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sexta-feira, 27 de março de 2015

DEZENAS DE MORTES EM ATAQUES AÉREOS DA COALIZÃO ÁRABE NO IÊMEN!

Pelo menos 39 civis morreram em mais de 24 horas de bombardeios aéreos, liderados pela Arábia Saudita, contra os rebeldes xiitas no Iêmen, informou o ministério iemenita do Interior.

Doze vítimas faleceram em um ataque aéreo contra uma base militar ao norte de Sanaa, que atingiu áreas residenciais próximas, segundo fontes do ministério, que está sob controle dos rebeldes xiitas huthis.

O ataque, durante a noite, tinha como alvo a base militar de Al-Samaa, utilizada por unidades do exército que estariam sob as ordens do ex-comandante das Forças Armadas Ahmed Ali Saleh, suspeito de uma aliança com os rebeldes xiitas.

Ahmed Ali Saleh é filho do ex-presidente Ali Abdallah Saleh, forçado a deixar o poder em 2012, após 33 anos de governo, e acusado agora de uma união com os rebeldes.

Na manhã desta sexta-feira, três ataques aéreos tentaram atingir o complexo do palácio presidencial em Sanaa, que os rebeldes tomaram no mês passado, de acordo com testemunhas.

Ao leste da capital, na província de Marib, o acampamento de uma brigada do exército leal ao ex-presidente Saleh também foi bombardeada.

Um oficial do exército informou à AFP que a coalizão liderada pelos sauditas atacou um depósito de armas em um acampamento utilizado por tropas leais ao ex-presidente Saleh, na periferia sul de Sanaa.

O ataque provocou dezenas de vítimas, segundo a fonte, mas a informação não foi confirmada por uma fonte independente.

A operação militar "Tempestade decisiva" começou na madrugada de quarta-feira para quinta-feira, com ataques aéreos sauditas contra diversas posições dos huthis.

Com a intervenção, a Arábia Saudita, à frente de uma coalizão de 10 países que conta com o apoio logístico e de inteligência dos Estados Unidos, deseja ajudar o presidente iemenita reconhecido pela comunidade internacional, Abd Rabbo Mansur Hadi.

O presidente, que em um primeiro momento abandonou a capital Sanaa para refugiar-se no sul do país, chegou na quinta-feira em Riad.

quinta-feira, 26 de março de 2015

COALIZÃO ÁRABE ATACA XIITAS DO IÊMEN COM 180 CAÇAS! INCURSÃO TERRESTRE JÁ PREPARADA! IRÃ PROMETE REAÇÃO!

A ofensiva de aliados sunitas do presidente Abed Rabbo Mansour Hadi contra os rebeldes xiitas que tomaram grandes partes do Iêmen nos últimos meses já conta com mais de 180 aviões para os bombardeios de áreas controladas pelos insurgentes, elevando a tensão sectária na região e o preço do petróleo no mundo em 5%.

Egito e Arábia Saudita, as duas principais potências sunitas, cogitam uma intervenção por terra, levando o xiita Irã a declarar que tomaria “todas as providências necessárias” para controlar a crise. Além dos egípcios e sauditas, participam da coalizão Sudão, Marrocos, Jordânia, Bahrein, Qatar, Kuwait e Emirados Árabes. Os EUA oferecem ajuda de logística e de Inteligência.

O general saudita Ahmed Asseri não descartou uma invasão por terra:

— Não há planos por enquanto para forças terrestres, mas se essa necessidade chegar, as forças terrestres sauditas e de nossos amigos estão prontas para repelir qualquer agressão — disse.

A segunda noite de bombardeios dos caças da coalizão sunita causou a morte de vários civis, levando os residentes da capital Sanaa ao desespero.

— Toda minha família e eu nos preparamos para dormir no porão, já que é a parte mais segura da casa — disse Fawzia Nedras. — As janelas estão rangendo e achamos que vão quebrar. Moramos perto do aeroporto, onde achamos que várias lideranças houthi estão vivendo e onde se concentram os ataques aéreos.

Em Áden, onde o presidente Hadi estava refugiado após a tomada da capital, rebeldes e milicianos leais ao presidente continuam numa batalha campal pelo controle da principal cidade portuária do país.

Hadi, que nesta quinta-feira apareceu na Arábia Saudita após seus funcionários negarem que ele tinha deixado o país, acusa os iranianos de fornecerem armas para os houthi, etnia xiita que lidera o levante armado.

