Ancara diz que já matou 260 combatentes; o PKK só reconhece meia dúzia de baixas.

“Com estes ataques, a Turquia praticamente pôs fim de forma unilateral ao estado de não conflito e ao processo de paz”, diz à Al-Jazira Zagros Hiwa, porta-voz da União das Comunidades Curdas, a ala política do PKK, nas montanhas de Kandil, no Iraque, onde os ataques turcos continuam.

As autoridades turcas desmentem ter atingido civis. “Os alvos no Norte do Iraque e dentro da Turquia estão sendo identificados por pessoal qualificado, baseiam-se em dados que permitem confirmação visual depois de um estudo meticuloso e detalhado”, garante o Exército.

Bagdá também criticou a “violação de soberania” de Ancara, mas o Ministério dos Negócios Estrangeiros turco respondeu acusando o Governo iraquiano de não cumprir o acordado entre os países. “Apesar do Governo sublinhar o seu compromisso de não permitir ataques contra a Turquia lançados a partir de território iraquiano, é claro que este compromisso não foi cumprido e muitos militantes armados do PKK continuaram a ser acolhidos no território iraquiano nos últimos anos”. Bagdá e Ancara tem um acordo que permite às forças de segurança dos dois países entrarem no território do outro para perseguir “terroristas”, desde que estas incursões não ultrapassar os 15 quilômetros.

"Tempestade violenta"
Enquanto no terreno a situação parece ser cada vez mais de guerra civil, na Turquia sucedem-se as manifestações contra os ataques do Governo ao PKK. A maioria acontece nas regiões onde se concentra a população curda, no Sudeste do país, mas também há protestos em Istambul.

Muitos turcos – curdos e não só – acusam o Governo do AKP e o Presidente, Recep Tayyip Erdogan, de terem aproveitado o atentado suicida do Estado Islâmico no dia 20 de Julho no Sul do país para enterrar o processo de paz iniciado em 2012 com os curdos e, ao mesmo tempo, perseguir o partido pró-curdo HDP, que nas legislativas de Maio tirou a maioria absoluta do partido no poder. Nas últimas semanas, as autoridades já detiveram centenas de militantes curdos, muitos sem ligações óbvias ao PKK mas sim ao ativismo social e político.

O líder do HPD, Selahattin Demirtas, fez um apelo ao PKK, pedindo à rebelião para pôr fim aos seus ataques. Em declarações à imprensa turca, Demirtas pediu aos rebeldes e ao Governo para recomeçarem o diálogo, assegurando que se isso não acontecer, o país "se aproxima rapidamente de uma violenta tempestade".

FONTE

sexta-feira, 31 de julho de 2015

NOS BASTIDORES DO PACTO MILITAR ENTRE GRÉCIA E ISRAEL!

Os bastidores do pacto militar entre Grécia e Israel, visando a ameaça contra o Irã e também na "guerra de interesses" com a Turquia na região. Interesses dos EUA e OTAN também estariam em jogo!

Quando Tsipras tomou o poder na Grécia,  em Israel soaram vozes de alarme: Syriza vai apoiar a causa palestina, pedindo um fim à cooperação militar entre a Grécia e Israel. Dada a repressão brutal de Israel contra os palestinos, Tsipras advertiu que "não podemos ficar inativos, porque o que está acontecendo hoje no outro lado do Mediterrâneo pode acontecer amanhã em nossas costas". Sete meses após, os alarmes são silenciados: Panos Kammenos, ministro da Defesa do Governo de Tsipras, fez uma visita oficial a Tel Aviv e assinou com o ministro da Defesa de Israel, Moshe Ya'alon, um importante acordo militar. Com esta decisão Kammenos, fundador do novo partido de direita Anel, escolheu o momento preciso em que a Grécia foi tomada pelo problema da dívida. O "acordo sobre o estatuto das forças", informa o Ministério da Defesa grego, estabelece o quadro jurídico para "militares de cada um dos dois países circularem e residirem no outro, a fim de participar nos exercícios e atividades cooperativas ".

Israel acaba de assinar um acordo semelhante com os Estados Unidos. Na agenda de negociações relativas inclui também "a cooperação na indústria militar" e "segurança marítima", especialmente campos de gás "off shore" para Israel, Grécia e Chipre considerando sua propriedade como "zona econômica exclusiva", rejeitando alegações da Turquia.

Na mesa de negociações também incluiem "questões de segurança" no Oriente Médio e África do Norte,  denunciando o Irã como um "gerador de terrorismo, cuja ambição hegemônica prejudica a estabilidade de outros Estados". Kammenos disse que "Grécia também está ao alcance de mísseis iranianos, que poderiam terminar com os Estados da região". Decidiu-se, portanto, entre em contato com o comando das forças armadas israelenses, a fim de estabelecer uma coordenação mais estreita com o grego. Ao mesmo tempo, o chefe da Marinha militar helena, Vice-Almirante Evangelos Apostolakis, também com o seu homólogo israelita, um acordo de Cooperação assinado não muito explícita sobre "serviços hidrográficos".

