sexta-feira, 2 de julho de 2010

Crise das Malvinas 02.07.2010

 Prelúdio de uma nova guerra nas Malvinas?

Irritada com a prospecção de petróleo em águas das ilhas Malvinas, a Argentina tenta estrangular o comércio marítimo do arquipélago e enfrenta uma das piores crises na relação com o Reino Unido desde 1982, quando a disputa pelo território levou os dois países à guerra.

A tensão aumentou após a chegada de uma plataforma petrolífera, que realiza perfurações para três empresas britânicas desde fevereiro.

O contragolpe da presidente Cristina Kirchner foi um decreto que dificulta o acesso às ilhas. Nenhuma embarcação pode navegar por águas argentinas ou usar portos do país em transações comerciais com as Malvinas sem autorização prévia.

A norma vai contra as leis marítimas da ONU e é uma tentativa de "bagunçar" o comércio exterior do arquipélago, segundo Glenn Ross, membro da Assembleia Legislativa das ilhas Malvinas.

"É óbvio que a intenção é destruir nossa economia. Gostaríamos muito que as relações com a América Latina aumentassem", diz.

A medida atinge ainda os cruzeiros marítimos, que costumam incluir as Malvinas em roteiros. Cerca de 60% do PIB das ilhas vem do turismo e da exportação de pescado, lã e carne de cordeiro.

O vice-chanceler argentino, Victorio Taccetti, diz que o decreto é um instrumento de defesa legítimo diante dos investimentos britânicos na prospecção de petróleo, que ele qualifica de "nova agressão" por explorar áreas disputadas no âmbito da ONU.

Questionado se esse é o pior momento na relação com o Reino Unido desde a guerra, ele disse que "não é um momento de harmonia".

Reino Unido e Argentina irão expor novamente seus argumentos no Comitê de Descolonização da ONU, que desde 1965 pede para que os países negociem.


SOBERANIA

O Reino Unido invoca o princípio da autodeterminação dos povos para não sentar-se à mesa. Diz que não abre mão da soberania enquanto os habitantes do arquipélago estiverem contentes com a situação atual.

Para a Argentina, o argumento é inválido porque os habitantes da ilha não são uma "população legítima".

Ele diz que o país só vai negociar sobre as condições de vida dos 2.500 habitantes e sobre os recursos naturais depois que Londres reconhecer a soberania argentina.

"O governo argentino briga por sua conta"


Assista ao Documentário feito em 2009/2010 sobre a nova crise.

Aviação turca bombardeia posições curdas no Iraque 02.07.2010

Bandeira do PKK

A aviação turca bombardeou na madrugada desta sexta-feira posições dos rebeldes separatistas do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) no norte do Iraque.
 
Um porta-voz do PKK na Turquia, Ahmed Denis, confirmou o ataque no qual, segundo ele, não houve mortos.
Os aviões atacaram as posições do PKK, uma organização armada curda da Turquia, na zona de Jakurk e Qandil, região autônoma curda do norte do Iraque.

O PKK multiplica seus ataques contra o exército turco há várias semanas. Os confrontos são quase diários no leste e sudeste da Turquia, outro cenário das operações do PKK.

Crianças aprendem a atirar desde cedo.

Na prisão turca em que está cumprindo uma pena de prisão perpétua, Abdullah Ocalan pediu para Ancara e PKK chegarem a uma trégua, segundo a agência pró-curda Firat.

"Poderia ser iniciado um processo mútuo de não violência", afirmou Ocalan numa reunião com seus advogados.

O líder do PKK citou possíveis passos prévios para dar confiança às duas partes.

O PKK é considerado uma organização terroristsa por Ancara e inúmeros países e que luta pela autonomia dessa região da Turquia. O conflito, que dura desde 1984, deixou pelo menos 45.000 mortos, a maioria rebeldes.
Território reinvidicado pelos Curdos.

Aliados de Obama defendem fim da guerra no Afeganistão 02.07.2010

Um grupo de legisladores americanos aliados da Casa Branca pediram nesta quinta-feira o fim da guerra no Afeganistão, comparando o conflito à Guerra do Vietnã e qualificando-o como "invencível", um "dreno do sangue e do tesouro" americano.

"Cada dólar gasto e cada vida perdida no Vietnã foi apenas isso: um desperdício", disse o congressista democrata Jerrold Nadler. "No Afeganistão é a mesma coisa. Cada dólar que gastamos, cada vida que perdemos é um desperdício."

Em torno de 21 legisladores uniram-se ao conselho "Retirada do Afeganistão", em oposição à continuação das operações nesse país, de acordo com um dos líderes do grupo, o representante dos Democratas John Conyers.

A revolta contra a estratégia do presidente americano, Barack Obama, ocorre enquanto a Câmara dos Representantes analisará um orçamento que deverá injetar mais 37 bilhões de dólares nas guerras do Afeganistão e do Iraque.

Pesquisas recentes mostraram que a opinião pública americana está profundamente pessimista sobre a guerra no Afeganistão, com a maioria afirmando que não vale a pena lutar, e vem crescendo o número de pessoas que apoiam a retirada americana quase nove anos depois do início da invasão, em 2001.

A Câmara dos Representantes também deverá analisar uma emenda apresentada pela democrata Barbara Lee que pede que o dinheiro seja usado apenas "para a segurança e a retirada ordenada" das forças americanas.

"Esta emenda requere o início do fim dessa longa guerra", disse, enfatizando que "o custo de sangue é muito grande".

A Câmara dos Representantes também deverá votar outra emenda democrata que pede que Obama estabeleça um calendário de retirada, apesar de muitos congressistas republicanos e democratas defenderem a estratégia de Obama.

"Não sabemos se teremos sucesso, mas acredito que estamos aqui para dizer que estamos comprometidos a votar, de novo, não, não e não", disse a democrata Sheila Jackson Lee.

O orçamento em consideração também inclui aproximadamente 3 bilhões de dólares em ajuda ao Haiti por conta do devastador terremoto no país, além de 701 milhões de dólares para a segurança na fronteira com o México e 304 milhões de dólares para a resposta ao derramamento de petróleo no Golfo do México.

Ucrânia renuncia adesão à Otan 01.07.2010

O Parlamento ucraniano adotou na noite desta quinta-feira a lei que permite impedir a adesão desta ex-república soviética à Otan e confirma seu estatuto de país "não alinhado".
A medida foi apresentada por iniciativa do novo presidente ucraniano, Víktor Yanukovich, que desde sua eleição, em fevereiro passado, aplica uma política de reaproximação com a Rússia.
O projeto foi aprovado por 259 dos 450 deputados.

 Ucrânia em negociação com a OTAN

A lei estabelece os "principios básicos" da política nacional, especialmente "a manutenção de uma política de não alinhamento pela Ucrânia, o que implica a não participação em alianças político-militares", incluindo a Otan.
A lei prevê "uma colaboração construtiva com a Otan", mas sem adesão. Yanukovich é favorável à entrada da Ucrânia na União Europeia, "objetivo" mencionado na nova lei como uma prioridade de Kiev.

OTAN na Europa

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Prelúdio da Guerra do Irã: 30.06.2010

Os relatórios que estão circulando de que os E.U.A. estão acumulando uma maior presença militar no Oriente Médio. A presença militar apresenta rumores que envolvem o uso do espaço aéreo de Israel e da Arábia Saudita. É considerado por alguns como a preparação para um ataque ao Irã.

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