Já os rebeldes afirmam que Hadi — ex-vice-presidente que assumiu em 2012 prometendo convocar eleições após a queda de Ali Abdullah Saleh, que governava o país desde 1990 — se recusa a fazer uma partilha justa do poder.

Três milicianos de Hadi e 13 pró-houthi morreram no Norte da cidade. O aeroporto, que havia sido tomado pelos rebeldes, foi reconquistado nesta quinta-feira, mas continua fechado. Os maiores portos do Iêmen — Áden, al-Mukalla, al-Mokha e al-Hudaydah — também estão fechados. Temendo bombardeios, a ONU anunciou que seus funcionários deixarão Áden e Sanaa.

O receio de que o conflito se espalhe e que o estreito de Bab el-Mandeb — onde passam quatro milhões de barris de petróleo por dia — seja fechado fez o preço do petróleo subir 5% nesta quinta-feira. Os EUA afirmam que irão proteger o estreito.

As forças leais a Hadi também enfrentam o general Khalifa Haftar, que se insurgiu contra o então presidente sendo, na prática, um aliado dos houthi e também alvo dos bombardeios.

Amanhã, Hadi participará de uma reunião da Liga Árabe onde deve reforçar as denúncias contra os houthi. O chanceler interino do Iêmen, Riyadh Yaseen, disse que o presidente pedirá aos árabes um “Plano Marshall” para o país.

FONTE: http://oglobo.globo.com/mundo/vizinhos-atacam-xiitas-do-iemen-com-180-cacas-15712137

FRAGATAS DE GUERRA EGÍPCIAS PARTEM RUMO AO IÊMEN PARA BOMBARDEAR HOUTHIS

Quatro fragatas militares da Marinha do Egito partiram nesta quinta-feira para o Iêmen, confirmou à Agência Efe um alto responsável do Canal de Suez.

As embarcações entraram hoje ao redor das 11h (5h em Brasília) no canal para sair em direção à cidade iemenita de Áden, no sul do país.

A fonte confirmou que as quatro embarcações participarão da coalizão árabe que está bombardeando posições dos rebeldes houthis no Iêmen.

O governo egípcio anunciou nesta manhã seu apoio político e militar à intervenção militar árabe lançada por cinco países do Golfo Pérsico contra os houthis, que avançam rumo ao sul do Iêmen após tomar o controle de sua porção norte.

Em uma nota, as autoridades egípcias explicaram que estão em coordenação com a Arábia Saudita e os países do Conselho de Cooperação do Golfo Pérsico (CCG) para "organizar a participação das forças aéreas, terrestres e marítimas egípcias para defender a segurança e a estabilidade do Iêmen".

Nesta madrugada, aviões de combate sauditas bombardearam várias posições militares dos rebeldes houthis em diferentes pontos Iêmen, em resposta ao pedido do presidente Abdo Rabbo Mansour Hadi de atuar militarmente para conter o movimento xiita.

RÚSSIA E IRÃ EXIGEM SUSPENSÃO IMEDIATA DA INTERVENÇÃO LIDERADA PELA ARÁBIA NO IÊMEN!

Irã e Rússia pediram à Arábia Saudita para deter os ataques aéreos sobre o Iêmen, os apoiantes do governo dos militantes Houthis do Iêmen fazem manifestações em todo o país, em protesto contra a intervenção militar saudita.

Em declarações do presidente iraniano, Hassan Rouhani, e da Rússia, Vladimir Putin, pediram uma "cessação imediata das atividades militares" no Iêmen e para o reforço dos esforços para encontrar uma solução pacífica para a crise, o Kremlin disse em um comunicado na quinta-feira.

Ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, disse que as operações militares contra o Iêmen só vai levar a uma maior desestabilização da região, que caiu sob o controle Houthi após um ataque e de aumento da violência nos últimos meses.

Irã é suspeito de fornecer material e treinamento para os rebeldes Houthi, mas Teerã negou publicamente essas alegações.

Além disso, o Hezbollah do Líbano denunciou o movimento como "injusta agressão". O grupo xiita instou a Arábia Saudita e seus aliados para que cessem os ataques imediatamente.

FONTE: http://rt.com/news/244373-iran-yemen-saudi-airstrikes/

URGENTE: ARÁBIA SAUDITA COMEÇA OFENSIVA NO IÊMEN!

Relatos via twitter de jornais locais que começou a ofensiva da Arábia Saudita no Iêmen, por enquanto, com ataques aéreos ao grupo xiita Houthis.

