terça-feira, 20 de outubro de 2015

OTAN REALIZA O MAIOR EXERCÍCIO MILITAR DA DÉCADA NO SUL EUROPEU!

Cerca de 36 mil militares de mais de 30 países participarão a partir de quarta-feira do chamado "Trident Juncture 2015", o maior exercício da Otan da última década, que terá como cenário diferentes situações em Espanha, Itália e Portugal.

O "Trident Juncture" é o exercício "símbolo" de alta visibilidade da Iniciativa de Forças Conectadas e entre seus objetivos está orientar e certificar a Força de Resposta da Otan, capaz de ser mobilizada em um curto período de tempo em qualquer situação de conflito.

De amanhã até 6 de novembro, os militares realizarão operações de ofensiva terrestre, desembarques anfíbios, lançamentos de paraquedistas, ações em ambiente urbano e operações de forças especiais.

Os exercícios ocorrerão em 16 lugares distribuídos por Espanha, Itália, Portugal e em águas do Oceano Atlântico e do Mar Mediterrâneo.

A Força de Resposta da Aliança Atlântica contará pela primeira vez com uma "força de altíssima disponibilidade" que atuará como "ponta de lança", segundo fontes militares.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

RÚSSIA ATACA POSIÇÕES REBELDES APOIADOS PELOS EUA NA SÍRIA!

Governo russo diz que os bombardeios visam o Estado Islâmico. Grupo treinado pelos EUA disse que campo de treinamento foi atingido. Segundo o senador americano John McCain, os aviões russos atacaram na Síria grupos financiados e treinados pela CIA.

Jatos russos lançaram um segundo dia de ataques aéreos na Síria nesta quinta-feira (1), bombardeando as áreas controladas por uma aliança de insurgentes que inclui um grupo ligado à Al Qaeda, mas não os militantes do Estado Islâmico, os quais a Rússia disse ter atingido.

A Rússia disse que havia lançado oito ataques aéreos com aviões de guerra Sukhoi durante a noite, acertando quatro alvos do Estado Islâmico. No entanto, as áreas onde afirmou ter agido não estão sob controle do Estado Islâmico.

O grupo rebelde Suqur al-Jabal, treinado pelos Estados Unidos na província de Idleb, disse ter sido alvo dos ataques russos desta quinta. Quatro caças lançaram 10 mísseis em um campo de treinamento por volta de 10h30 locais (04h30 de Brasília). Outros dois aviões russos atacaram a base ao meio-dia, mas nenhum rebelde ficou ferido, segundo a France Presse.

Os rebeldes deste grupo receberam treinamento e equipamentos como parte de um programa americano de 500 milhões de dólares para criar uma força que combata o grupo jihadista Estado Islâmico na Síria.

O canal de televisão Al-Mayadeen, pró-governo sírio, disse que jatos realizaram pelo menos 30 ataques contra uma aliança insurgente conhecida como Exército da Conquista. A aliança inclui a Frente Nusra, ramo sírio da Al Qaeda, mas não o Estado Islâmico, que declarou um califado em porções de território da Síria e do Iraque.

O Exército da Conquista tem avançando contra as forças do governo no noroeste da Síria nos últimos meses, e tem o apoio de países regionais que se opõem tanto o presidente Bashar al-Assad como ao Estado Islâmico.

Segundo o senador americano John McCain, os aviões russos atacaram na Síria grupos financiados e treinados pela CIA.

"Os ataques iniciais foram realizados contra indivíduos e grupos que foram financiados e treinados por nossa CIA", afirmou McCain à rede de TV CNN, assegurando que serviram para mostrar que a real prioridade do presidente russo Vladimir Putin é dar apoio ao líder sírio Bashar al Assad.

Kremlin
Nas oito incursões, os caças Sukhoi-24 e 25 do exército russo destruíram um "quartel-general dos grupos terroristas e um depósito de munições na região de Idleb", assim como uma oficina de montagem de carros-bomba ao norte de Homs.

O Kremlin também informou nesta quinta que os ataques aéreos russos na Síria têm como alvo uma lista de conhecidas organizações terroristas, e que ainda é cedo para dizer se o presidente Vladimir Putin está satisfeito com a campanha até o momento.

Falando um dia após o início da campanha de ataques russos contra o que o Kremlin chamou de alvos extremistas islâmicos na Síria, o porta-voz de Putin, Dmitry Peskov, disse: "Essas organizações (na lista de alvos) são famosas e os alvos são escolhidos em coordenação com as Forças Armadas da Síria".