O pacto militar com Israel, em nome do governo de Tsipras, não é apenas um sucesso pessoal de Kammenos. Parte da estratégia de EUA / OTAN, em sua ofensiva para o leste e sul, olhando mais de perto com a Grécia integrando não só a Aliança, mas também na coalizão mais ampla de países de Israel, Arábia Saudita, Ucrânia e outros.

Secretário-Geral Stotenberg afirmou que o "pacote de resgate" para a Grécia da UE é "importante para todos da OTAN" e que a Grécia é um "parceiro forte, que investe mais de 2% no campo de defesa" (semelhante aos níveis da Europa, apenas pela Grã-Bretanha e Estônia). Para a OTAN é a base naval especialmente importante em Suda Bay em Creta permanentemente utilizados nos últimos anos pelos EUA e outros aliados durante a guerra com a Líbia e as operações militares na Síria. Agora, graças ao pacto com a Grécia e Israel, são utilizáveis ​​para especialmente na função anti-Irã.

Neste quadro estratégico de contrastes entre a Grécia e Israel por um lado e, por outro, a Turquia aprofunda. Na Turquia, a OTAN mantém outras 20 bases e comando das forças terrestres em nome da "luta contra o Estado Islâmico" bombardeando curdos (lutadores anti-EI real) PKK e com os EUA e os "rebeldes" se preparando para ocupar a margem norte do território sírio. Escondendo-se atrás do artigo 4.º do Pacto do Atlântico, em termos de ser uma ameaça para a sua segurança e integridade territorial.

FONTE
http://www.globalresearch.ca/el-pacto-militar-entre-grecia-e-israel/5465929

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Tensão no Oriente: Turquia pronta para o Front no Iraque


Enquanto as peças são movidas em todo o Leste Mediterrâneo, a Turquia pode estar se preparando para uma invasão iminente do Iraque.

Autoridades disseram que os militares e o governo têm trabalhado em planos para um ataque terrestre contra alvos rebeldes curdos no norte do Iraque. Eles disseram que milhares de soldados de infantaria seria apoiado por aeronaves rotativa e fixa, em uma operação coordenada com o governo de Bagdá. "A operação terrestre pode ser realizado a qualquer momento, dependendo de negociações com o país vizinho [o Iraque]", disse o ministro do Interior turco Naim Idris Sahin.

Autoridades disseram que a Turquia, em meio a ataques aéreos quase diária, realizou conversações de alto nível com o Iraque para uma operação conjunta contra o Partido dos Trabalhadores Curdos. Eles disseram que as discussões incluía um compromisso de contra-insurgência por parte do Governo Regional Curdo, acusado de abrigar PKK.

A Turquia teria enviado forças especiais em montanhas em Kandil, no Iraque, para procurar alvos do PKK. Eles disseram que as forças estavam sendo auxiliados por veículos aéreos não tripulados fornecidos por Israel [...].

"Essas são questões para não serem discutidas, mas para ser feito", disse o vice-premiê turco Bulent Arinc. "Isso vai acontecer quando chegar a hora, o primeiro-ministro e o governo ão decidir e instruir as autoridades competentes para agir."

Autoridades disseram que o governo do primeiro-ministro Recep Erdogan foi informado de que uma invasão turca deve ser lançado durante o próximo mês antes que as condições de Inverno severo comecem em Kandil. O governo tem autoridade do parlamento para uma invasão da Turquia, até 17 de outubro.

Em 12 de setembro, o governo e militares realizaram uma cúpula sobre segurança em Ancara em que uma invasão terrestre do Iraque foi discutida. 

"Dentro ou fora desta autoridade, a Turquia é capaz de tomar qualquer decisão sobre incursões referentes a questões de segurança", disse Arinc.


Israel ameaça ajudar o PKK

A recente deterioração nas relações entre Turquia e Israel, levou o Ministro dos Negócios Estrangeiros israelense, Avigdor Lieberman, a reuniões na Europa com os líderes do PKK, a fim de discutir formas de cooperação contra a Turquia.


O PKK, que representa os Trabalhadores do Curdistão, é um grupo militante de esquerda, listados por grande parte da comunidade internacional como uma organização terrorista e que se dedica ao conflito armado contra o Estado turco para a autonomia do país a sudeste. 

O PKK estão concentrados nas montanhas da região semi-autônoma do Curdistão do Iraque. Muitos na Turquia, há muito tempo, acusaram Israel de apoiar o grupo, mas esta é a primeira vez que um político israelense tem falado publicamente em tal maneira. 

Lieberman depois voltou atrás com a mídia e o escritório do primeiro-ministro israelense disse que nenhum desses planos estavam certos. A mídia curda-iraquiana apontam relatórios alegando reuniões de alto nível entre israelenses e líderes do PKK, mas nada disso pode ser confirmado. 