00:45 - Encerramos o nosso plantão sobre ataques da coalizão de 10 países, liderados pela Arábia Saudita contra o grupo xiita Houthis que estavam tomando o poder no país vizinho Iêmen. Todas as consequências e desdobramentos desses ataques mais tarde no Sempre Guerra!

00:41 - Arábia Saudita participa com 100 caças e 150 mil soldados contra o grupo xiita Houthis
00:37 - Sudão fecha escritórios de missões iranianas e grupos em seu país!
00:34 - Jordânia e Sudão confirmados na lista da coalizão contra os xiitas Houthis
00:32 - ONU já saberia dos ataques liderados pela Arábia Saudita

00:31 - Temos então: Arábia Saudita, Kuwait, Barein, Qatar, Emirados, Egito e Paquistão os países que oficialmente fazem parte da coalizão contra os xiitas Houthis. Podem fazer parte deste grupo Jordânia e Sudão. Uma coalizão sem grandes potências participando ativamente, fato nunca visto nesta geração.

00:27 - Paquistão e Egito juntam-se a campanha militar contra os Houthis
00:22 - ATUALIZAÇÃO: 30 caças dos EAU, 15 do Barein, 15 do Kuwait, 10 do Qatar participam dos ataques
00:20 - Jornalista confirma 2 caças da coalizão derrubados
00:19 - 6 caças da Jordânia também participam dos ataques no Iêmen
00:17 - 26/03/15 - 30 caças dos Emirados Árabes participam dos ataques no Iêmen
23:14 - Sauditas alertam navios de não se aproximarem dos portos do Iêmen
23:13 - Relatos de que o comandante militar dos Houthis teria morrido nos bombardeios sauditas
23:11 - Arábia Saudita ataca Mísseis Balísticos em posse dos rebeldes. Relatos não confirmados que alguns mísseis foram disparados contra os sauditas
23:07 - Conselheiros iranianos pedem para serem evacuados do Iêmen
23:06 - Fotos demonstram destruição na capital Sanaa
23:03 - Líder Houthi diz que ataques sauditas levará a região para uma "Grande Guerra"
23:00 - Suposto avião saudita abatido, cai na capital Sanaa
21:55 - Foto: Caças atacam aeroporto da capital do Iêmen
21:47 - 4 caças dos Houthis destruídos, além do sistema antiaéreo
21:46 - Petróleo dispara em mercados futuros

21:42 - Suposta foto de Sanaa
21:33 - Primeiros vídeos começam a ser publicados no Youtube, neste dá para ouvir ataques aéreos e bateria antiaérea:

21:15 - Estamos aguardando mais informações de fontes oficiais. O Iêmen é considerado o país mais pobre da península arábica, com fraca infraestrutura. Portanto, estamos com dificuldades de recebermos mais informações do conflito e por enquanto nenhuma Live do local.

21:10 - Coalizão formada por Arábia Saudita, Kuwait, Qatar, Barein e Emirados Árabes participam dos ataques aéreos neste momento
21:06 - EUA oferece suporte a Arábia Saudita
21:02 - Estatal do Irã,  país inimigo da Arábia Saudita anuncia a "invasão"
20:57 - Egito participa da coalizão de ataque aos Houthis, tropas estariam prontas para agir
20:54 - Base aérea utilizada pelos Houthis já foi destruída!
20:51 - Baterias antiaéreas acionadas em outras partes da capital Sanaa
20:50 - Ofensiva da Arábia Saudita conta com apoio de 10 países
20:47 - EUA foram consultados antes dos ataques de hoje a noite
20:42 - BATERIAS ANTIAEREAS OUVIDAS NO AEROPORTO DE SANAA
20:40 - Aviões sauditas atacam alvos do Houthi em Sanaa

quarta-feira, 25 de março de 2015

CAOS NO IÊMEN: PRESIDENTE FOGE, XIITAS AVANÇAM, CHANCELER PEDE INTERVENÇÃO ÁRABE!

Situação se agrava no Iêmen. Grupo xiita Houthis atacam o sul e tomam base aérea. Ataques aéreos ocorrem na casa do presidente em Áden, presidente Abdo Rabbo Mansour Hadi estaria desaparecido. Ministro da Defesa foi capturado junto com altos comandantes das tropas leais a Hadi. Chanceler do Iêmen pede intervenção militar árabe urgente! A guerra na península arábica cada vez mais iminente!