Áreas onde o grupo étnico turcomeno vive em Homs e Hama foram alvo de ataques na quarta-feira, informou a Assembleia Turcomena Síria, grupo baseado na Turquia, em comunicado. Somente no vilarejo de Telbiseah, próximo a Homs, 40 civis, incluindo turcomenos, foram mortos, acrescentou.

Damasco
Forças de segurança de Damasco afirmaram que a aviação russa bombardeou nesta quinta na Síria posições da Al-Qaeda e de outros rebeldes islamitas nas províncias de Idleb (noroeste) e Hama (centro).

"Quatro aviões de combate russos atacaram bases da Jaish al-Fatah em Jisr al-Shughur e em Jabal al-Jawiya (na província de Idleb) e também atacaram posições de grupos armados, bases e depósitos de armas em Hawash, na província de Hama", afirmou a fonte.

O Jaish al-Fatah ("exército da conquista", em árabe) reúne a Frente Al-Nosra, braço sírio da Al-Qaeda, e outros grupos islamitas como o Ahrar al-Sham.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, considerou "infundadas" as dúvidas dos países ocidentais sobre os bombardeios de Moscou contra o grupo Estado Islâmico (EI) em seus primeiros ataques na Síria.

"Os rumores de que o alvo dos ataques não era o EI carecem de qualquer fundamento", declarou o ministro, citado em um comunicado depois de uma reunião com o secretário do Departamento de Estado americano, John Kerry, em Nova York.

Conflito
A decisão da Rússia de se juntar à guerra com ataques aéreos em nome de Assad é um importante ponto de virada no envolvimento estrangeiro no conflito.

Os Estados Unidos estão liderando uma aliança separada, lançando ataques aéreos contra os combatentes do Estado Islâmico, o que significa que as superpotências inimigas da Guerra Fria agora estão empenhadas em combates aéreos num mesmo país pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial.

Ambos dizem ter como alvo um inimigo comum, o Estado Islâmico. Mas também têm diferentes amigos e visões opostas de como resolver uma guerra civil de quatro anos que já matou mais de 250.000 pessoas e levou mais de 10 milhões a abandonarem suas casas.

Washington e seus aliados se opõem tanto ao Estado Islâmico como a Assad, acreditando que ele tem de deixar o poder em qualquer acordo de paz. Moscou apoia o presidente sírio e acredita que o seu governo deveria ser a peça central dos esforços internacionais para combater os grupos extremistas.

A Rússia diz que seus ataques aéreos são mais legítimos do que os da aliança liderada pelos Estados Unidos porque têm o aval de Assad, e mais eficazes porque podem coordenar esforços com as forças do governo para localizar os alvos.

O Ministério da Defesa da Rússia disse que aviões Sukhoi-24M e Sukhoi-25 fizeram oito saídas, atingindo um depósito de munição perto de Idlib, bem como um prédio de três andares do centro de comando do Estado Islâmico perto de Hama. Além disso, informou que um ataque destruiu uma instalação localizada no norte de Homs destinadas a equipar carros com explosivos para ataques suicidas.

O Estado Islâmico, que se baseia em grande parte no norte e no leste da Síria, não tem presença substancial em Hama ou Homs.

EUA
Nesta quinta-feira (1), um funcionário militar americano indicou à France Presse que a  coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos que combate o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) na Sìria indicou que não reduziu seus ataques no país, apesar do envolvimento da Rússia no conflito.

"Não alteramos as operações na Síria para levar em conta novos atores no campo de batalha", indicou a jornalistas através de uma videoconferência o coronel Steve Warren, porta-voz do Exército americano em Bagdá.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

RÚSSIA REALIZA SEU PRIMEIRO ATAQUE AÉREO NA SÍRIA! PARLAMENTO AUTORIZA USO DE TROPAS TERRESTRES!

A Rússia realizou seu primeiro ataque aéreo na Síria nesta quarta-feira (30) próximo à cidade de Homs, informou uma autoridade americana à emissora CNN. Parlamento da Rússia autoriza uso de tropas na Síria

A ação militar ocorre logo após o Parlamento russo ter autorizado, a pedido do presidente russo, Vladimir Putin, o uso da Força Aérea na Síria para dar suporte ao regime do ditador Bashar al-Assad.

Os russos teriam informado os Estados Unidos sobre a operação com antecedência para que aviões americanos que realizam bombardeios contra posições da facção radical Estado Islâmico (EI) não sobrevoassem a Síria.

Segundo a autoridade, os ataques aéreos americanos prosseguem normalmente.

A operação é limitada a Força Aérea como relatado pelo chefe de gabinete Sergei Ivanov. A última vez Câmara Alta da Rússia aprovou o envio de militares foi há um ano, com a movimentação militar na Criméia. As informações são do jornal El País.