Enquanto isso, a Turquia admitiu publicamente que ele ainda está considerando uma incursão terrestre em massa no Curdistão iraquiano, semelhante ao que ocorreu em 2008, contra os esconderijos do PKK. O conflito de interesses entre a Turquia, Israel, as nações árabes e os curdos que vivem em todos esses países, tem causado muito boato, confusão e hostilidade entre todas as partes envolvidas. No clima instável da política atual da região, tais intrigas parece provável que continue.

Fonte: PressTV

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Turquia contra três aliados: Chipre, Grécia e Israel


A Guerra do Oriente em um novo capítulo, dessa vez envolvendo países da Europa e OTAN. 

Contra três direções - que têm direta e essencial ligação entre si - mostrou seus dentes nas últimas horas o governo de Ancara. Primeiramente, foram as declarações do ministro turco para temas da União Européia (UE), Egemen Bagis, que, referindo-se ao fosso que está sendo aberto pela Grécia no Evro, em sua fronteira leste com a Turquia, declarou-se esperançoso de que "a Grécia não deseja provocar uma crise de política externa para desviar a atenção de seus problemas econômicos" e manifestou sua dúvida sobre "como a Grécia executa uma obra de tais dimensões, no momento em que enfrenta crise econômica". 

Em continuação, Bagis desfechou novas ameaças insinuando imediata ação militar contra a República de Chipre, caso o governo de Nicósia inicie as pesquisas submarinas (destinadas a localização de reservas de petróleo e gás natural em suas águas territoriais). 

Finalmente, por ordem do ministro de Relações Exteriores da Turquia, Ahmet Davutoglu, foi expulso o embaixador de Israel acreditado junto ao governo de Ancara, e foram rebaixadas suas relações diplomáticas com Israel para nível de segundo secretário, alegando como motivo que "Israel continua não pedindo desculpas à Turquia por causa do episódio ocorrido ano passado, com a flotilha de ajuda humanitária turca que rumava para Gaza, quebrando o bloqueio israelense". 

Ao mesmo tempo, foi anunciada a interrupção de cooperação militar entre os dois países, enquanto o chanceler Davutoglu declarou que se reservava a tomar novas medidas contra Israel. 

Destaca-se a excepcionalmente interessante "coincidência temporal" da expulsão do embaixador de Israel e, particularmente, da interrupção de cooperação militar entre os dois países, decorrido tanto tempo. Aqui, não se trata da conhecida piada "casual? Não acho?". Seguramente, aqui não existe absolutamente nada casual. Quais são os fatos? 

Grécia e Israel 
Por um lado, o mais importante neste momento é a viagem do ministro da Defesa da Grécia, Pános Beglite, a fim de formalizar acordo ampliando e aprofundando a cooperação militar entre Grécia e Israel. E, por outro, as pesquisas submarinas da República de Chipre, as quais, ao que tudo indica, serão iniciadas em 1º do mês que vem, e para a execução das quais Grécia e Israel cooperam estreitamente, junto com os EUA. 

Segundo informação do Governo da República de Chipre, a embarcação que realizará as pesquisas zarpará hasteando não só a bandeira da República de Chipre, mas, também, as bandeiras de Israel, União Européia e EUA. 

A Grécia não participa do projeto das pesquisas submarinas, mas, a partir do momento em que a segurança da República de Chipre é ameaçada aberta e ostensivamente com ações militares por parte da Turquia, é compreensível que a Grécia se fará presente, tanto por motivos de essência, quanto e porque o impõem as próprias convenções de fundação da República de Chipre, para a qual a Grécia é uma das forças signatárias que junto com os demais países da União Européia garantirá sua integridade contra qualquer ameaça externa, como é a atualmente desfechada. 

Conformam-se em consequência - por iniciativa e responsabilidade da Turquia - as premissas para uma eventual eclosão de extremamente grave crise, tanto com a República de Chipre, quanto com a Grécia, assim como, com Israel. 

E este é ponto mais essencial: os três países que tornaram-se, simultaneamente, destinatários das ameaças da Turquia deverão, com toda razão, enfrentar em conjunto estas ameaças em seu total. Esta é a chave da preparação até o dia 1º do mês que vem. E isto significa que os três países deverão estar de comum acordo preparados diplomática e militarmente, envidando, simultaneamente, todos os esforços para obter uma postura positiva por parte dos EUA. 

Todos por um 
As ameaças da Turquia contra a República de Chipre, que são simultaneamente ameaças, também, contra os interesses israelenses, e como tais estão sendo interpretadas, deverão ser enfrentadas de forma extremamente séria. 

Com igual seriedade deverá ser interpretada, também, a eventualidade de a Turquia não promover suas consecuções exatamente por causa do caráter decisório considerado, também, pelos três países. 

Neste caso, contudo, aumenta com progressão geométrica a possibilidade de a Turquia se mover agressivamente com represálias contra ilhas gregas no Mar Egeu. 

Em consequência, a Grécia deve garantir que os três países aliados - como o governo de Ancara, querendo ou sem querer, os constituiu, e talvez este tenha sido seu grande erro -enfrentarão, os três em conjunto, as ameaças.


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