- Rebeldes tomam base aérea e atacam casa do presidente no Iêmen
Rebeldes da milícia houthi avançaram por terra rumo ao sul do Iêmen nesta quarta-feira (25) e atacaram com aviões a casa do presidente Abdo Rabbo Mansur Hadi em Áden. Milicianos houthis e forças aliadas prenderam o ministro da Defesa e assumiram o controle da base aérea al-Annad, a maior do país. Dessa forma, os rebeldes chegaram a 40 km da cidade portuária de Áden, refúgio de Hadi desde a tomada da capital Sanaa pelos rebeldes, em janeiro.

Corpos de combatentes dos dois lados do confronto podiam ser vistos nas ruas em localidades próximas a Lahij, ao norte de Áden. “[As forças houthis] estarão em Áden em algumas horas”, declarou o porta-voz do grupo para a emissora Al-Masirah, controlada pelos rebeldes. Foi anunciada ainda a oferta de US$ 100 mil (cerca de R$ 300 mil) pela captura de Hadi.

Aviões militares sobrevoaram e atacaram com mísseis a casa de Hadi em Áden. Diante do avanço houthi, o presidente Hadi fugiu de seu palácio para uma localização desconhecida. Autoridades negaram que ele tenha fugido de Áden.

O avanço dos houthis, intensificou-se após os ataques a mesquitas em Sanaa que deixaram 137 mortos na semana passada. Diante da situação, os EUA anunciaram a retirada de tropas do país, onde realizavam operações para conter a Al-Qaeda.

Hadi havia anunciado sua renúncia em janeiro quando os rebeldes cercaram sua casa em Sanaa, mas fugiu para Áden e afirmou que continuava sendo presidente do país. Acredita-se que os houthis sejam apoiados pelo Irã e pelo ex-ditador Ali Abdullah Saleh, rival de Hadi deposto em 2012 em meio à Primavera Árabe. Hadi, por sua vez, tem apoio dos EUA.


- Paradeiro de presidente do Iêmen é desconhecido, segundo houthis
O presidente do Iêmen, Abdo Rabbo Mansour Hadi, fugiu nesta quarta-feira de sua residência na cidade de Áden e seu paradeiro é desconhecido, segundo informou o Ministério da Defesa do movimento xiita dos houthis. Em comunicado, o órgão de Defesa dos houthis alertou que Hadi poderia escapar do país por via aérea ou terrestre, e ofereceu uma recompensa, de cerca de US$ 93 mil, a quem o capturar. Nas últimas horas, os houthis assumiram o controle de Al Huta, capital da província de Lahech, a 50 quilômetros de Áden. O movimento xiita também conquistou hoje a estratégica base militar de Al Anad, em Lahech, onde se encontravam grande parte das tropas e milícias tribais sulinas que defendem Hadi. O presidente estabeleceu a sede de seu governo em Áden após fugir da capital Sana em 21 de fevereiro, após a cidade ser tomada pelo movimento xiita. Em Áden, Hadi se retratou no mês passado de sua renúncia e anunciou que continuava sendo o presidente legítimo do país, em oposição ao que tinha sido determinado pelos houthis.


- Ministro da Defesa do Iêmen é capturado pelos houthis no sul do país
O movimento xiita dos houthis anunciou que capturou nesta quarta-feira o ministro da Defesa do Iêmen, Mahmoud al Sobeihi, aliado do presidente deposto Abdo Rabbo Mansour Hadi, na cidade de Al Huta, capital da província de Lahech, no sul do país.

Em comunicado, o Ministério da Defesa do governo houthi em Sana afirmou que Al Sobeihi foi preso junto a outros altos comandantes das tropas leais a Hadi.


- Chanceler do Iêmen pede intervenção militar árabe urgente
O ministro das Relações Exteriores do Iêmen pediu nesta quarta-feira (25) uma intervenção militar árabe urgente em seu país, enquanto os milicianos xiitas huthis continuam avançando na direção de Aden (sul), reduto do presidente Abd Rabo Mansur Hadi.

"Vamos pedir durante a cúpula árabe uma intervenção militar urgente", indicou Riad Yasin aos jornalistas presentes na cidade egípcia de Sharm el-Sheikh, onde acontecerá no sábado a cúpula anual da Liga Árabe.


ARÁBIA SAUDITA MOVE MILITARES PARA A FRONTEIRA COM IÊMEN!