"O Conselho da Federação apoiou por unanimidade a pedido do presidente, com 162 votos a favor", disse Ivanov, segundo a agência de notícias russa Tass. Ivanov disse que a Rússia vai usar apenas a força aérea na Síria para atacar as posições do Estado Islâmico (EI) e que representa um pedido do regime presidido por Bashar al-Assad. "O presidente sírio dirigiu-se à liderança de nosso país para pedir ajuda militar, para que possamos dizer que o terrorismo deve ser combatido, e que os esforços devem ser combinados, mas ainda precisa respeitar as regras do direito internacional" Ivanov disse a repórteres depois de falar ao Senado em nome do Putin.

Segundo o jornal espanhol, Putin reforça a estratégia apresentada ao presidente americano Barack Obama na segunda-feira (29/9) durante seu encontro na Assembléia Geral da ONU em Nova York, e que difere do presidente dos Estados Unidos. Enquanto Putin é a favor do reforço para Assad atacar o Estado Islâmico, Obama acredita que o ditador deve deixar o país. Durante semanas, a Rússia foi reforçar a sua presença militar na Síria. Há apenas duas semanas, Moscou admitiu a presença de especialistas militares russos no Iraque, que sofre uma guerra civil desde 2011.

Em um comunicado, o Kremlin disse que os aliados foram  informados da decisão de quarta-feira (30/9) pelo Senado. No seu pedido de autorização para a câmara alta do parlamento, Putin tem protegido sua decisão de enviar forças militares para a Síria  "nos fundamentos dos princípios e normas reconhecidas no quadro do direito internacional", segundo a RIA Novosti.

Rússia, Irã, Iraque e Síria têm criado um centro de informação em Bagdá para coordenar as operações de contra-ataque ao Estado Islâmico, com dados como o número de militantes dentro da organização, suas armas e seus movimentos.


Parlamento da Rússia autoriza uso de tropas na Síria

O Parlamento da Rússia concordou com o pedido do presidente do país, Vladimir Putin, e autorizou nesta quarta-feira (30) o envio de tropas aéreas russas à Síria. O objetivo é ajudar o governo sírio a combater militantes do Estado Islâmico (EI).

A medida deve afetar o equilíbrio de forças na Síria, já que, apesar de terem como alvo comum o Estado Islâmico, Rússia e Estados Unidos apoiam forças diferentes no conflito. Enquanto o governo russo apoia o presidente sírio, Bashar al-Assad, as forças ocidentais dão suporte a grupos de rebeldes locais, que são contrários a Assad. A guerra civil no país já dura quatro anos e fez mais 250 mil vítimas.

Os ataques aéreos russos na Síria começaram horas após a autorização do Parlamento. Segundo o Ministério da Defesa, os alvos são equipamentos militares, comunicações e depósitos de armas, munição e combustível, informou a agência Interfax.

"Estes ataques aéreos foram feitos de acordo com as forças sírias e com a ajuda do centro de coordenação antiterrorista de Bagdá", disse um responsável do Ministério da Defesa russo, Yuri Yakubov, citado pela Interfax. Segundo ele, os aviões russos foram pilotados por militares sírios.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

RÚSSIA COLOCA FORÇA AÉREA EM ALERTA DE COMBATE, MILITARES DIZEM SER EXERCÍCIO MILITAR

A inspeção surpresa de prontidão de combate das forças do Distrito Militar Central da Rússia foi iniciado nesta segunda-feira sobre a ordem do Supremo Comandante-em-Chefe das Forças Armadas russas. As forças do Distrito Militar Central e parte da aviação de outros distritos militares, Forças aerotransportadas e Aviação Militar foram colocadas em alerta de combate completo às 09:30, horário de Moscou (03:30 horário de Brasília) em 7 de setembro. Cerca de 95 mil soldados, mais de 7.000 peças de combate e cerca de 170 aeronaves serão envolvidos A inspeção vai durar até 12 de Setembro.

Verificações surpresas no exército russo não representam uma ameaça para os países vizinhos, um oficial do Ministério da Defesa de alto escalão disse na segunda-feira, por ocasião de uma outra inspeção de prontidão de combate no Distrito Militar Central da Rússia.

"É apenas mais um exercício surpresa, como as que foram realizadas anteriormente e aqueles que serão organizados no futuro," disse Sergey Koshelev, chefe do departamento de cooperação militar internacional.

"Gostaria de sublinhar uma coisa e pedir-lhe para trazê-lo ao conhecimento de suas capitais. O principal objetivo desses treinos é verificar a prontidão de combate das Forças Armadas russas e essas verificações não representam uma ameaça para qualquer um dos países vizinhos", frisou.