 Arábia Saudita está movendo equipamento militar pesado, incluindo artilharia, para áreas próximas a fronteira com o Iêmen , autoridades dos EUA disseram na terça-feira (24), elevando o risco de que o líder soberano de óleo do Oriente Médio será arrastado para o conflito iemenita.

O acúmulo ocorre após um avanço para o sul por militantes apoiados pelo Irã, Houths xiitas, que tomaram o controle da capital Sanaa em setembro e tomaram o centro da cidade de Taiz no fim de semana, eles se movem mais perto da nova base do Sul dos EUA, apoiando o Presidente Abd Rabbu Mansour Hadi.

A guerra no Iêmen tornou o país uma frente crucial na rivalidade de toda a região da Arábia Saudita com o Irã, que Riyadh acusa de semear a luta sectária através do seu apoio para os Houthis.

O conflito corre o risco de espiral em uma guerra por procuração com xiita Irã apoiando os Houthis, cujos líderes aderiram à seita Zaydi do Islã xiita, e Arábia Saudita e as demais monarquias sunitas regionais de apoio a Hadi.

Os blindados e artilharias que são movidos pela Arábia Saudita poderiam ser usados para fins ofensivos ou defensivos, disseram duas fontes do governo dos EUA. Dois outros funcionários dos EUA disseram que o aparato parecia ser defensivo.

Uma fonte do governo norte-americano descreveu o tamanho do acúmulo da Arábia na fronteira do Iêmen como "significativa" e disse que os sauditas poderiam estar preparando ataques aéreos para defender Hadi se os Houthis atacarem seu refúgio no porto do sul de Aden.

Outra autoridade dos EUA, falando sob condição de anonimato, disse que Washington havia adquirido inteligência sobre o acúmulo da Arábia. Mas não havia nenhuma palavra imediata sobre a localização precisa, perto da fronteira ou o tamanho exato da força implantada.

Hadi, que apoiaram a campanha de Washington de ataques de drone mortal em um poderoso ramo da al Qaeda baseado no Iêmen, tem sido escondido em Aden com suas forças lealistas desde que ele fugiu de Sanaa em fevereiro. Na terça-feira, as forças leais ao Hadi levaram soldados Houthi de dois municípios que tinham apreendido horas antes, moradores disseram que aparentemente, verificando um avanço pelos combatentes xiitas em direção a Aden.

Sauditas "profundamente preocupados"

Arábia Saudita enfrenta o risco da turbulência derramar em toda a sua porosa 1,800 km (1,100 milhas) de Longa fronteira com o Iêmen e em sua xiita Província Oriental, onde os mais ricos depósitos de petróleo do reino ficam.

"Os sauditas estão realmente profundamente preocupados com o que vêem como uma fortaleza iraniana em um estado de falha ao longo da fronteira", o embaixador americano no Iêmen, Matthew Tueller disse à Reuters na segunda-feira em uma conferência organizada pela Câmara Nacional EUA-Árabe de Comércio em Washington .

Mas um ex-oficial sênior dos EUA, falando à Reuters sob condição de anonimato, disse que as perspectivas para a intervenção externa no Iêmen parece ser fraco. Ele disse que as perspectivas de Hadi parecia estar piorando e que por enquanto ele estava "muito bem fixado para baixo".

Riyadh hospedou conversações de alto nível com os vizinhos árabes do Golfo no sábado que apoiaram Hadi como presidente legítimo do Iêmen e ofereceu "todos os esforços" para preservar a estabilidade do país.

Ministro das Relações Exteriores saudita, Saud al-Faisal, disse nesta segunda-feira que os países árabes tomariam as medidas necessárias para proteger a região contra a "agressão" pelo movimento Houthi, se não for encontrada uma solução pacífica.

Em março de 2011, tropas da Arábia Saudita, juntamente com os dos Emirados Árabes Unidos, entrou no vizinho Bahrain depois de semanas de protestos da maioria xiita no país que Riyadh temia poderia levar a uma expansão da influência do Irã.

Um porta-voz da embaixada saudita em Washington não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre os movimentos militares.

Iêmen pediu ao Conselho de Segurança das Nações Unidas na terça-feira para fazer uma ação militar por "países dispostos" para combater milícias Houthi, de acordo com uma carta de Hadi visto pela Reuters.

Hadi quer que o corpo de 15 membros a adotar uma resolução que autorizaria "países dispostos que desejam ajudar o Iêmen a prestar apoio imediato para a autoridade legítima por todos os meios e medidas para proteger o Iêmen e deter a agressão Houthi".

Conflitos se espalharam por todo o país da península Arábica desde setembro do ano passado, quando os Houthis capturaram Sanaa e avançou em áreas muçulmanas sunitas.

Autoridades norte-americanas disseram no sábado que os Estados Unidos tinham evacuado todo o seu pessoal restante no Iêmen , incluindo cerca de 100 forças de operações especiais, por causa da situação de segurança. O fim de uma presença de segurança dos Estados Unidos dentro do país deu um golpe para a capacidade de Washington para monitorar e combater a Al Qaeda do Iêmen.

Os Houthis negaram que tenham apoio material e financeiro de Teerã. Mas no ano passado fontes iemenitas, ocidentais e iranianas deu detalhes para a Reuters sobre o apoio militar e financeiro para os Houthis antes e após sua aquisição de Sanaa no ano passado.

No entanto, autoridades dos EUA afirmaram que apoio iraniano para os rebeldes Houthis tem sido em grande parte limitado a financiamento. Dizem que o Irã tem suas mãos voltadas a completa assistência armada para seus aliados na Síria e no Iraque.

domingo, 22 de março de 2015

TENSÃO NO IÊMEN: XIITAS AVANÇAM, ESTADO ISLÂMICO DESAFIA AL QAEDA E EUA RETIRAM AS TROPAS DO PAÍS!

Tensão se agrava no país após atentados que mataram centenas na última semana. Os Houthis xiitas ameaçam tomar todo o país, Estado Islâmico desafia a Al Qaeda contra os xiitas e os EUA retira suas tropas do país, o que é considerado um péssimo sinal do que está para acontecer no país.

- Enviado de ONU diz que Iêmen pode se transformar em 'novo Iraque'

O enviado especial da ONU para o Iêmen, Jamal Benomar, falou neste domingo (22) sobre a grave deterioração da situação nesse país do Oriente Médio e assegurou que o conflito poderia desembocar em algo similar ao que acontece no Iraque, na Síria e na Líbia.

O diplomata, que tenta impulsionar há muito tempo uma solução negociada, garantiu que o Iêmen vive uma "rápida espiral negativa" e considerou que o conflito tem cada vez mais um caráter sectário.

Por isso, pediu a todas as partes que "percebam a gravidade da situação", deixem as retóricas de confronto e optem pelo diálogo, sem o qual o país pode chegar a um cenário parecido como o de "Iraque, Síria e Líbia".

Para Benomar, também há o "temor que a Al Qaeda na Península Arábica se utilize da atual instabilidade para causar mais caos".

O enviado da ONU informou ao Conselho de Segurança sobre a situação no país no início de uma reunião de urgência convocada após os graves atentados da última sexta-feira, que deixaram mais de 130 mortos em duas mesquitas xiitas, e a reação dos rebeldes houthis durante o fim de semana.

FONTE: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/03/enviado-de-onu-diz-que-iemen-pode-se-transformar-em-novo-iraque.html

- Grupo radical Estado Islâmico desafia Al-Qaeda no Iêmen
Com os sangrentos atentados cometidos no Iêmen na sexta-feira (20), o grupo Estado Islâmico desafia a Al-Qaeda na luta por conquistar uma população sunita descontente e confrontada com os xiitas, que controlam o poder em Sanaa, avaliam especialistas.

Pelo menos 142 pessoas morreram e outras 351 ficaram feridas em atentados suicidas de sexta contra duas mesquitas na Capital do país, frequentadas por fiéis e milicianos xiitas hutis, que desde janeiro passado controlam a capital iemenita.

O grupo Estado Islâmico (EI) informou que estes atentados, os mais mortais cometidos até hoje em Sanaa, foram apenas "a ponta do iceberg". Já a Al-Qaeda na Península Arábica (AQPA), também sunita, reafirmou que não ataca "mesquitas e mercados" para evitar a morte de "inocentes".

Com o massacre em Sanaa, o grupo Estado Islâmico "quer demonstrar à base jihadista sua capacidade para atingir o inimigo, que considera "herege", com mais violência que a AQPA", acrescentou o professor francês de Relações Internacionais Jean-Pierre Filiu. "Atualmente, seções inteiras da AQPA se inclinam ao" Estado Islâmico.

O Estado Islâmico nunca escondeu a intenção de estender o território do califado para a Arábia Saudita, e o Iêmen, considerado o berço dos árabes, é um objetivo de primeira ordem".

"A organização continua com a estratégia de cercar a Arábia Saudita. Após as posições tomadas no norte da península (Iraque), agora se aproxima pelo flanco sul a partir do Iêmen".