De acordo com o General de Estado-Maior, Andrey Kartopolov, cerca de 95 mil soldados, mais de 7.000 peças de combate e cerca de 170 aeronaves serão envolvidos em uma verificação de prontidão de combate surpresa do Distrito Militar Central da Rússia.

"No geral, o exercício vai envolver cerca de 95.000 funcionários, mais de 7.000 peças de armamentos e equipamentos de combate e cerca de 170 aeronaves", disse ele em uma coletiva de imprensa para adidos militares estrangeiros no exercício surpresa de prontidão de combate.

"Para a finalidade de elevar o nível de confiança e aumentar a transparência da atividade militar, continuamos a prática de informar sobre medidas de formação de tropas, incluindo controles surpresas realizadas em instruções do presidente russo e de acordo com os planos do Ministério da Defesa," Kartapolov disse.

Para além das forças do Distrito Militar Central, aeronaves de outros distritos militares, tropas aerotransportadas e aviação de transporte militar estarão envolvidos na verificação que irá durar até 12 de Setembro.

Além disso, o exercício de pressão irá verificar as ações de autoridades federais e regionais em tempo de guerra. O ministro da Defesa russo Sergey Shoigu disse que esta verificação envolverá o Ministério da Saúde, o Ministério da Agricultura, Ministério da Indústria e Comércio, a Agência Biológica Federal de Medicina e, a Agência Federal de Pesca, a Agência Federal de Reservas do Estado e as administrações da República da Bashkiria nos Urais, a Região Novosibirsk, na Sibéria, a Região Samara na área do Volga e da Região Chelyabinsk, nos Urais sul.

FONTES: http://tass.ru/en/russia/819367
http://tass.ru/en/russia/819345

FRANÇA E REINO UNIDO ANUNCIAM ATAQUES AÉREOS NA SÍRIA!

A França vai executar voos de reconhecimento para realizar "bombardeios" contra o grupo Estado Islâmico (EI) na Síria, afirmou o presidente François Hollande, que, no entanto, descartou operações terrestres naquele país. Já o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, anunciou que um drone britânico matou três integrantes do grupo Estado Islâmico (EI) na Síria, dois deles britânicos, no primeiro ataque da Royal Air Force (RAF) contra esta organização na Síria.

Forças britânicas atacaram o EI na Síria pela primeira vez

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, anunciou que um drone britânico matou três integrantes do grupo Estado Islâmico (EI) na Síria, dois deles britânicos, no primeiro ataque da Royal Air Force (RAF) contra esta organização na Síria.

Cameron afirmou no Parlamento que o alvo do ataque, em 21 de agosto, era Reyaad Khan e que foi um "ato de legítima defesa" porque este britânico pretendia cometer atentados no país.

As forças britânicas haviam participado até o momento nos ataques de uma coalizão internacional contra o Estado Islâmico no Iraque, mas não na Síria.

Cameron disse que o governo realizou consultas para garantir que o ataque estava dentro da legalidade.

"Tomamos esta medida porque não havia alternativa", argumentou.

"Estávamos exercitando o direito à legítima defesa do Reino Unido. Existiam claros indícios de que estes indivíduos em questão planejavam e dirigiam ataques ao Reino Unido", completou.

"Foi um ato proporcional, concluiu.

FONTE: http://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2015/09/07/interna_internacional,685851/forcas-britanicas-atacaram-o-ei-na-siria-pela-primeira-vez.shtml

França anuncia operações aéreas na Síria contra o EI

 A França vai executar voos de reconhecimento para realizar "bombardeios" contra o grupo Estado Islâmico (EI) na Síria, afirmou o presidente François Hollande, que, no entanto, descartou operações terrestres naquele país.

Hollande anunciou que pediu voos de reconhecimento a partir de terça-feira que "permitirão planejar bombardeios contra o EI". 

Mas ele descartou qualquer possibilidade de operação terrestre.

"Seria inconsequente e irrealista enviar tropas terrestres à Síria. Não faremos intervenção em terra, como não fazemos no Iraque", disse.

Como parte de uma coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, a aviação francesa já bombardeia as posições do EI no Iraque.

Paris havia recusado até o momento uma intervenção contra os jihadistas na Síria, por considerar que isto poderia favorecer o regime do presidente Bashar al-Assad.

Hollande repetiu que a solução na Síria será "política" e que a França "conversa com todos os países que podem favorecer esta transição". Entre as nações, citou Rússia, Irã e os países que integram a coalizão.

"Na Síria não se deve fazer nada que possa consolidar ou manter Bashar al-Assad", disse, antes de afirmar que a saída de Assad deve acontecer em algum momento da transição.

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