O grupo EI demostrou "sua capacidade de coordenar um vasto movimento de expansão, primeiro na Líbia, depois na Tunísia e agora no Iêmen, sem esquecer a afiliação do Boko Haram" na Nigéria.

"Isto é o prelúdio ao reinício de uma campanha terrorista no continente europeu".

FONTE: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/03/grupo-radical-estado-islamico-desafia-al-qaeda-no-iemen.html

- Grupo xiita tomam aeroporto e terceira maior cidade do País
Rebeldes xiitas do Iêmen simpatizantes do ex-presidente Ali Abdullah Saleh tomaram a terceira maior cidade do país, Taiz, e o aeroporto neste domingo, informaram fontes militares.

A tomada da cidade pode ser um grande golpe ao atual presidente, Abed Rabbo Mansour Hadi, exilado na cidade de Áden após fugir da capital Sanaa no mês passado. A distância entre Taiz e Áden é de 140 quilômetros.

Ontem, o grupo de rebeldes, conhecido como houthi, convocou uma ofensiva contra os órgãos estatais controlados pelo presidente Abed Rabbo Mansour Hadi. O pedido foi feito minutos após o presidente fazer seu primeiro discurso depois de ser libertado de prisão domiciliar na capital Sanaa. Hadi descreveu, em suas falas, a gestão dos rebeldes como um golpe contra a legitimidade constitucional. 


- Últimos soldados americanos deixam base militar no Iêmen
Os últimos soldados norte-americanos estacionados no Iêmen começaram a ser retirados do país neste sábado. Cerca de 100 agentes das Forças Especiais deixaram a base militar de Al Anad, no sul do país, depois que surgiram questões de segurança. Nos últimos dias, um grupo de rebeldes tomou o controle de uma cidade próxima, e centenas de prisioneiros militantes da Al Qaeda na Península Arábica escaparam de prisões locais. Autoridades dos EUA não comentaram a operação.

A Al Qaeda na Península Arábica, braço da organização sediado no Iêmen, é considerado por Washington o mais perigoso, tanto que os dois governos vêm trabalhando juntos há anos para combater os militantes. A instabilidade no país fez com que os EUA fechassem sua embaixada na capital, Saná, e cessassem os ataques de drone no mês passado.

FONTE: http://veja.abril.com.br/noticia/mundo/ultimos-soldados-americanos-deixam-base-militar-no-iemen

IÊMEN É O NOVO CAMPO DE BATALHA ENTRE ARÁBIA SAUDITA E IRÃ!

A mais recente atrocidade no Iêmen, que tirou quase 150 vidas na sexta-feira, parece parte de uma guerra por procuração entre duas superpotências do Oriente Médio: Arábia Saudita e Irã.

De todas as guerras que assolaram o Oriente Médio desde a eclosão da chamada Primavera Árabe, há quatro anos, a rivalidade entre os adeptos mais fanáticos de sunitas e xiitas Islâmicos surge agora como a definição de conflito na região.

A série mortal de ataques suicidas no Iêmen na sexta-feira , que são relatados ter custado a vida de cerca de 150 pessoas, é apenas a mais recente manifestação brutal do conflito entre sunitas e xiitas que resultou em forças rivais infligindo derramamento de sangue difundida em todo o mundo árabe.

Iraque, Síria, Líbano e Bahrein estão entre os muitos países do Oriente Médio, que foram gravemente afetados pelo agravamento da hostilidade entre facções sunitas e xiitas rivais. E no centro de um conflito que ameaça transformar a paisagem política do mundo árabe moderno encontra-se a rivalidade mortal entre sunitas fundamentalistas da família governante da Arábia Saudita e da revolução islâmica baseada em xiita igualmente intransigente do Irã.

Os sauditas estão em rota de colisão com seus poderosos vizinhos xiitas desde que foi revelado a mais de uma década atrás, que os aiatolás estavam trabalhando em um programa clandestino de desenvolvimento de armas nucleares. Adquirir uma bomba atômica seria permitir que o Irã alcance sua ambição de longa data para recuperar a sua posição como superpotência incontestável da região, permitindo assim a intensificar os seus esforços para exportar os princípios da revolução iraniana mais longe.

Ambições nucleares do Irã não foi, surpreendentemente, radicalmente contra a Arábia Saudita, o mais poderoso estado sunita da região do Golfo, com o resultado de que ambos os países estão agora empenhados na luta contra uma guerra por procuração pela supremacia em todo o mundo árabe.

E em nenhum outro lugar essa disputa amarga é mais sensível do que no Iêmen, um país que detém a distinção de ser o indesejável estado mais pobre do mundo árabe. Durante décadas, o Iêmen foi considerado pela maioria dos árabes como quintal da Arábia Saudita, tal era a influência da família real saudita tinha exercida sobre assuntos políticos e econômicos internos do Iêmen desde os anos 1930.

Mas dois principais desenvolvimentos mudaram dramaticamente este arranjo acolhedor durante a última década. O surgimento da al-Qaeda na Península Arábica (AQAP), um ramo original de terror do movimento de base sunita de Osama bin Laden, que foi fundada por um grupo de dissidentes sauditas, ajudou a provocar tensões étnicas, tribais e sociais que rapidamente se devolveu no país a um estado de guerra civil aberta.

Essas tensões, além disso, foram ainda mais agravada pela decisão do Irã de apoiar os rebeldes Houthi, a minoria xiita no norte do país, uma decisão que ajudou a desestabilizar ainda mais o país depois que o presidente Saleh foi retirado do cargo, na esteira do original revoltas árabes em 2011.

Nos últimos quatro anos, a força Quds da Guarda Revolucionária do Irã contrabandearam armas para os Houthis, bem como forneceram treinamento militar, com o resultado de que a milícia xiita Houthi finalmente conseguiu assumir o controle da capital Sanaa, no ano passado, forçando o presidente apoiado pelo Ocidente, Abed Rabbo Mansour Hadi, para buscar refúgio em Aden.

Na semana passada, foi alegado que Teerã estava aumentando o seu apoio aos Houthis com a entrega de um carregamento de 185 toneladas de armas e outros equipamentos militares.

A aquisição apoiada pelo Irã, do norte do Iêmen, certamente representa um grande revés para os sauditas, que têm 1.000 milhas porosas de fronteira sul com os iemenitas para proteger. O estabelecimento de um regime pró-Irã, xiita em Sana também foi recebido com profundo ressentimento pela população do país militante sunita, que nos últimos meses tem visto AQAP - uma vez considerada como organização terrorista mais mortal da região por agências de inteligência ocidentais - sendo substituída por partidários do movimento fundamentalista sunita Estado Islâmico (Isil), que no ano passado, assumiu o controle de grandes áreas do norte do Iraque e da Síria.

Embora tenha havido relatos de tensões entre Isil e AQAP, não pode haver dúvida de que extremistas sunitas estavam por trás de mortais ataques desta semana no Iêmen, como nas mesquitas xiitas no país freqüentado por milicianos Houthi, que compunham a maioria das vítimas.

Haverá inevitavelmente especulações de que os sauditas estavam de alguma forma envolvidos nas atrocidades, principalmente porque os ataques suicidas coincidiram com a montagem de bombardeios aéreos contra a sede Aden do presidente Hadi.

O grupo que assumiu a responsabilidade pelos ataques, justificou a sua ação alegando: "Infiéis Houthis devem saber que os soldados do Estado Islâmico não vão descansar até erradicá-los..."

Os sauditas têm certamente provado ser capazes de proteger seus interesses contra as incursões iranianas no passado. Quando o Irã tentou provocar dissidentes xiitas no pequeno estado do Golfo do Bahrein, para derrubar a monarquia sunita do reino, os militares da Arábia rapidamente interveio para esmagar o movimento de protesto.

Se os sauditas iniciarem uma operação militar semelhante no Iêmen dependerá em certa medida sobre o resultado das negociações em curso entre os EUA e o Irã sobre o futuro do seu programa nuclear. 

O presidente Barack Obama se diz estar disposto a fazer um acordo com o presidente do Irã, Hassan Rouhani, que ontem afirmou que as negociações deram passos positivos e que "não há nada que não possa ser resolvido".

Mas as negociações estão sendo vistos com profundo ceticismo pelos sauditas e de outros países da região, incluindo Israel, que temem que o Sr. Obama está se preparando para fazer um acordo que permitiria ao Irã manter a capacidade técnica para desenvolver armas nucleares, ainda que Teerã dá compromissos para não fazê-lo.

E se esse é o resultado, em seguida, os sauditas vão querer ter um efeito dissuasor nuclear próprio, com o resultado de um conflito que está sendo travada em outros países, poderia um dia escalar em uma guerra nuclear total entre sunitas e xiitas.

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